O que já fizemos e como imprensa divulgou. Participe!
30/julho/02 TERÇA às 19:30 horas:
No dia 31 de julho de 2002 das 19:30 as 22 horas foi realizado um
seminário aberto a comunidade de Londrina com o tema: Paz pela
Paz e Não-Violência com o Prof. Clovis Nunes que é
do MovPaz Movimento Internacional pela Paz e Não-Violência
de Feira de Santana Bahia.
Este seminário representou o primeiro passo para uma proposta de
implantação do movimento pela Paz e
Não-Violência na cidade de Londrina. A finalidade foi
empresários, líderes religiosos de diferentes credos,
políticos, líderes comunitários, educadores
artistas, intelectuais, pais, rotarys, lions, associação
comercial, lojas maçônicas, ongs ecológicas e de
movimento de paz, enfim todos que se interessem em CONSTRUIR A PAZ.
31/julho/02 das 9 às 12 e das 14 às 17 horas:
No dia 31 de julho de 2002 das 9 às 12 e das 14 às 17
horas, foi realizado um seminário para Diretores, supervisores e
orientadores das Escolas Municipais, Estaduais e Particulares de
Londrina com o tema: "Ensinando a Ensinar a Paz" com o Prof. Clovis
Nunes que é do MovPaz Movimento Internacional pela Paz e
Não-Violência de Feira de Santana Bahia.
Estes dois eventos fizeram parte do Calendário da "Semana da
Paz" de Londrina (Lei Municipal, autoria do vereador André
Vargas) que aconteceu de 15 a 22 de setembro de 2002.
20/setembro/02 das 14 às 17 horas:
No dia 20 de setembro de 2002 das 14 às 17 horas, foi realizado
novamente um seminário para Diretores, supervisores e
orientadores das Escolas Municipais, Estaduais e Particulares de
Londrina com o tema: "Ensinando a Ensinar a Paz" com o Prof. Clovis
Nunes que é do MovPaz Movimento Internacional pela Paz e
Não-Violência de Feira de Santana Bahia.
Participamos da Semana da Paz que ocorreu de 15 a 22 de setembro/2002 e que teve as seguintes atividades:
Palestra:
Clovis de Souza Nunes ( Núcleo Regional Educação e Secretaria Municipal de Eduacação)
Estamos realizando:
1° Coletânea de textos para produção de um livro com o tema:
"Idéias dos estudantes de Londrina para Construção de uma Cultura de Paz"
Como a imprensa noticiou a caminhada:
23/09/2002
Caminhada pela Paz reúne mais de 800 pessoas em Londrina
Célia Polesel
Reportagem Local
A Caminhada pela Paz realizada ontem em Londrina reuniu cerca de 800
pessoas. O evento, que teve também shows de músicos
londrinenses, encerrou a Semana da Paz, que foi realizada de 15 a 22 de
setembro. Londrina é a primeira cidade do Sul do País a
promover a Caminhada, um dos passos para a implantação da
cultura da paz.
Luis Claudio Galhardi, coordenador da Organização
Não-Governamental Movimento pela Paz e
Não-Violência - ONG MovPaz, disse que foram feitas durante
a semana mais de 30 caminhadas de escolas pelos bairros da cidade.
''Nós precisamos nos conscientizar da necessidade de mudar a
cultura. É necessário que se construa a cultura da paz e
da não-violência.''
O Movimento pela Paz surgiu em Feira de Santana, na Bahia, há 11
anos, hoje ele existe em 18 cidades de oito estados do Brasil. Outras
ações pela paz serão feitas na cidade, o MovPaz
irá criar grupos de professores para que sejam estudados os
pacifistas. ''O objetivo é continuar o trabalho de
conscientização para a paz.'' Clóvis Nunes,
idealizador do MovPaz no País, disse que a caminhada na
realidade tem 40 centímetros, a distância que vai da
cabeça ao coração. ''O mais importante é a
decisão de buscar a paz.''


STELLA MENEGHEL
(JL 23/set/02)
Centenas de pessoas participaram ontem à tarde da
“Caminhada Paz pela Paz”, evento que encerrou as atividades
da Semana da Paz. Com bandeiras e bexigas brancas, homens, mulheres e
crianças fecharam a Avenida Leste-Oeste para pedir paz e levar a
mensagem de que isso só é possível com o
envolvimento e a ação de cada pessoa.
“Cada um deve fazer a sua parte. Se não, como
poderá cobrar dos governos que façam a parte deles? Eu
estou aqui fazendo a minha, sabendo que é do pequeno que
começa a transformação”, afirmou a dona de
casa Teresinha Dias, que estava na caminhada........
Em 2003
FILME: Re-vendo GANDHI
DATA: 12 quarta, 13 quinta, 14 sexta
HORA: 19:30 hs
LOCAL: Auditório do Aeroporto de Londrina
Contribuição: R$ 3,00 com direito no dia a um adesivo do movimento da Paz
Convites no Local ou ANTECIPADO nos seguintes endereços:
15 de fevereiro:
Participação de Um Ato pela Paz promovido pelo aluno do
CA de Ciencias Sociais, no Calçadão de Londrina.
Reflexão sobre a proposta de guerra dos USA.
21 de feveriro
Aprovado a 1º Coletanea de Textos para publicaçãodo
Livro: Idéias dos estudantes de Londrina para
Construção da Paz
Folha de Londrina - 16/fev/03
Reportagem Local
Luciano Augusto
CRIMINALIDADE COMBATE À VIOLÊNCIA É UM DESAFIO COLETIVO
Londrina convive com a insegurança e o medo. Os números
da violência e da criminalidade crescem assustadoramente.
Reportagem da Folha ouviu lideranças que apontam dois caminhos
para tentar reverter o quadro atual: o imediato, que é a
prevenção e a repressão policial, e o outro, mais
lento mas não menos importante, que é a difusão da
via alternativa da não-violência e a
construção de uma cultura da paz
A violência e sua irmã gêmea, a criminalidade,
afetam a todos indistintamente. Elas estão presentes nas casas
das pessoas, nas ruas, nas escolas, no trabalho, na mídia, na
conversa do botequim, no domingo de futebol,... As cidades estão
vendo seus cidadãos desorientados com tanta pressão
negativa. Em Londrina a situação não é
diferente.
O município até alguns anos atrás não
estava livre dos crimes mas vivia com certa tranquilidade. Hoje,
porém, os londrinenses convivem com a sensação
diária de insegurança. Estão cada vez mais
encastelados em fortalezas-prisões que pouco servem para conter
os marginais.
Mas o que fazer diante de um mundo corroído por uma
individualidade perigosa, onde é difícil convencer as
vítimas a não nutrirem o sentimento da vingança
que perpetua o ciclo maléfico de crimes, gerando mais atos
violentos? As fontes ouvidas pela Folha apontam basicamente dois
caminhos: o primeiro, mais imediato, seria o reforço da
prevenção e da repressão policial, sobretudo com
relação ao tráfico de drogas e de armas. O
segundo, mais lento mas não menos importante, é a
difusão da via alternativa da não-violência, com a
construção de uma cultura da paz.
Ambos os caminhos dependem de uma participação efetiva de
todas as camadas sociais, pois não se trata de um problema que
atinge exclusivamente pobres ou ricos. Também não
é uma questão puramente estatal, onde apenas o aparelho
do Estado tem a incumbência de agir. É uma demanda
pública, coletiva, onde cadacidadão tem o dever de
contribuir para a construção de um mundo melhor, mais
seguro.
"A não-violência dos fortes é a força mais
potente do mundo'', ensina o pacifista indiano Mohandas Ghandi. Seus
ensinamentos estão sendo difundidos entre estudantes de muitas
escolas londrinenses pelo ``MovPaz Londrina'', um grupo de pessoas que
decidiu descruzar os braços e ``lutar'' contra a
violência, seguindo exemplo preconizado pela
Organização das Nações Unidas para
Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Eles
não esperam resultados para amanhã ou depois de
amanhã. Aguardam sim que essas crianças de hoje virem
``árvores'', floresçam e espalhem os frutos da paz em
suas famílias e que seus galhos alcancem toda a
vizinhança.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) também acredita que o combate
à violência e à criminalidade passa pela
popularização do verbo ``pazear''. E afirma que
está dando sua parcela de contribuição como chefe
do Executivo municipal, disseminando programas sociais, principalmente
nas áreas mais carentes. Afora isso, ele também prega que
é preciso ``articular'' melhorias para as polícias Civil,
Militar e Federal junto ao Estado e à União. Essa ajuda
oficial, diz, precisa acontecer porque o crime deve ser combatido com
prevenção, repressão e policiais bem equipados e
treinados nas ruas.
Pensamento semelhante têm os representantes das igrejas
Católica e Evangélica de Londrina. Eles afirmam que,
além de melhorar a infra-estrutura das polícias, é
preciso resgatar os valores familiares.
Folha de Londrina 16/fev/03
Reportagem Local
Luciano Augusto
Líderes difundem mensagem de paz
O presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Londrina,
pastor Joéde Lamônica Crespo, considera o combate à
violência ``um desafio, porque estamos nos sentindo impotentes
diante do problema''. O religioso garante que as igrejas estão
discutindo a questão com seus fiéis e indica as
orações como uma forma de se aproximar de Deus e
reaprender a perdoar e superar as situações adversas.
"É preciso disseminar a mensagem da paz, do perdão e do
amor'', prega o pastor. Ele destaca a importância de campanhas e
movimentos pela construção de uma convivência
pacífica entre as pessoas.
A Arquidiocese de Londrina também avalia que esse é um
problema que precisa ser atacado e discutido com os padres e com os
fiéis. ``Abordamos esse tema nas reuniões com o clero de
Londrina e região e nos veículos de
comunicação da arquidiocese'', lembra o assessor de
comunicação, padre Sílvio Andrei. "Este é
um tema forte porque estamos sentido na pele e convivendo com a
insegurança e com o medo'', completa.
Andrei indica quatro caminhos para combater a criminalidade e a
violência: união de forças da sociedade organizada;
investir na educação e na solidificação da
estrutura familiar; repressão ao tráfico de drogas e
armas; reorganizar e modernizar o sistema penitenciário,
instituindo penas que procurem a reinserção social do
preso. "Temos muita esperança de que vai chegar o momento em que
iremos superar essa questão'', aposta o padre.
O coordenador do "MovPaz Londrina''
(http://www.movpaz.londrina.nom.br), Luis Claudio Galhardi, admite que
criar uma cultura da não-violência é um processo
lento, mas que tende a se acelerar num momento de crise como o atual.
"Temos que perceber que não somos os culpados pela
violência mas sim os responsáveis pela paz no mundo'', diz
ele. O "MovPaz'' faz parte de um movimento internacional por uma
cultura pacifista que tem seu foco nos estudantes do ensino
básico e fundamental. No ano passado, foram realizadas diversas
caminhadas pela paz com a participação de mais de 40
escolas. Neste ano, foram feitas exibição do filme
"Re-vendo Gandhi'' (de Sir Richard Attenborough).
O presidente da Associação Comercial e Industrial de
Londrina (Acil), David Dequêch diz que conversou com o
secretário de Estado de Relações com a Comunidade,
Milton Buabce, que afirmou que a segurança terá
ação emergencial do novo governador. "Mas não
adianta só mandar gente para cá, é preciso
oferecer estrutura para as polícias trabalharem e,
paralelamente, tratar dasquestões sociais'', lembra o
empresário. O presidente do Conselho Comunitário de
Segurança, Pedro Marcondes, foi procurado diversas vezes pela
reportagem mas não atendeu a solicitação da
entrevista.
Estudantes e ONG organizaram ato em Londrina
Emerson Dias
Reportagem Local
Folha de Londrina 16/fev/03
Assim como em centenas de cidades em todo o mundo, a
população londrinense realizou uma passeata contra a
possível guerra contra o Iraque. Estudantes da Universidade
Estadual de Londrina (UEL) e da ONG Movpaz – criada há
dois anos – encabeçaram o movimento.
A concentração dos manifestantes foi no
Calçadão da Avenida Paraná (área central)
durante a manhã de ontem. Cerca de 100 pessoas empunhavam faixas
e cartazes pedindo a paz entre as nações. ‘‘A
idéia surgiu durante o Fórum Social Mundial (realizado
mês passado em Porto Alegre), quando foi definida esta data para
um protesto mundial contra a guerra. Estamos fazendo também um
abaixo-assinado pela paz’’, disse o estudante
universitário Samuel Moura Santos, 23 anos.
Durante a passeata, foram distribuídos panfletos e textos sobre
os ‘‘verdadeiros motivos’’ que estariam
provocando a guerra (interesse mútuo pelo petróleo,
domínio norte-americano do território árabe, entre
outros). Para o engenheiro civil e coordenador do Movpaz, Luis Claudio
Galhardi, 41 anos, a mobilização é positiva e
não deve ser pontuada somente durante a crise Estados
Unidos-Iraque.
‘‘Todos conhecem os verbos detonar, destruir e guerrear,
mas poucos sabem que existe no dicionário o verbo pazear. Temos
que transformar o substantivo paz em ação’’,
discursou Galhardi. Os interessados em conhecer as propostas do
movimento podem acessar o site na internet www.movpaz.londrina.com.br
Em Curitiba, centenas de pessoas participaram da Marcha Mundial pela
Paz. A concentração foi às 9 horas, na
Praça Santos Andrade, seguida de uma caminhada até a Boca
Maldita, no centro. Os manifestantes chegaram a queimar uma bandeira
dos Estados Unidos. Eles estenderam lonas pretas, fazendo uma
referência ao petróleo e pintaram as mãos de
branco, mostrando que a ameaça de guerra deve ser combatida sem
armas. ‘‘Os Estados Unidos não podem mais esconder
que o objetivo da guerra não é lutar contra o terror e
sim tomar o controle do petróleo iraquiano’’, disse
um dos organizadores, o presidente da Central Única dos
Trabalhadores no Paraná (CUT) Roberto Von Der Osten. (Colaborou
Ellen Taborda, de Curitiba)
"Dê o primeiro passo e venha ajudar a construir a cultura da Paz no Municipio de Londrina."
Para Dimenstein, iniciativas devem começar na infância
Dorico da Silva
Reportagem Local
Folha de Londrina 29/jul/03

Gilberto Dimenstein, conhecido por sua atuação na área de Direitos Humanos e Infância: "Parece chavão político, mas tem que
ter investimento na educação e distribuição de renda para termos mais justiça."
''A paz não é algo natural do ser humano e tem que ser
construída''. Essa é a opinião do jornalista
Gilberto Dimenstein, um dos mais premiados do país, com
trabalhos renomados na área dos Direitos Humanos e
Infância. Ele esteve em Londrina, na semana passada, para
proferir palestra sobre Cooperativa Cidadã, durante o 12º
Jovemcoop Encontro Estadual de Jovens Cooperativistas, realizado pela
Cooperativa Integrada, Ocepar e Sescoop/PR. Dimenstein é membro
do conselho editorial da Folha de S. Paulo, comentarista da
Rádio CBN, além de ser membro da Comissão
Executiva do Pacto da Criança, coordenada pelo Unicef.
Na sua opinião, iniciativas que trabalhem a temática da
Paz devem começar na infância, como trabalho preventivo.
''Não temos essa tradição no Brasil e, se isso
acontece em Londrina, a cidade está de parabéns'', disse.
Questionado sobre o projeto de restrições ao porte de
arma, em discussão no Congresso, Dimenstein afirmou ser
totalmente contra o uso de arma de fogo. ''Isso só promove a
violência, que é a maior síntese da exclusão
social.''
Ele também comentou sobre a importância do Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), que no último dia 13
comemorou 13 anos de vigência. ''A lei é extremamente
adequada, mas passa por questões econômicas para realmente
ser colocada em prática. Parece chavão político,
mas tem que ter investimento na educação e
distribuição de renda para termos mais justiça.''
Dimenstein também disse estar otimista com relação
ao governo atual na valorização da
educação, ''que é o caminho do progresso social'',
embora considere precoce uma avaliação mais profunda.
''Dos 440 mil novos desempregados do Brasil nos últimos seis
meses, de um total de 2,7 milhões (dado do mês de
junho/IBGE), 70 mil não têm o segundo grau completo e isso
restringe muito as oportunidades de ter um emprego, que gere uma vida
com dignidade'', destacou. Na palestra, ele também enfatizou a
importância das empresas e cooperativas abrirem espaço
para a aprendizagem de jovens, cumprindo o seu papel de
responsabilidade social. (A.P.N.)
INICIATIVA - A paz em prosa e cor
Ana Paula Nascimento
Reportagem Local
Folha de Londrina 29/jul/03
|
|
|
Projeto desenvolvido por ONG londrinense reúne textos e
desenhos de alunos de 1ª a 8ª séries interessados em
promover a paz; publicação de livro depende de
patrocínio.
''A televisão poderia contribuir muito, através de mais
programas que mostrassem as atividades ligadas à paz, cenas que
inspirassem a paz e não tanta violência como tem
aparecido. (...) Pois a paz também é
comunicação.''
Com apenas 12 anos, a aluna Marianne Paola de Assis expressa, em sua
redação, que já sabe o que sugerir para a
construção de um mundo mais pacífico. Desde cedo,
ela vem aprendendo que pazear é um verbo citado até em
dicionário e que precisa ser conjugado por mais pessoas para se
tornar realidade.
A redação dela foi uma das 25 escolhidas para integrar a
coletânea de textos e desenhos sobre a paz. A iniciativa faz
parte do projeto ''Idéias dos estudantes de Londrina para
Construção de uma Cultura de Paz'', que envolveu alunos
de 1 a 8 série de Londrina.
Desenvolvido pela organização não-governamental
(ONG) Movimento pela Paz e Não-Violência - Londrina
Pazeando, em atuação há três anos na cidade,
cerca de 200 escolas municipais, estaduais e particulares foram
convidadas a discutir a paz em sala de aula e participar do projeto. Em
julho, os melhores trabalhos foram selecionados e agora dependem de
patrocínio para a sua publicação. O projeto tem
apoio institucional da Organização das
Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco).
De acordo com Luis Cláudio Galhardi, um dos coordenadores do
projeto, a expectativa é que o livro seja lançado em
setembro, data da comemoração da 4 Semana Municipal da
Paz, desde que haja patrocínio suficiente. A
publicação de mil exemplares foi orçada em R$ 4,5
mil. Até agora, apenas a empresa Sinamed-Assistência
Médica e a Escola Educacional teriam confirmado apoio finaceiro,
que totaliza R$ 1 mil.
''O resultado dos trabalhos está muito bom e é
fundamental o patrocínio para garantirmos a
publicação e divulgarmos ainda mais a importância
da paz'', disse Galhardi.
A intenção é que o livro ajude a colocar os alunos
em contato com idéias de pacifistas, de pessoas que realmente
promoveram a paz. ''Na escola, aprendemos sobre os
'heróis-guerreiros', como Duque de Caxias e Mém de
Sá, que, na verdade, foi um grande exterminador de
índios. As crianças não conhecem Gandhi, que lutou
pela paz sem armas. E é preciso construir essa consciência
crítica nas crianças'', destacou Galhardi. Nesse trabalho
de conscientização, também são evidenciadas
as ações de Madre Teresa de Calcutá e Martin
Luther King, que souberam promoveram a paz.
A ONG também organizou um ciclo de palestras, nos meses de abril
e maio, com Clóvis Nunes, Fábio Otuzi Brotto e
José Hermógenes, que têm trabalhos reconhecidos na
área da ''cultura da paz''. No evento, professores tiveram a
oportunidade de se aprofundar na temática e levar mais
conteúdo para debates em sala de aula.
Além da ONG Londrina Pazeando, participam da
organização da coletânea as secretarias municipais
de Educação e de Cultura. Os outros órgãos
envolvidos na produção do livro são: Núcleo
Regional de Educação, Sindicato das Escolas Particulares
de Londrina, Universidade Estadual de Londrina, Instituto de
Educação Igapó e Sindicato dos Jornalistas.
"A paz é um tipo de oração"
Reportagem Local
Folha de Londrina 29/jul/03

Camila Ordunho Rosa, de 10 anos, do Colégio Estadual José
de Anchieta: a paz está nas mãos de todo o mundo.
''Infelizmente, nossa cidade está muito violenta e por isso
é muito importante ter várias idéias para a
construção de uma Cultura da Paz.
Poderíamos fazer um Festival da Paz, com música e
atividades. Como ingresso cobraríamos apenas um quilo de
alimento não perecível e ajudaríamos várias
pessoas. Pois a paz é solidariedade e também
música.
Poderíamos também rezar mais, não importa a
religião...O que importa é que é sempre bom ter a
paz de Deus em nossos corações. Pois a paz também
é um tipo de oração.
Eu espero que as pessoas se conscientizem da importância e da
necessidade de uma Cultura da Paz. Assim poderemos sair às ruas
com muito mais tranquilidade e paz. Poderemos pazear.''
Fragmento da redação escrita por Mariane Paola de Assis, 12 anos, estudante da 6 série da Escola Seta)
"VIOLÊNCIA É UM ATO DE MALDADE"
''Vamos construir a paz começando por nós mesmos. Procure
buscar a sua paz interior no seu coração, na sua mente...
Qualquer tipo de violência é um ato de maldade e
egoísmo, e não só a guerra. Se você briga na
escola, você está agindo contra a paz e não
é isso que nós queremos. Então, procure não
arrumar briga, procure ficar em paz consigo mesmo.
...em vez de brigar, faça novas amizades e através delas
construa a paz. Com isso, além de você fazer novos e bons
amigos, porque ambos querem a paz, você vai passar uma boa
mensagem por onde anda, que é a mensagem de paz, de amor, de
amizade...''
Fragmento da redação escrita por Humberto Silva, 12 anos, estudante da 6 Série da Escola Educacional.
Serviço
Mais informações sobre o projeto ''Idéias dos
estudantes de Londrina para Construção de uma Cultura de
Paz'' podem ser obtidas pelo telefone (43) 9996-1283 (falar com Luis
Cláudio Galhardi).
06/03/2004
foto de Sérgio Ranalli

Alunos de vários colégios recolheram os 500 brinquedos, destruídos ontem de manhã
Armas de brinquedo são destruídas
Vanessa Navarro
Reportagem Local
Mais de 500 armas de brinquedo foram destruídas, ontem pela manhã, durante um ''ato pela paz'' na Escola Espírita Eurípedes Barsanulfo, mantida pela Casa do Caminho de Londrina, no Bairro Aeroporto (Zona Leste). Alunos de vários colégios da região contribuíram para o evento, desfazendo-se de produtos do gênero e ainda recolhendo armas de brinquedo entre familiares e vizinhos. O ato também teve o apoio da Organização Não-Governamental (ONG) Londrina Pazeando.
Além do significado pacifista, a medida se ajusta ao Estatuto do Desarmamento, em vigor desde o ano passado. A lei federal proibiu a fabricação e comercialização de brinquedos que imitam armas de fogo. Curiosamente, uma parte dos produtos destruídos havia sido doada à entidade pela Receita Federal. ''Mesmo sendo uma doação preferimos não manter os brinquedos, pois acreditamos ser um estímulo à violência'', justificou a diretora da escola, Domingas Rodrigues Binotti.
Ela frisou que o ato foi apenas parte de um amplo trabalho de conscientização realizado junto aos alunos, durante todo o ano letivo. A escola atende 140 crianças e adolescentes de quatro meses a 14 anos. ''Mostramos às crianças que existem brincadeiras mais construtivas, que contribuem para a paz'', afirma. De acordo com Domingas, a receptividade dos alunos à iniciativa de destruir os brinquedos foi muito positiva.
Foi o que demonstrou Everton Patrick da Silva, 9 anos. Enquanto os brinquedos eram destruídos no pátio da escola, o aluno corria atrás da diretora pelos corredores, pedindo a devolução de um ''revólver de mentira'' apreendido no ano passado. ''Eu quero levar lá fora para destruir'', explicou, garantindo que não tinha o menor apreço pelo brinquedo. ''Prefiro brincar de carrinho, patinete, andar de bicicleta. Só quero ter arma quando eu crescer, porque vou ser policial.''
Os brinquedos foram prensados em uma máquina da ONG Associação de Recicladores Reciclando Leonor (Arle), que irá revender o material para reaproveitamento. Representantes da associação calcularam que os brinquedos prensados totalizaram 40 quilos de plástico, o que deverá render a eles R$ 18,00.

06/03/2004
PELA PAZ
Estudantes destroem armas
SIMONI SARIS
Cerca de 400 crianças e adolescentes de escolas estaduais e municipais de Londrina destruíram ontem centenas de armas de brinquedo durante um ato pela paz realizado na Escola Espírita Eurípedes Barsanulfo, mantida pela Casa do Caminho. As armas foram doadas no ano passado por órgãos federais, estaduais, empresas e particulares, mas só foram entregues às crianças ontem de manhã para que fossem destruídas durante o manifesto “Um Ato Pela Paz”.
“Armas de brinquedo são um treinamento para a cultura da violência. Quando um adulto dá esse tipo de brinquedo a uma criança não entende que o ato terá uma conseqüência no futuro”, disse o diretor da Casa do Caminho, Júpiter Villoz Silveira. O objetivo de fazer com que as próprias crianças destruíssem os brinquedos, ressaltou ele, é combater a violência iniciando uma “cultura de paz”.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o País com maior índice de mortes por arma de fogo do mundo. Dados revelam que, nos últimos 20 anos, o número de brasileiros assassinado aumentou 273% - sete vezes mais do que o crescimento populacional. Em 1998, quase 50 mil brasileiros foram assassinados, sendo 45 mil vítimas de arma de fogo.
O presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Movimento Pela Paz e Não-Violência – Londrina Pazeando, Luiz Cláudio Galhardi, salientou que manifestações como a de ontem ajudam a conduzir as crianças ao caminho da não-violência. Além da Londrina Pazeando, o manifesto teve apoio do Grupo Arle, que atua na reciclagem de lixo no Jardim Leonor (Zona Oeste). No pátio da Casa do Caminho foi instalada uma prensa, onde os revólveres e pistolas de plástico foram destruídos e saíram prontos para serem reciclados.
Apesar de lamentarem o fato de tantos brinquedos serem destruídos sem que nunca tenham sido utilizados, as crianças apoiaram a causa. Érica Paula Yanashita, 9 anos, acredita que as armas não são os brinquedos mais apropriados para crianças. “Se começam desde cedo a utilizar armas, quando crescerem essas crianças vão querer usar armas de verdade, o que é muito perigoso”, disse.
Para Maicon José Fogaça, 12 anos, a razão de toda a violência reside na grande quantidade de pessoas que utilizam armas. “Se não fosse tão fácil conseguir um revólver, não iriam morrer tantas pessoas assassinadas. Tenho muito medo do que uma pessoa armada pode fazer”, afirmou o garoto.

|
Arquivo Folha/24-06-2003
|
O QUE FOI DITO ''Continuamos enterrando ali porque é uma tradição. Mas o cemitério está abandonado, tanto
por proprietários de túmulos quanto pela prefeitura. Tinha que fazer um calçamento, plantar
um piso de grama. São medidas tão fáceis.'' » leia as opiniões |

Professores discutem metodologia da não violência
Edição de 24/06/04
Adriana Savicki
Reportagem Local
Formar professores capazes de incluir a paz nos currículo
escolares. Esse é o desafio imposto a cerca de 40 professores da
rede privada e particular de ensino e de Organizações
Não Governamentais (ONGs) de Londrina que participam, durante
toda a semana, de um curso de multiplicadores da paz.
Durante o encontro, promovido pela ONG Londrina Pazeando com
patrocínio da Sercomtel, os profissionais discutiram a paz como
conceito de transformação do meio social. ''Paz
não é uma coisa metafísica. Achamos que, para
prevenir a violência, temos que pôr algo no lugar dela. O
contraponto da cultura de violência é a cultura de paz'',
afirma a professora Sônia Passos, da ONG Educadores da Paz do Rio
Grande do Sul.
A ONG gaúcha é pioneira na formação de
profissionais capacitados para a cultura da paz. Uma tarefa
árdua em uma sociedade onde as crianças são
bombardeadas diariamente com desenhos cada vez mais violentos e onde a
própria grade curricular das escolas tende a dar mais
visibilidade para períodos de guerra, grandes batalhas e seus
generais.
''Precisamos desenvolver professores capazes de refletir o
currículo bélico e construir um contraponto e
instrumentalizar referenciais não violentos'', diz. Contraponto
que não restringe ao plano das idéias e, principalmente,
deve invadir o espaço das ações. ''Tanto a paz
como a violência são fenômenos sociais concretos.
Assim como aprendemos a ser violentos, aprendemos a ter uma postura de
não-confronto e aprendemos a abominar a violência'',
argumenta.
Segundo ela, a preocupação com o educador da paz ainda
é muito recente no Brasil. ''Ao contrário de outros
países da Europa onde a discussão é antiga, aqui
isso ainda é recente'', diz a professora. A ONG gaúcha,
por exemplo, tem dois anos de atividade.
Professor e da coordenação do Londrina Pazeando, Amauri
Pereira Cardoso afirma que a formação de profissionais
mais capacitados para lidar com o tema sempre foi uma
preocupação da ONG. ''Há uma propensão
grande das entidades trabalharem em prol da paz, mas a nossa
preocupação era como trabalhar isso em sala de aula, como
desenvolver uma metodologia'', comenta. O encontro encerra neste
sábado.

Vanessa Navarro
Reportagem Local - Folha Cidades}
Terça-feira, 21/09/04
Semana da Paz é aberta em Londrina
Estudantes lançam livro que vai ser distribuído nas escolas com idéias para a construção de uma cultura de paz
Dorico da Silva folha de Londrina img_foto1596
Uma das atividades foi o hasteamento da bandeira branca na praça Marechal Floriano
O lançamento do livro ''Londrina Pazeando - Idéias dos estudantes de Londrina para a construção de uma cultura da paz'' marcou o início, ontem pela manhã, da Semana Municipal da Paz em Londrina. Até o próximo domingo, serão realizadas diversas atividades voltadas à cultura da não-violência, abertas à comunidade. O evento foi instituido por lei municipal em 2001 e está em sua quarta edição, sendo promovido pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Londrina Pazeando.
Cinquenta e seis alunos de escolas públicas e particulares de Londrina tiveram seus trabalhos selecionados para compor a edição 2004 do ''Londrina Pazeando''. Os estudantes, com idade entre 6 e 21 anos, expressaram em desenhos, redações, poemas e quadrinhos idéias pessoais sobre o conceito de paz. Na obra escolhida para ilustrar a capa do livro, por exemplo, o aluno Gustavo Rosa Gameiro, 8 anos, mostra brancos, negros e índios celebrando a paz de mãos dadas.
A estudante Rafaela Thorn, 10, também usou igualdade como mote, mas preferiu pintar bandeiras de vários países. ''Nenhum país está livre da violência. Ouço falar de violência todos os dias na tevê, até cansa'', diz. Eduardo Vargas, 11, iniciou seu texto com uma provocação: ''Você já viu um americano abraçando um iraquiano? Um atirador palestino abraçando um soldado israelense?''. Segundo ele, o objetivo era ''falar sobre as muitas vítimas que as guerras já fizeram'' em todo o mundo. ''Isso só pode mudar com educação'', argumentou o autor.
O livro, que foi lançado na cerimônia de abertura da semana na Concha Acústica (Centro), será distribuído nas escolas da cidade e ficará à venda por R$10 em livrarias. Hoje, Dia Internacional da Paz, haverá caminhadas com escolas da Zona Norte, a partir das 8 horas, e evento cultural no Cine-Teatro Ouro Verde, às 19 horas. O cronograma de caminhadas continua amanhã com estudantes das Zonas Sul e Rural; quinta-feira na Área Central e sexta-feira nas Zonas Leste e Oeste. A série se encerra no domingo, culminando com atividades recreativas e apresentações musicais. Durante a semana, serão realizadas também palestras e sessões de filmes sobre pacifistas.

FERNANDO ARAÚJO
23/set/04
MANIFESTAÇÃO
Estudantes caminham pela paz
Atividades prosseguem até domingo em todas as regiões da Cidade
Roberto Custódio internet100922
FERNANDO ARAúJO
23/SET/2004
Centenas de alunos de escolas públicas e particulares além de membros da sociedade civil e clubes de terceira idade realizaram na manhã de ontem uma caminhada pela paz, em diferentes regiões de Londrina. O evento faz parte da Semana Municipal da Paz, que acontece até o próximo domingo. Mas o termo paz foi discutido de forma mais ampla, indo além das questões de segurança.
Na Zona Sul dois atos marcaram o evento. O primeiro reuniu na Avenida Inglaterra os alunos de diversas escolas, que encerraram o evento com um “abraço da paz”.
A maior manifestação, com mais de 2 mil pessoas, ocorreu em uma Praça da Avenida Guilherme de Almeida (Zona Sul). Alunos de sete escolas públicas e funcionários das Unidades Básicas de Saúde (UBS) reuniram-se para apresentação de peças produzidas por eles. A concentração já é realizada há alguns anos e marca o final das atividades escolares sobre a paz.
Pacifistas
Neste ano, os alunos e professores foram incentivados pelo Conselho de
Educação da região a discutir e trabalhar a
biografia de homens e mulheres que são lembrados por atos
pacifistas.
Betinho, Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Jesus Cristo e tantos outros ficaram mais próximos dos alunos e também dos professores. “Fizemos com que cada sala de aula trabalhasse a biografia de um pacifista e descobrisse o que esses homens fizeram na história”, lembrou o presidente da Conselho de Educação da Região Sul, Amauri Pereira Cardoso.
Na Escola Municipal Zumbi dos Palmares, no Conjunto União da Vitória (Zona Sul), os alunos da quarta série pesquisaram a vida do líder indiano Mahatma Ghandi. Advogado de formação, Ghandi levou a população da Índia a conseguir sua independência frente ao Reino Unido. Sua principal técnica foi a resistência passiva, da desobediência civil e não-violência como forma de luta.
“A princípio os alunos queriam trabalhar sobre outros temas. Mas depois de conhecer um pouco da história de Ghandi, eles ficaram bem interessados”, contou a professora Sônia Schaidt. Ela mesmo reconhece ter aprendido mais sobre o indiano e que suas palavras e atos foram decisivos para a mudança de comportamento dentro de sala de aula. “Eles ficaram mais tranqüilos e até o respeito entre eles aumentou”, disse.
Jornais
Alunos de escolas particulares também participaram de
manifestações pela paz. Os estudantes do Colégio
Universitário fizeram uma passeata até o Lago
Igapó 2 (região Central) e lançaram o jornal
“A paz é a gente que faz”, com textos desenvolvidos
pelos alunos da 7ª série.

Reportagem Local
23/set/04
Estudantes fazem caminhada pela paz
Dorico da Silva img_foto1757
Participantes da manifestação pediram o fim da violência
Cerca de duas mil pessoas, a maioria crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares, fizeram uma caminhada em prol da paz pelas ruas da Zona Sul de Londrina, na manhã de ontem. Com cartazes e bexigas brancas, elas pediram o fim da violência em Londrina e no mundo. A atividade foi parte da Semana Municipal da Paz, que começou na última segunda-feira e vai até domingo.
Segundo Water Okama, diretor do Colégio Universitário, os 1,1 mil alunos da instituição que participaram da caminhada já vinham estudando sobre o tema ao longo do ano. ''Fazemos um trabalho de conscientização com os estudantes sobre a importância da paz, tanto na escola, como na família e em toda a sociedade'', comentou o diretor.

Francismar Lemes
Reportagem Local
25/set/04
Crianças fazem caminhada e pedem paz
Carllos Bozelli img_foto2010
Inspirados no tema, alunos de uma pré-escola fizeram várias atividades durante a Semana da Paz; programação culminou com uma caminhada
Elas ainda não sabem o significado da violência, mas aprenderam o que quer dizer a palavra ''paz'', topando fazer uma caminhada ontem à tarde para pedir um mundo que todos sonham.
São as crianças da Escola Alternativa Educação Infantil Ensino Fundamental (de Londrina) que, depois de uma série de atividades em comemoração à Semana da Paz, puseram em prática tudo o que aprenderam em sala de aula.
''Durante a semana, as nossas crianças fizeram maquetes, cartazes e objetos de sucata inspirados no tema'', contou a diretora da escola, Patrícia Martins de Andrade.
Começando pelos menorzinhos, de apenas três anos de idade, até os que já sabem escrever o nome, os cerca de 100 alunos da pré-escola contaram com o apoio dos pais na caminhada, que percorreu as ruas Uraí, Fernando de Noronha, Ibiporã e a Avenida Maringá, na Zona Oeste.
''Acho bom os pais se envolverem com a atividade dos filhos na escola. Pena que nem todos podem porque trabalham, como a minha esposa'', afirmou o professor João Vicente Hadich Ferreira, 38 anos, pai de Lucas, uma das crianças mais animadas com o passeio pela paz.
Já Thales de Augusto foi logo avisando que tinha cinco aninhos e sabendo na ponta da língua o significado da palavra ''paz''. ''Moço, paz para mim é uma vida legal e poder brincar com os meus amigos'', disse, apressado, para não perder o passo.

Reportagem Local Mariana Guerin
27/set/2004
img_fotop780
Quinze mil estudantes caminham e pedem paz
img_foto2102
Movimento superou as expectativas da organização do evento
Cerca de 15 mil alunos de 30 escolas municipais e estaduais participaram ativamente da 4 Semana da Paz de Londrina, que terminou na tarde de ontem com mais uma caminhada pela paz na avenida Leste-Oeste.
O calor espantou o público no domingo que, segundo Luis Cláudio Galhardi, coordenador da ONG Londrina Pazeando, não superou as expectativas da organização do evento. ''Uma de nossas metas é mudar a mentalidade do movimento, que ainda não tem o costume de ir às ruas se mobilizar'', declarou.
Mesmo assim, crianças de todas as idades brincaram durante toda a tarde na cama elástica e no tobogã montados na avenida e por volta das 17 horas, se juntaram aos adultos para o início da caminhada, que terminou com show musical.''Esta edição superou as demais e a meta é crescer ainda mais em 2005'', comemorou Galhardi.
Uma das razões para o sucesso da mobilização,
para ele, foi o lançamento do livro Londrina Pazeando, que
culminou em uma noite de autógrafos com a presença de
mais de 250 pessoas. Além do livro, também foi
lançado o gibi eletrônico da ONG Londrina Pazeando, com
histórias da turminha da paz. O endereço eletrônico
é www.londrinapazeando.org.br.
Atuando em Londrina há três anos, a Londrina Pazeando
surgiu com a lei municipal que instituiu a Semana da Paz no
município, em 2001. ''Naquele ano, convidamos uma ONG de Feira
de Santana que tinha um projeto parecido na Bahia, para nos auxiliar'',
contou Galhardi.
========================================================================


CIDADES | ZONA NORTE
Alunos caminham pela paz 21/09/2005
ZONA NORTE
Alunos caminham pela paz
Cerca de mil alunos de quatro escolas estaduais da Zona Norte da Cidade participaram ontem de uma caminhada pela paz. A
atividade faz parte da 5° Semana da Paz e
o objetivo dos jovens e diretores dos estabelecimentos de ensino
é promover a união entre os estudantes dos vários
bairros daquela região. A manifestação foi
encerrada com um “abraço” no Lago Cabrinha.
Os alunos saíram dos colégios às 9h30 e seguiram
em direção ao Lago da Zona Norte, onde chegaram às
10 horas. Entre os manifestantes, estavam alunos de 5ª a 8ª
série das escolas estaduais Monsenhor Josemaria Escrivá,
localizada no Conjunto Milton Gavetti, Doutor Fernando de Barros Pinto,
no Conjunto Semíramis Barros Braga, Professora Behair Edna
Mendonça, no Jardim Paraíso, e Professora Lúcia
Barros Lisboa, no Conjunto Vivi Xavier.
“Esse ‘abraço da paz’ é uma forma de
promover a paz entre os estudantes para que não haja mais
discussão entre um bairro e outro. Há muita intriga e
rivalidade entre eles”, disse a diretora da Escola Estadual
Monsenhor Josemaria Escrivá, Luzia Maria Dias Alves.
“Queremos acabar com a violência, que não é
só física, é verbal também.”
Rivalidade
Cíntia Juliana de Oliveira, 15 anos, aluna do primeiro ano do
ensino médio da Escola Estadual Professora Behair Edna
Mendonça, no Jardim Paraíso, confirma a rivalidade a que
se refere a professora. “Quando os alunos de todas as escolas se
reúnem, fica sempre uma comparação para ver quem
tem a escola mais bonita, quem é mais arrumado. Não
percebem que somos todos iguais”, contou a estudante. “Acho
que atividades como essa de hoje (ontem) ajudam a unir mais as
pessoas.”
Além da caminhada, durante toda esta semana as escolas
irão desenvolver atividades relacionadas à paz. Na
Monsenhor Josemaria Escrivá, por exemplo, os alunos
trabalharão com textos e obras de pacifistas como Mahatma Gandhi
e Martin Luther King. Orações pela paz também
estão no programa de atividades.
Simoni Saris
===============================================================================


CIDADES | PARTICIPAÇÃO
Caminhada encerra 5° Semana da Paz 24/09/2005
PARTICIPAÇÃO
Caminhada encerra Semana da Paz
Uma caminhada encerra, amanhã à tarde, as atividades da
Semana da Paz, que teve início no dia 19 e envolveu escolas e
comunidade. A caminhada terá início às 16 horas,
na rotatória da Avenida JK com a Avenida Santos Dumont e termina
na Praça Nishinomyia, em frente ao Aeroporto. Um trio
elétrico vai animar os participantes e encerra a atividade com
um show.
Segundo o coordenador da Organização
Não-Governamental (ONG) Londrina Pazeando, Luiz Cláudio
Galhardi, o objetivo é reunir pessoas pela paz, independente se
são a favor ou contra a proibição da venda de
armas de fogo, assunto que será tratado no referendo de outubro.
“A caminhada é pela paz e todos estão
convidados”, disse o coordenador. “Será uma tarde
agradável e todos poderão refletir sobre a paz na
sociedade”, completou. Durante a Semana da Paz, estudantes de
várias escolas participaram de caminhadas em todas as
regiões da Cidade.
A Semana e a Caminhada da Paz foram organizadas por uma comissão
que inclui representantes das secretarias municipais de
Educação e de Cultura, do Núcleo Regional de
Educação, do Sindicato dos Jornalistas de Londrina, do
Sindicato das Escolas Particulares, da Universidade Norte do
Paraná (Unopar), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), do
Instituto de Educação Igapó, além da ONG
Londrina Pazeando.
============================================================================


CIDADES | REFERENDO
Começa mobilização das frentes pelo ‘sim’ e pelo ‘não’
25/09/2005
REFERENDO - Regras para a consulta popular são praticamente as mesmas das utilizadas nas eleições
Começa mobilização das frentes pelo ‘sim’ e pelo ‘não’
No dia 23 de outubro, os eleitores brasileiros vão às
urnas dizer se querem ou não o fim do comércio de armas
de fogo no País. Ao contrário do que muita gente
acredita, não se trata de um plebiscito, mas de um referendo.
Não é apenas uma questão de semântica.
Plebiscito é quando a população é convocada
para decidir sobre algo que depois vira lei. Referendo é quando
a lei já existe e os eleitores são chamados para
referendá-la ou não.
Nas urnas, os brasileiros vão responder sim ou não
à seguinte pergunta: “O comércio de armas de fogo e
munição deve ser proibido no Brasil?". A
proibição já está expressa na lei
10.826/2004 (Estatuto do Desarmamento). Diz o artigo 35º:
“É proibida a comercialização de arma de
fogo e munição em todo o território
nacional”, salvo exceções como para as
polícias e Forças Armadas. Mas essa
proibição só terá valor se o
‘sim’ vencer o referendo.
A partir do próximo sábado, dia 1º de outubro, e
até o dia 20, serão realizadas as propagandas do
‘sim’ e do ‘não’ no rádio e na
TV, como acontece nas eleições. Serão dois
programas diários de 9 minutos cada, sendo 4,5 minutos para cada
frente. No rádio, os programas vão acontecer das 7 horas
às 7h09 e das 12 horas às 12h09. E na TV, das 11 horas
às 11h09 e das 20h30 às 20h39. Além disso, cada
frente contará com 10 minutos diários de
inserções distribuídas durante as
programações das rádios e televisões. Os
programas serão os mesmos para o País inteiro.
As regras também são as mesmas das
eleições. A propaganda é permitida em rádio
e TV até 48 horas antes da votação. Boca-de-urna
é proibida. Embora as entidades e cidadãos possam fazer
campanha pelo ‘sim’ ou pelo ‘não’, a
campanha é de responsabilidade de duas frentes parlamentares
nacionais, que possuem representações em cada estado.
A “Frente Parlamentar Brasil Sem Armas” faz a campanha pelo
‘sim’ e é presidida pelo presidente do Senado Renan
Calheiros (PMDB-AL). Já a “Frente Parlamentar
Pró-Legítima Defesa”, do ‘não’,
tem como presidente o deputado federal Alberto Fraga (PFL-DF). No
Paraná, os responsáveis são respectivamente o
deputado estadual Ratinho Jr. (PPS) e o federal Abelardo Lupion (PFL).
‘Sim’
Em Londrina, não há ninguém que responda
oficialmente por uma frente ou outra. Mas os defensores do
‘sim’ saíram na frente por causa dos trabalhos
já realizados durante a campanha de desarmamento. A
Organização Não-Governamental (ONG)
‘Londrina Pazeando’ é uma das entidades que fazem a
campanha pelo ‘sim’.
“A campanha pelo sim está de vento em popa”, diz o
coordenador da ONG, Luiz Cláudio Galhardi. A entidade
está convidando as pessoas contrárias à
comercialização de armas para participarem hoje da
‘4ª Caminhada pela Paz de Londrina’, com saída
às 16 horas da Avenida Santos Dumont. “A caminhada
é institucional e não pode ser uma caminhada pelo
‘sim’, mas individualmente estamos chamando as pessoas a se
manifestarem neste sentido”, explicou. Ele lembra que
amanhã será lançada oficialmente a campanha
paranaense pelo ‘sim’, na Universidade Federal do
Paraná (UFPR), em Curitiba, com a presença de Renan
Calheiros.
Galhardi diz que a frente tem inúmeros argumentos para tentar
convencer as pessoas a votar pelo ‘sim’ e enumera alguns.
Segundo ele, o Brasil é o País onde mais se mata e morre
por causa de armas de fogo. “Só no ano passado foram 38
mil mortos a tiros”. Além disso, de acordo com ele, a arma
de fogo é a principal causa de morte de homens jovens no Brasil.
“A probabilidade é duas vezes e meia maior de um jovem
morrer por arma de fogo do que por acidente de trânsito”.
Outro argumento que a entidade vem utilizando com freqüência
são números relacionados à campanha de
desarmamento, que teria reduzido em 20% os casos de homicídios e
em 34% as ocorrências com arma de fogo no Paraná.
‘Não’
Os defensores do ‘não’ estão menos
organizados em Londrina, mas na última semana começaram a
aparecer na imprensa. O advogado criminalista e professor de direito na
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Luciano Menezes Molina, diz
que não existem razões para se proibir a
comercialização de armas e munição.
“O Estatuto do Desarmamento é muito rigoroso em
relação ao porte de arma. Basta que ele seja
cumprido”, alega.
Ele também critica o fato de o Estado estar retirando as armas
do “bom cidadão” e deixando o bandido armado.
“Nossa legislação é semi-importada do
terceiro mundo. Sempre o cidadão de bem é que será
desarmado”, justifica. Ele ressalta que a proibição
do comércio de munição também irá
fazer com que as armas hoje autorizadas e legalizadas tenham de ser
entregues. “Se você não tem como comprar
munição, terá de entregar a arma”.
Molina também atacou o argumento dos defensores do
‘sim’ de que uma arma em casa é sempre risco de
acidentes. “Acidentes domésticos ocorrem até com
balde ao lado do tanque. É claro que quem tem arma em casa,
precisa ter cautela”.
O advogado também diz que, caso o sim seja vitorioso, o
contrabando de armas irá aumentar substancialmente no
País. “O contrabando vai aumentar, o bandido vai ficar
mais armado e o cidadão de bem não terá como
defender sua família”.
Para ele, a proibição do comércio de armas
é como colocar uma placa em frente de casa com os seguintes
dizeres: “Aqui não temos armas”. “Isso vai
estimular o ladrão a entrar na casa. Para se sentir intimidado,
ele precisa pensar que, numa casa, existe uma arma, mesmo que
não tenha”, acredita.
Quem quiser obter mais informações sobre a campanha do
‘sim’ deve acessar o site: www.referendosim.com.br e sobre
a do ‘não’: www.votonao.com.br.
Nelson Bortolin
=====================================================================================


CIDADES | PELA PAZ
Movimento defende desarmamento 10/09/2005
PELA PAZ
Movimento defende desarmamento
No dia 23 de outubro acontece o referendo para que os brasileiros
decidam se a comercialização de armas deve continuar ou
não no País. Para conscientizar a população
sobre a questão do desarmamento, a sociedade civil começa
a se organizar em grupos que discutem os caminhos de se levar
informação ao maior número de pessoas
possível. Um deles é o movimento “Mulheres pela
Paz”, que congrega entidades que desenvolve atividades
direcionadas ao público feminino.
A iniciativa é do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, que
integra a coordenação do movimento, mas a idéia
é deixar a condução dos trabalhos com a sociedade
civil organizada. “O conselho apenas integra o movimento, mas
entendemos que esse é um trabalho para a sociedade civil”,
afirmou a secretária municipal da Mulher e presidente do
conselho, Maria José Barbosa.
No referendo, a nação terá de responder sim ou
não à pergunta: “O comércio de armas de fogo
e munição deve ser proibido no Brasil?”. A
proibição está prevista no Estatuto do
Desarmamento, mas só entrará em vigor com a
aprovação popular.
O movimento “Mulheres pela Paz” é declaradamente
favorável ao desarmamento, mas a secretária ressaltou que
as primeiras reuniões deverão basear-se em
números. “Mesmo as mulheres que sabem da campanha do
desarmamento não têm dados e não conhecem as
experiências de outros países que já proibiram a
venda de armas”, disse Maria José. “Essa é
uma questão que não deve ser resolvida só pelos
políticos. Além de as mulheres constituírem mais
de 50% do eleitorado, elas são grandes multiplicadoras de
opinião”, frisou.
Pazeando
Para municiar o movimento com dados e estatísticas, foi
convocada a participação da Organização
Não-Governamental Londrina Pazeando. O presidente da ONG e
membro do Comitê Londrinense para o Desarmamento, Luiz
Cláudio Galhardi, tem os números da violência na
ponta da língua. Em 2004, 38 mil brasileiros morreram em
decorrência de ferimentos provocados por armas de fogo. A cada 15
minutos, uma pessoa morre baleada no País. Números que
colocam o Brasil em segundo lugar na lista dos que mais registram
mortes por armas de fogo no mundo, de acordo com a Unesco. Em primeiro
lugar está a Venezuela. “Esses números não
chegam aos brasileiros”, protestou Galhardi.
Ele lembrou a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), segundo a qual 80% dos brasileiros
são favoráveis ao desarmamento, mas esse percentual pode
abaixar ou aumentar com o início da propaganda eleitoral
gratuita. “Nossa expectativa é que cresça o
número de brasileiros favoráveis ao desarmamento.
Não somos contra quem pensa diferente, mas somos
favoráveis à paz”, salientou o presidente da ONG.
Desde o dia 1º de agosto está liberada a
exposição pública de opiniões
favoráveis e contrárias ao desarmamento e, a partir do
próximo dia 23, terá início a propaganda gratuita
no rádio e na televisão. A propaganda termina no dia 20
de outubro. O voto é obrigatório para os maiores de 18
anos e facultativo para os analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e
com idade entre 16 e 18 anos.
Simoni Saris
======================================================================

Cidades 26/09/2005
Mau tempo atrapalha fim de semana
Nem todo o entusiasmo dos organizadores da 4ª Caminhada pela Paz
que distribuiram vazinhos de flores para os motoristas que passaram
pela avenida Santos Dumont na tarde de ontem foi suficiente para
estimular os londrinenses a enfrentarem a chuva. Menos de 20 pessoas
participaram do evento, que esperava a presença de 5 mil pessoas
na Praça Nishinomya.
Apesar do público escasso no domingo, os organizadores
comemoraram a participação das comunidades nas caminhadas
realizadas nas escolas durante a 5 Semana da Paz, que teve
início na última segunda-feira. ''Perdemos o controle de
quantas pessoas participaram. Acredito que foram mais de 20 mil'',
afirmou o cordenador da organização
não-governamental (ONG) Londrina Pazeando, Luiz Cláudio
Galhardi. Segundo ele, dentro de duas semanas a ONG deverá
organizar uma nova caminhada, no centro da cidade, para incentivar o
desarmamento. ''Será a caminhada pelo sim'', informou.
A agente de saúde Anadair Aparecida Migliati, 46 anos, moradora
do Conjunto Vitória Régia (Zona Leste), participa das
caminhadas pela paz desde o início do movimento, há
quatro anos. Ela confessou que a chuva quase a impediu de sair de casa
ontem. ''Foi minha filha quem me convenceu a vir. Ela disse que a paz
não dependia de sol ou chuva, por isso deveríamos
participar da caminhada'', contou.
Desde os dois anos Sara Luana, hoje com nove, participa das caminhadas
com a mãe. ''Eu sempre ensinei meus filhos a lutar pela paz.
Digo a eles que só um emprego e um salário decentes podem
tirar os jovens das ruas e da criminalidade'', disse Anair. Mesmo
defensora da paz, ela ainda não sabe se votará a favor do
desarmamento no referendo de 23 de outubro. ''Sinceramente não
sei. A polícia faz seu trabalho, mas ainda tem medo, pois o
salário não ajuda. E a população continua
vivendo em drama, enquanto os bandidos ficam armados'', argumentou.
Cancelados Ainda ontem, a chuva impediu a realização do
evento Transporte e Cidadania, organizado pelo Sest/Senat Londrina. A
iniciativa, que acontece uma vez por ano em todas as unidades
Sest/Senat do Brasil, oferece testes de acuidade visual,
aferição de pressão arterial, controle da diabetes
e corte de cabelo para profissionais do setor de transporte e
comunidade em geral.
Também foi cancelado, em função do mau tempo, o
projeto Papo de Rock no Zerão, que encerraria a 3
Conferência de Cultura de Londrina. Sem conseguir transferir o
show das bandas JIGO & Rei, Zazou Blues e The Liris para um local
fechado, a organização do evento preferiu suspender a
apresentação.
Mariana Guerin
Reportagem Local
==========================================================================

Cidades 20/09/2005
5° Semana da Paz reúne centenas de alunos
Dorico da Silva

img_foto1543
Abertura oficial do evento aconteceu na Praça Floriano Peixoto: semana inclui
Centenas de alunos de escolas públicas estiveram concentrados
ontem pela manhã na praça Floriano Peixoto, no Centro de
Londrina, participando da abertura oficial da 5° Semana da Paz. O
evento segue até o próximo dia 25 com a
realização de desfiles, palestras e
exposições, além de várias atividades
artísticas.
A secretária municipal de Educação, Carmem Sposti
ressaltou a importância de trabalhar o tema nas escolas. Durante
o evento, que envolve escolas públicas e particulares de
Londrina e região, foi hasteada uma bandeira branca,
símbolo da Paz, que vai ficar na praça até o
encerramento da Semana.
Os estudantes puderam acompanhar apresentações de hip hop
de alunos do Centro de Integração à Criança
e ao Adolescente (Caic) da Zona Sul e a entrega do livro ''A Paz
é a Gente que Faz'', escrito e ilustrado por 62 alunos de
escolas municipais.
O lançamento do livro acontece hoje, durante a 3 noite de
autógrafos dos escritores, na Livraria Porto, no Shopping
Catuaí. Amanhã, no Cine Teatro Ouro Verde, acontece o
2º Evento Cultural, com atividades artísticas pela Paz,
organizada por alunos de escolas estaduais.
O encerramento da Semana da Paz acontece no dia 25, com a 4 Caminhada
pela Paz de Londrina. A concentração será a partir
das 16 horas, na rotatória das avenidas Santos Dumont e
Juscelino Kubitscheck. A caminhada segue até a Praça
Nishinomiya, em frente ao aeroporto.
Em Cambé (13 Km a oeste de Londrina), cerca de 1,5 mil alunos do
Colégio Estadual Maestro Andréa Nuzzi realizaram
passeatas pela manhã e pela tarde, em comemoração
à Semana da Paz. Durante a semana, serão realizadas
palestras, atividades artísticas, culturais e esportivas.
Marta Ortega
Reportagem Local
==========================================================================

Folha 2 25/09/2005
Festival 'Paz Ambiental' ganha registro em CD e DVD
Reprodução
Disco será distribuído em escolas e penitenciárias de Londrina
Foi lançado esta semana o CD ''Festival Hip Hop - Paz
Ambiental'', terceiro registro sonoro dos encontros realizados pelo
Centro de Atendimento Integrado à Criança (Caic) na zona
sul de Londrina. O disco traz as gravações ao vivo com as
melhores performances servindo como cartão de
apresentação para 12 grupos da nova safra.
O CD, que será distribuído às escolas e
penitenciárias, apresenta uma faixa cada dos grupos Fenix S.A,
M.A, Tribunal X, Sentença Criminal, Mini Ladies, PRG, Atitude
Feminina, Bia e Fumaça, Artigo Periférico, Filosofia do
Morro, Consciência Racional e RDG. Todas as letras abordam o tema
do Festival ''Paz Ambiental''.

img_foto1860
A primeira edição tratou do tema ''HIV Aids''. A segunda
abordou ''A paz e a não-violência''. ''Em todas as
ocasiões, os grupos assistiram a palestras e tiveram contato com
livros e publicações que falavam do assunto. Só
depois eles partiram para a criação'' explica Amauri
Pereira Cardoso, diretor do Caic do Jardim União da
Vitória.
A novidade desta terceira edição é que,
além do CD, será lançado um DVD. ''Estamos
trabalhando as imagens e tentando viabilizar mais verbas para sua
produção. Talvez o lançamento ocorra no final de
outubro'' avisa ele. A 4° caminhada pela Paz
inspirada no tema completa a série de eventos hoje, às 16 horas, com saída da Avenida JK esquina com a Av.
Santos Dumont desembocando na Praça Nishinomiya, em frente ao Aeroporto. (N
26/junho/2007Evandro Monteiro img_foto2551 Idéia é trabalhar a paz ambiental nas aulas de pintura com pigmentação natural ou orgânica |
Evandro Monteiro img_foto2568![]() Giulia Ferreira e Julia Raimundo, do Colégio Estadual João Sampaio, abordam com criatividade o tema paz na aula de artes |
Celso Pacheco img_foto2569![]() Desde o ano passado, alunos da Escola Interativa participam da campanha 'Interativa pela Paz Verde' |
Ana Paula Nascimento
Reportagem
Local
Ativista toma iniciativa de pedir livros para as escolas
Engajado com as ações pacifistas, o presidente da ONG Londrina Pazeando Luis Claudio Galhardi deu mais um passo na contribuição para uma consciência de paz. Por iniciativa própria entrou em contato com o Instituto Eco Futuro e inscreveu todas as escolas públicas e particulares de Londrina para receberem gratuitamente o livro ''A vida que a gente quer depende do que a gente faz - propostas de sustentabilidade para o planeta''.
| MOSTRANDO OCORRÊNCIAS DE 1 a 3 |
| Cidades 10/07/2007 Fórum quer criar ConPaz em Londrina |
| Cidades 09/07/2007 Caminhada pede paz e fim da violência |
| Cidades 05/07/2007 Fórum propõe a busca pela cultura de paz Em vez de mais armas, mais gente falando e praticando paz. Este será o principal assunto do evento que acontece na segunda-feira |
| Caminhada pede paz e fim da violência | |||||||
O objetivo é criar o Conselho Municipal de Cultura da Paz. Hoje, segundo o presidente da ONG Pazeando, Luis Cláudio Galhardi, cinco conselhos municipais funcionam em todo o Brasil, seguindo uma lei federal. ''A idéia é promover ações simples que podem ter um resultado profundo''. Os manifestantes concentraram-se no calçadão entre a avenida Paraná e rua Pernambuco, de onde saíram em passeata, acompanhados de um carro de som. Eles carregavam faixas pedindo paz e distribuíam flores para as pessoas que encontravam nas ruas. Alguns moradores apoiaram a manifestação das janelas dos prédios, pendurando panos brancos. Em meio aos manifestantes, Sueli de Paula Zanin Bueno tinha um motivo especial para pedir paz e a não-violência. Ela é mãe do jovem João Rafael Zanin Bueno, morto na madrugada de 19 de dezembro do ano passado num restaurante da Warta (Zona Norte), quando comemorava o aniversário de um amigo. Um rapaz entrou atirando e acertou três pessoas, uma delas, Rafael. Até hoje o crime está sem solução. ''Sou contra a violência e a favor da paz. Fiquei sentida ao ver o governador (Roberto Requião) e o prefeito (Nedson Micheleti) dizerem que há exagero nas manifestações. Pra ser exagero precisa acontecer o exagero? Meu filho não volta, mas quero lutar pelos filhos dos outros'', afirmou Sueli. A auxiliar de cartório, Sueli Alves de Souza, também participou da caminhada. Amiga do agropecuarista Mário Fuganti, morto em maio do ano passado com um tiro na nuca em sua fazenda, em Ortigueira, ela também pedia mais paz para a cidade. ''Todas as pessoas, tendo ou não parentes ou amigos vítimas de violência, deveriam participar dessas manifestações''. O 1º Fórum Educação para Cultura da Paz acontece hoje, das 8 horas às 18 horas na Câmara Municipal de Londrina. O evento terá exposição de painéis e palestras com a jornalista Elisabete Santana, de São Paulo, debates e a aprovação da carta do 1º Fórum Edcuação para Cultura de Paz. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento ou pelo endereço www.cml.pr.gov.br
Construir uma cultura de paz como forma de combate à violência. Essa é a
proposta das mais de 40 entidades que participam da organização do 1º Fórum
Educação para a Cultura de Paz, marcado para a próxima segunda-feira, dia 9 de
julho, na Câmara Municipal de Londrina. No domingo, véspera da realização do
fórum, as entidades realizam a “Caminhada pela paz”, a partir das 16 horas, no
calçadão. Os manifestantes devem usar roupas brancas e distribuir rosas brancas.
No mesmo dia, às 20 horas, os organizadores pedem que as pessoas acendam e
apaguem as luzes de suas casas como uma manifestação visível a favor da
paz. |

| Caminhando para promover a
paz Crianças de escolas públicas participaram de uma passeata e fizeram apresentações para marcar a 7 Semana Municipal da Paz |
|
Iniciando as caminhadas da 7 Semana Municipal
da Paz, centenas de crianças de cinco escolas públicas da Zona Norte de Londrina
fizeram uma pequena passeata e se reuniram ontem em um manifesto no Lago
Cabrinha. Cada escola apresentou o resultado das ações sobre o tema realizadas
no decorrer do ano.
''Nossa escola tomou a iniciativa de realizar esta ação para ajudar a criar cada vez mais uma cultura de paz nas famílias'', contou a assistente de supervisão Cristina de Oliveira, da Escola Municipal Neman Sahyun, informando que as instituições realizaram palestras e debates e confeccionaram cartazes sobre o tema. ''Se a escola não começar a trabalhar o valor da paz com os pequeno, depois fica mais difícil'', afirmou a diretora da escola, Ionice Conceição Silva Gracioso. Ela destacou que a escola realizou atividades inclusive com os pais. ''Queremos que a própria criança leve essa discussão para casa e dê continuidade. Ela tem o poder de influenciar os pais e incentivá-los.'' Para a professora Déborah Moreno Pitelli, da Escola Municipal Haydee Colli Monteiro, as crianças convivem diariamente com a viôlencia em filmes, jogos e por vezes até dentro da própria família, e por isso é necessário que a escola se responsabilize por lhes dar um referencial sobre a paz. ''As crianças ficaram entusiasmadas, porque querem que essa paz se concretize, e estamos mostrando um meio'', assinalou, lembrando que é nessa idade que se constrói a moralidade desses futuros cidadãos. Alguns pais também aderiram à manifestação. ''Os pais têm que participar, porque o filho vai se inspirar nele, e se o pai não faz nada a respeito a criança também não vai ter incentivo para fazer. Os pais têm que estar junto porque tudo começa na educação'', ressaltou o autônomo Robson Lopes de Almeida, contando que ajudou inclusive a arrecadar fundos para melhorar a iluminação da escola onde suas duas filhas estudam. Durante o evento, os estudantes, com idades entre 6 e 14 anos, deram a sua definição de paz, fizeram pequenas apresentações e mostraram os cartazes que confeccionaram. ''Com o manifesto podemos ajudar a acabar com a violência'', apontou o estudante Paulo Henrique da Silva, de 14 anos, da Escola Estadual Monsenhor Josemaria Escriva. Ele confessou que, até o assunto ser tratado na escola, não tinha parado para pensar a respeito da paz. ''Quem sabe vendo os mais novos, os mais velhos não seguem o exemplo?'', sugeriu uma colega sua. Já para a pequena Laís Claudino Camargo, 8 anos, a paz é fundamental para que haja harmonia entre as pessoas. ''Para ter paz, podia começar não roubando, sendo bom aluno, ajudando. Assim, a gente educa as pessoas. E quando tem paz, tem amigos e muita harmonia'', assinalou. Também participaram as escolas Nair Auzi Cordeiro e Beahir Edna Mendonça. |


| DIA DE PAZ - Cidadania e
protagonismo Escola dedica um dia ao civismo, disciplina, respeito e solidariedade incentivando alunos a praticarem a cultura da paz | |||
|