O que já fizemos e como imprensa divulgou. Participe!



30/julho/02 TERÇA às 19:30 horas:
No dia 31 de julho de 2002 das 19:30 as 22 horas foi realizado um seminário aberto a comunidade de Londrina com o tema: Paz pela Paz e Não-Violência com o Prof. Clovis Nunes que é do MovPaz Movimento Internacional pela Paz e Não-Violência de Feira de Santana Bahia.
Este seminário representou o primeiro passo para uma proposta de implantação do movimento pela Paz e Não-Violência na cidade de Londrina. A finalidade foi empresários, líderes religiosos de diferentes credos, políticos, líderes comunitários, educadores artistas, intelectuais, pais, rotarys, lions, associação comercial, lojas maçônicas, ongs ecológicas e de movimento de paz, enfim todos que se interessem em CONSTRUIR A PAZ.


31/julho/02 das 9 às 12 e das 14 às 17 horas:
No dia 31 de julho de 2002 das 9 às 12 e das 14 às 17 horas, foi realizado um seminário para Diretores, supervisores e orientadores das Escolas Municipais, Estaduais e Particulares de Londrina com o tema: "Ensinando a Ensinar a Paz" com o Prof. Clovis Nunes que é do MovPaz Movimento Internacional pela Paz e Não-Violência de Feira de Santana Bahia.
Estes dois eventos fizeram parte do Calendário da "Semana da Paz" de Londrina (Lei Municipal, autoria do vereador André Vargas) que aconteceu de 15 a 22 de setembro de 2002.


20/setembro/02 das 14 às 17 horas:
No dia 20 de setembro de 2002 das 14 às 17 horas, foi realizado novamente um seminário para Diretores, supervisores e orientadores das Escolas Municipais, Estaduais e Particulares de Londrina com o tema: "Ensinando a Ensinar a Paz" com o Prof. Clovis Nunes que é do MovPaz Movimento Internacional pela Paz e Não-Violência de Feira de Santana Bahia.


Participamos da Semana da Paz que ocorreu de 15 a 22 de setembro/2002 e que teve as seguintes atividades:


Palestra:
Clovis de Souza Nunes ( Núcleo Regional Educação e Secretaria Municipal de Eduacação)


Estamos realizando:
1° Coletânea de textos para produção de um livro com o tema:
"Idéias dos estudantes de Londrina para Construção de uma Cultura de Paz"


Como a imprensa noticiou a caminhada:


23/09/2002


Caminhada pela Paz reúne mais de 800 pessoas em Londrina

Célia Polesel
Reportagem Local

A Caminhada pela Paz realizada ontem em Londrina reuniu cerca de 800 pessoas. O evento, que teve também shows de músicos londrinenses, encerrou a Semana da Paz, que foi realizada de 15 a 22 de setembro. Londrina é a primeira cidade do Sul do País a promover a Caminhada, um dos passos para a implantação da cultura da paz.
Luis Claudio Galhardi, coordenador da Organização Não-Governamental Movimento pela Paz e Não-Violência - ONG MovPaz, disse que foram feitas durante a semana mais de 30 caminhadas de escolas pelos bairros da cidade. ''Nós precisamos nos conscientizar da necessidade de mudar a cultura. É necessário que se construa a cultura da paz e da não-violência.''
O Movimento pela Paz surgiu em Feira de Santana, na Bahia, há 11 anos, hoje ele existe em 18 cidades de oito estados do Brasil. Outras ações pela paz serão feitas na cidade, o MovPaz irá criar grupos de professores para que sejam estudados os pacifistas. ''O objetivo é continuar o trabalho de conscientização para a paz.'' Clóvis Nunes, idealizador do MovPaz no País, disse que a caminhada na realidade tem 40 centímetros, a distância que vai da cabeça ao coração. ''O mais importante é a decisão de buscar a paz.''





STELLA MENEGHEL
(JL 23/set/02)
Centenas de pessoas participaram ontem à tarde da “Caminhada Paz pela Paz”, evento que encerrou as atividades da Semana da Paz. Com bandeiras e bexigas brancas, homens, mulheres e crianças fecharam a Avenida Leste-Oeste para pedir paz e levar a mensagem de que isso só é possível com o envolvimento e a ação de cada pessoa.

“Cada um deve fazer a sua parte. Se não, como poderá cobrar dos governos que façam a parte deles? Eu estou aqui fazendo a minha, sabendo que é do pequeno que começa a transformação”, afirmou a dona de casa Teresinha Dias, que estava na caminhada........


Em 2003
FILME: Re-vendo GANDHI


DATA: 12 quarta, 13 quinta, 14 sexta
HORA: 19:30 hs
LOCAL: Auditório do Aeroporto de Londrina

Contribuição: R$ 3,00 com direito no dia a um adesivo do movimento da Paz
Convites no Local ou ANTECIPADO nos seguintes endereços:

  1. Escola José Carlos Pinotti 3328-4020 (Maria Luiza) - Rua Carlos Bergossi 360 jd Passaros 5c j
  2. CAIC zona sul Escola Municipal Zumbi dos Palmares - Rod João Alves Rocha Loures 3341-4411 (Amauri)
  3. Casa do Caminho de Londrina (Jupiter) - Rua Paul Harris 1481 aeroporto 3325-4037
  4. Escola Educacional 3342-0241 (Maria Antonia) - Rua Jordânia 149 Jd Vilas Boas

15 de fevereiro:
Participação de Um Ato pela Paz promovido pelo aluno do CA de Ciencias Sociais, no Calçadão de Londrina. Reflexão sobre a proposta de guerra dos USA.

21 de feveriro
Aprovado a 1º Coletanea de Textos para publicaçãodo Livro: Idéias dos estudantes de Londrina para Construção da Paz



Folha de Londrina - 16/fev/03
Reportagem Local
Luciano Augusto

CRIMINALIDADE COMBATE À VIOLÊNCIA É UM DESAFIO COLETIVO

Londrina convive com a insegurança e o medo. Os números da violência e da criminalidade crescem assustadoramente. Reportagem da Folha ouviu lideranças que apontam dois caminhos para tentar reverter o quadro atual: o imediato, que é a prevenção e a repressão policial, e o outro, mais lento mas não menos importante, que é a difusão da via alternativa da não-violência e a construção de uma cultura da paz

A violência e sua irmã gêmea, a criminalidade, afetam a todos indistintamente. Elas estão presentes nas casas das pessoas, nas ruas, nas escolas, no trabalho, na mídia, na conversa do botequim, no domingo de futebol,... As cidades estão vendo seus cidadãos desorientados com tanta pressão negativa. Em Londrina a situação não é diferente.

O município até alguns anos atrás não estava livre dos crimes mas vivia com certa tranquilidade. Hoje, porém, os londrinenses convivem com a sensação diária de insegurança. Estão cada vez mais encastelados em fortalezas-prisões que pouco servem para conter os marginais.

Mas o que fazer diante de um mundo corroído por uma individualidade perigosa, onde é difícil convencer as vítimas a não nutrirem o sentimento da vingança que perpetua o ciclo maléfico de crimes, gerando mais atos violentos? As fontes ouvidas pela Folha apontam basicamente dois caminhos: o primeiro, mais imediato, seria o reforço da prevenção e da repressão policial, sobretudo com relação ao tráfico de drogas e de armas. O segundo, mais lento mas não menos importante, é a difusão da via alternativa da não-violência, com a construção de uma cultura da paz.

Ambos os caminhos dependem de uma participação efetiva de todas as camadas sociais, pois não se trata de um problema que atinge exclusivamente pobres ou ricos. Também não é uma questão puramente estatal, onde apenas o aparelho do Estado tem a incumbência de agir. É uma demanda pública, coletiva, onde cadacidadão tem o dever de contribuir para a construção de um mundo melhor, mais seguro.

"A não-violência dos fortes é a força mais potente do mundo'', ensina o pacifista indiano Mohandas Ghandi. Seus ensinamentos estão sendo difundidos entre estudantes de muitas escolas londrinenses pelo ``MovPaz Londrina'', um grupo de pessoas que decidiu descruzar os braços e ``lutar'' contra a violência, seguindo exemplo preconizado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Eles não esperam resultados para amanhã ou depois de amanhã. Aguardam sim que essas crianças de hoje virem ``árvores'', floresçam e espalhem os frutos da paz em suas famílias e que seus galhos alcancem toda a vizinhança.

O prefeito Nedson Micheleti (PT) também acredita que o combate à violência e à criminalidade passa pela popularização do verbo ``pazear''. E afirma que está dando sua parcela de contribuição como chefe do Executivo municipal, disseminando programas sociais, principalmente nas áreas mais carentes. Afora isso, ele também prega que é preciso ``articular'' melhorias para as polícias Civil, Militar e Federal junto ao Estado e à União. Essa ajuda oficial, diz, precisa acontecer porque o crime deve ser combatido com prevenção, repressão e policiais bem equipados e treinados nas ruas.

Pensamento semelhante têm os representantes das igrejas Católica e Evangélica de Londrina. Eles afirmam que, além de melhorar a infra-estrutura das polícias, é preciso resgatar os valores familiares.

Folha de Londrina 16/fev/03
Reportagem Local
Luciano Augusto


Líderes difundem mensagem de paz

O presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Londrina, pastor Joéde Lamônica Crespo, considera o combate à violência ``um desafio, porque estamos nos sentindo impotentes diante do problema''. O religioso garante que as igrejas estão discutindo a questão com seus fiéis e indica as orações como uma forma de se aproximar de Deus e reaprender a perdoar e superar as situações adversas. "É preciso disseminar a mensagem da paz, do perdão e do amor'', prega o pastor. Ele destaca a importância de campanhas e movimentos pela construção de uma convivência pacífica entre as pessoas.

A Arquidiocese de Londrina também avalia que esse é um problema que precisa ser atacado e discutido com os padres e com os fiéis. ``Abordamos esse tema nas reuniões com o clero de Londrina e região e nos veículos de comunicação da arquidiocese'', lembra o assessor de comunicação, padre Sílvio Andrei. "Este é um tema forte porque estamos sentido na pele e convivendo com a insegurança e com o medo'', completa.

Andrei indica quatro caminhos para combater a criminalidade e a violência: união de forças da sociedade organizada; investir na educação e na solidificação da estrutura familiar; repressão ao tráfico de drogas e armas; reorganizar e modernizar o sistema penitenciário, instituindo penas que procurem a reinserção social do preso. "Temos muita esperança de que vai chegar o momento em que iremos superar essa questão'', aposta o padre.

O coordenador do "MovPaz Londrina'' (http://www.movpaz.londrina.nom.br), Luis Claudio Galhardi, admite que criar uma cultura da não-violência é um processo lento, mas que tende a se acelerar num momento de crise como o atual. "Temos que perceber que não somos os culpados pela violência mas sim os responsáveis pela paz no mundo'', diz ele. O "MovPaz'' faz parte de um movimento internacional por uma cultura pacifista que tem seu foco nos estudantes do ensino básico e fundamental. No ano passado, foram realizadas diversas caminhadas pela paz com a participação de mais de 40 escolas. Neste ano, foram feitas exibição do filme "Re-vendo Gandhi'' (de Sir Richard Attenborough).

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequêch diz que conversou com o secretário de Estado de Relações com a Comunidade, Milton Buabce, que afirmou que a segurança terá ação emergencial do novo governador. "Mas não adianta só mandar gente para cá, é preciso oferecer estrutura para as polícias trabalharem e, paralelamente, tratar dasquestões sociais'', lembra o empresário. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Pedro Marcondes, foi procurado diversas vezes pela reportagem mas não atendeu a solicitação da entrevista.



Estudantes e ONG organizaram ato em Londrina

Emerson Dias
Reportagem Local
Folha de Londrina 16/fev/03


Assim como em centenas de cidades em todo o mundo, a população londrinense realizou uma passeata contra a possível guerra contra o Iraque. Estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da ONG Movpaz – criada há dois anos – encabeçaram o movimento.
A concentração dos manifestantes foi no Calçadão da Avenida Paraná (área central) durante a manhã de ontem. Cerca de 100 pessoas empunhavam faixas e cartazes pedindo a paz entre as nações. ‘‘A idéia surgiu durante o Fórum Social Mundial (realizado mês passado em Porto Alegre), quando foi definida esta data para um protesto mundial contra a guerra. Estamos fazendo também um abaixo-assinado pela paz’’, disse o estudante universitário Samuel Moura Santos, 23 anos.
Durante a passeata, foram distribuídos panfletos e textos sobre os ‘‘verdadeiros motivos’’ que estariam provocando a guerra (interesse mútuo pelo petróleo, domínio norte-americano do território árabe, entre outros). Para o engenheiro civil e coordenador do Movpaz, Luis Claudio Galhardi, 41 anos, a mobilização é positiva e não deve ser pontuada somente durante a crise Estados Unidos-Iraque.
‘‘Todos conhecem os verbos detonar, destruir e guerrear, mas poucos sabem que existe no dicionário o verbo pazear. Temos que transformar o substantivo paz em ação’’, discursou Galhardi. Os interessados em conhecer as propostas do movimento podem acessar o site na internet www.movpaz.londrina.com.br
Em Curitiba, centenas de pessoas participaram da Marcha Mundial pela Paz. A concentração foi às 9 horas, na Praça Santos Andrade, seguida de uma caminhada até a Boca Maldita, no centro. Os manifestantes chegaram a queimar uma bandeira dos Estados Unidos. Eles estenderam lonas pretas, fazendo uma referência ao petróleo e pintaram as mãos de branco, mostrando que a ameaça de guerra deve ser combatida sem armas. ‘‘Os Estados Unidos não podem mais esconder que o objetivo da guerra não é lutar contra o terror e sim tomar o controle do petróleo iraquiano’’, disse um dos organizadores, o presidente da Central Única dos Trabalhadores no Paraná (CUT) Roberto Von Der Osten. (Colaborou Ellen Taborda, de Curitiba)

"Dê o primeiro passo e venha ajudar a construir a cultura da Paz no Municipio de Londrina."



Para Dimenstein, iniciativas devem começar na infância

Dorico da Silva
Reportagem Local
Folha de Londrina 29/jul/03


Gilberto Dimenstein, conhecido por sua atuação na área de Direitos Humanos e Infância: "Parece chavão político, mas tem que ter investimento na educação e distribuição de renda para termos mais justiça."


''A paz não é algo natural do ser humano e tem que ser construída''. Essa é a opinião do jornalista Gilberto Dimenstein, um dos mais premiados do país, com trabalhos renomados na área dos Direitos Humanos e Infância. Ele esteve em Londrina, na semana passada, para proferir palestra sobre Cooperativa Cidadã, durante o 12º Jovemcoop Encontro Estadual de Jovens Cooperativistas, realizado pela Cooperativa Integrada, Ocepar e Sescoop/PR. Dimenstein é membro do conselho editorial da Folha de S. Paulo, comentarista da Rádio CBN, além de ser membro da Comissão Executiva do Pacto da Criança, coordenada pelo Unicef.
Na sua opinião, iniciativas que trabalhem a temática da Paz devem começar na infância, como trabalho preventivo. ''Não temos essa tradição no Brasil e, se isso acontece em Londrina, a cidade está de parabéns'', disse.
Questionado sobre o projeto de restrições ao porte de arma, em discussão no Congresso, Dimenstein afirmou ser totalmente contra o uso de arma de fogo. ''Isso só promove a violência, que é a maior síntese da exclusão social.''
Ele também comentou sobre a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que no último dia 13 comemorou 13 anos de vigência. ''A lei é extremamente adequada, mas passa por questões econômicas para realmente ser colocada em prática. Parece chavão político, mas tem que ter investimento na educação e distribuição de renda para termos mais justiça.''
Dimenstein também disse estar otimista com relação ao governo atual na valorização da educação, ''que é o caminho do progresso social'', embora considere precoce uma avaliação mais profunda. ''Dos 440 mil novos desempregados do Brasil nos últimos seis meses, de um total de 2,7 milhões (dado do mês de junho/IBGE), 70 mil não têm o segundo grau completo e isso restringe muito as oportunidades de ter um emprego, que gere uma vida com dignidade'', destacou. Na palestra, ele também enfatizou a importância das empresas e cooperativas abrirem espaço para a aprendizagem de jovens, cumprindo o seu papel de responsabilidade social. (A.P.N.)



INICIATIVA - A paz em prosa e cor

Ana Paula Nascimento
Reportagem Local
Folha de Londrina 29/jul/03


Desenho de Mágno Rogério Gomes, 16 anos, estudante do Colégio Estadual Ana Molina Garcia: união entre os povos.


Para Amábily Carla Fernandes Martins, de oito anos, aluna da escola Reverendo Jonas Dias Martins, a paz começa na própria família.


Projeto desenvolvido por ONG londrinense reúne textos e desenhos de alunos de 1ª a 8ª séries interessados em promover a paz; publicação de livro depende de patrocínio.
''A televisão poderia contribuir muito, através de mais programas que mostrassem as atividades ligadas à paz, cenas que inspirassem a paz e não tanta violência como tem aparecido. (...) Pois a paz também é comunicação.''
Com apenas 12 anos, a aluna Marianne Paola de Assis expressa, em sua redação, que já sabe o que sugerir para a construção de um mundo mais pacífico. Desde cedo, ela vem aprendendo que pazear é um verbo citado até em dicionário e que precisa ser conjugado por mais pessoas para se tornar realidade.
A redação dela foi uma das 25 escolhidas para integrar a coletânea de textos e desenhos sobre a paz. A iniciativa faz parte do projeto ''Idéias dos estudantes de Londrina para Construção de uma Cultura de Paz'', que envolveu alunos de 1 a 8 série de Londrina.
Desenvolvido pela organização não-governamental (ONG) Movimento pela Paz e Não-Violência - Londrina Pazeando, em atuação há três anos na cidade, cerca de 200 escolas municipais, estaduais e particulares foram convidadas a discutir a paz em sala de aula e participar do projeto. Em julho, os melhores trabalhos foram selecionados e agora dependem de patrocínio para a sua publicação. O projeto tem apoio institucional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
De acordo com Luis Cláudio Galhardi, um dos coordenadores do projeto, a expectativa é que o livro seja lançado em setembro, data da comemoração da 4 Semana Municipal da Paz, desde que haja patrocínio suficiente. A publicação de mil exemplares foi orçada em R$ 4,5 mil. Até agora, apenas a empresa Sinamed-Assistência Médica e a Escola Educacional teriam confirmado apoio finaceiro, que totaliza R$ 1 mil.
''O resultado dos trabalhos está muito bom e é fundamental o patrocínio para garantirmos a publicação e divulgarmos ainda mais a importância da paz'', disse Galhardi.
A intenção é que o livro ajude a colocar os alunos em contato com idéias de pacifistas, de pessoas que realmente promoveram a paz. ''Na escola, aprendemos sobre os 'heróis-guerreiros', como Duque de Caxias e Mém de Sá, que, na verdade, foi um grande exterminador de índios. As crianças não conhecem Gandhi, que lutou pela paz sem armas. E é preciso construir essa consciência crítica nas crianças'', destacou Galhardi. Nesse trabalho de conscientização, também são evidenciadas as ações de Madre Teresa de Calcutá e Martin Luther King, que souberam promoveram a paz.
A ONG também organizou um ciclo de palestras, nos meses de abril e maio, com Clóvis Nunes, Fábio Otuzi Brotto e José Hermógenes, que têm trabalhos reconhecidos na área da ''cultura da paz''. No evento, professores tiveram a oportunidade de se aprofundar na temática e levar mais conteúdo para debates em sala de aula.
Além da ONG Londrina Pazeando, participam da organização da coletânea as secretarias municipais de Educação e de Cultura. Os outros órgãos envolvidos na produção do livro são: Núcleo Regional de Educação, Sindicato das Escolas Particulares de Londrina, Universidade Estadual de Londrina, Instituto de Educação Igapó e Sindicato dos Jornalistas.



"A paz é um tipo de oração"

Reportagem Local
Folha de Londrina 29/jul/03


Camila Ordunho Rosa, de 10 anos, do Colégio Estadual José de Anchieta: a paz está nas mãos de todo o mundo.


''Infelizmente, nossa cidade está muito violenta e por isso é muito importante ter várias idéias para a construção de uma Cultura da Paz.
Poderíamos fazer um Festival da Paz, com música e atividades. Como ingresso cobraríamos apenas um quilo de alimento não perecível e ajudaríamos várias pessoas. Pois a paz é solidariedade e também música.
Poderíamos também rezar mais, não importa a religião...O que importa é que é sempre bom ter a paz de Deus em nossos corações. Pois a paz também é um tipo de oração.
Eu espero que as pessoas se conscientizem da importância e da necessidade de uma Cultura da Paz. Assim poderemos sair às ruas com muito mais tranquilidade e paz. Poderemos pazear.''
Fragmento da redação escrita por Mariane Paola de Assis, 12 anos, estudante da 6 série da Escola Seta)

"VIOLÊNCIA É UM ATO DE MALDADE"

''Vamos construir a paz começando por nós mesmos. Procure buscar a sua paz interior no seu coração, na sua mente... Qualquer tipo de violência é um ato de maldade e egoísmo, e não só a guerra. Se você briga na escola, você está agindo contra a paz e não é isso que nós queremos. Então, procure não arrumar briga, procure ficar em paz consigo mesmo.
...em vez de brigar, faça novas amizades e através delas construa a paz. Com isso, além de você fazer novos e bons amigos, porque ambos querem a paz, você vai passar uma boa mensagem por onde anda, que é a mensagem de paz, de amor, de amizade...''
Fragmento da redação escrita por Humberto Silva, 12 anos, estudante da 6 Série da Escola Educacional.

Serviço
Mais informações sobre o projeto ''Idéias dos estudantes de Londrina para Construção de uma Cultura de Paz'' podem ser obtidas pelo telefone (43) 9996-1283 (falar com Luis Cláudio Galhardi).


06/03/2004
foto de Sérgio Ranalli
   
Alunos de vários colégios recolheram os 500 brinquedos, destruídos ontem de manhã

Armas de brinquedo são destruídas
Vanessa Navarro
Reportagem Local

Mais de 500 armas de brinquedo foram destruídas, ontem pela manhã, durante um ''ato pela paz'' na Escola Espírita Eurípedes Barsanulfo, mantida pela Casa do Caminho de Londrina, no Bairro Aeroporto (Zona Leste). Alunos de vários colégios da região contribuíram para o evento, desfazendo-se de produtos do gênero e ainda recolhendo armas de brinquedo entre familiares e vizinhos. O ato também teve o apoio da Organização Não-Governamental (ONG) Londrina Pazeando.

Além do significado pacifista, a medida se ajusta ao Estatuto do Desarmamento, em vigor desde o ano passado. A lei federal proibiu a fabricação e comercialização de brinquedos que imitam armas de fogo. Curiosamente, uma parte dos produtos destruídos havia sido doada à entidade pela Receita Federal. ''Mesmo sendo uma doação preferimos não manter os brinquedos, pois acreditamos ser um estímulo à violência'', justificou a diretora da escola, Domingas Rodrigues Binotti.

Ela frisou que o ato foi apenas parte de um amplo trabalho de conscientização realizado junto aos alunos, durante todo o ano letivo. A escola atende 140 crianças e adolescentes de quatro meses a 14 anos. ''Mostramos às crianças que existem brincadeiras mais construtivas, que contribuem para a paz'', afirma. De acordo com Domingas, a receptividade dos alunos à iniciativa de destruir os brinquedos foi muito positiva.

Foi o que demonstrou Everton Patrick da Silva, 9 anos. Enquanto os brinquedos eram destruídos no pátio da escola, o aluno corria atrás da diretora pelos corredores, pedindo a devolução de um ''revólver de mentira'' apreendido no ano passado. ''Eu quero levar lá fora para destruir'', explicou, garantindo que não tinha o menor apreço pelo brinquedo. ''Prefiro brincar de carrinho, patinete, andar de bicicleta. Só quero ter arma quando eu crescer, porque vou ser policial.''

Os brinquedos foram prensados em uma máquina da ONG Associação de Recicladores Reciclando Leonor (Arle), que irá revender o material para reaproveitamento. Representantes da associação calcularam que os brinquedos prensados totalizaram 40 quilos de plástico, o que deverá render a eles R$ 18,00.


06/03/2004
PELA PAZ
Estudantes destroem armas
SIMONI SARIS

Cerca de 400 crianças e adolescentes de escolas estaduais e municipais de Londrina destruíram ontem centenas de armas de brinquedo durante um ato pela paz realizado na Escola Espírita Eurípedes Barsanulfo, mantida pela Casa do Caminho. As armas foram doadas no ano passado por órgãos federais, estaduais, empresas e particulares, mas só foram entregues às crianças ontem de manhã para que fossem destruídas durante o manifesto “Um Ato Pela Paz”.

“Armas de brinquedo são um treinamento para a cultura da violência. Quando um adulto dá esse tipo de brinquedo a uma criança não entende que o ato terá uma conseqüência no futuro”, disse o diretor da Casa do Caminho, Júpiter Villoz Silveira. O objetivo de fazer com que as próprias crianças destruíssem os brinquedos, ressaltou ele, é combater a violência iniciando uma “cultura de paz”.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o País com maior índice de mortes por arma de fogo do mundo. Dados revelam que, nos últimos 20 anos, o número de brasileiros assassinado aumentou 273% - sete vezes mais do que o crescimento populacional. Em 1998, quase 50 mil brasileiros foram assassinados, sendo 45 mil vítimas de arma de fogo.

O presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Movimento Pela Paz e Não-Violência – Londrina Pazeando, Luiz Cláudio Galhardi, salientou que manifestações como a de ontem ajudam a conduzir as crianças ao caminho da não-violência. Além da Londrina Pazeando, o manifesto teve apoio do Grupo Arle, que atua na reciclagem de lixo no Jardim Leonor (Zona Oeste). No pátio da Casa do Caminho foi instalada uma prensa, onde os revólveres e pistolas de plástico foram destruídos e saíram prontos para serem reciclados.

Apesar de lamentarem o fato de tantos brinquedos serem destruídos sem que nunca tenham sido utilizados, as crianças apoiaram a causa. Érica Paula Yanashita, 9 anos, acredita que as armas não são os brinquedos mais apropriados para crianças. “Se começam desde cedo a utilizar armas, quando crescerem essas crianças vão querer usar armas de verdade, o que é muito perigoso”, disse.

Para Maicon José Fogaça, 12 anos, a razão de toda a violência reside na grande quantidade de pessoas que utilizam armas. “Se não fosse tão fácil conseguir um revólver, não iriam morrer tantas pessoas assassinadas. Tenho muito medo do que uma pessoa armada pode fazer”, afirmou o garoto.


 

Arquivo Folha/24-06-2003
 

 

O QUE FOI DITO
Edição de 24/06/04
NO PARANÁ
''Tem muitos partidos grandes com o 'pé em duas canoas'. Ou 'com um olho no gato e outro no peixe'. A definição das chapas vai ser mesmo no dia 30'',
Félix Ribeiro, vereador do PMN e pré-candidato a prefeito de Londrina, ao comentar a dificuldade dos partidos para a formação de coligações visando as eleições de outubro.

''Continuamos enterrando ali porque é uma tradição. Mas o cemitério está abandonado, tanto por proprietários de túmulos quanto pela prefeitura. Tinha que fazer um calçamento, plantar um piso de grama. São medidas tão fáceis.''
Carlos Strass, pioneiro em Londrina e morador do Patrimônio Heimtal, ao lamentar o estado precário do cemitério do patrimônio (o mais antigo da cidade e ponto de referência da colonização alemã) que está ameaçado de ser fechado pela empresa que administra os cemitérios da cidade.

''Tanto a paz como a violência são fenômenos sociais concretos. Assim como aprendemos a ser violentos, aprendemos a ter uma postura de não-confronto e aprendemos a abominar a violência.'' Sônia Passos, professora da ONG Educadores da Paz do Rio Grande do Sul que participa de curso de capacitação em Londrina, ao defender a formação de professores capazes de incluir a paz nos currículos escolares.

» leia as opiniões

 

Professores discutem metodologia da não violência
Edição de 24/06/04
Adriana Savicki
Reportagem Local
Formar professores capazes de incluir a paz nos currículo escolares. Esse é o desafio imposto a cerca de 40 professores da rede privada e particular de ensino e de Organizações Não Governamentais (ONGs) de Londrina que participam, durante toda a semana, de um curso de multiplicadores da paz.
Durante o encontro, promovido pela ONG Londrina Pazeando com patrocínio da Sercomtel, os profissionais discutiram a paz como conceito de transformação do meio social. ''Paz não é uma coisa metafísica. Achamos que, para prevenir a violência, temos que pôr algo no lugar dela. O contraponto da cultura de violência é a cultura de paz'', afirma a professora Sônia Passos, da ONG Educadores da Paz do Rio Grande do Sul.
A ONG gaúcha é pioneira na formação de profissionais capacitados para a cultura da paz. Uma tarefa árdua em uma sociedade onde as crianças são bombardeadas diariamente com desenhos cada vez mais violentos e onde a própria grade curricular das escolas tende a dar mais visibilidade para períodos de guerra, grandes batalhas e seus generais.
''Precisamos desenvolver professores capazes de refletir o currículo bélico e construir um contraponto e instrumentalizar referenciais não violentos'', diz. Contraponto que não restringe ao plano das idéias e, principalmente, deve invadir o espaço das ações. ''Tanto a paz como a violência são fenômenos sociais concretos. Assim como aprendemos a ser violentos, aprendemos a ter uma postura de não-confronto e aprendemos a abominar a violência'', argumenta.
Segundo ela, a preocupação com o educador da paz ainda é muito recente no Brasil. ''Ao contrário de outros países da Europa onde a discussão é antiga, aqui isso ainda é recente'', diz a professora. A ONG gaúcha, por exemplo, tem dois anos de atividade.
Professor e da coordenação do Londrina Pazeando, Amauri Pereira Cardoso afirma que a formação de profissionais mais capacitados para lidar com o tema sempre foi uma preocupação da ONG. ''Há uma propensão grande das entidades trabalharem em prol da paz, mas a nossa preocupação era como trabalhar isso em sala de aula, como desenvolver uma metodologia'', comenta. O encontro encerra neste sábado.


Vanessa Navarro
Reportagem Local - Folha Cidades}
Terça-feira, 21/09/04

Semana da Paz é aberta em Londrina

Estudantes lançam livro que vai ser distribuído nas escolas com idéias para a construção de uma cultura de paz

Dorico da Silva folha de Londrina img_foto1596
Uma das atividades foi o hasteamento da bandeira branca na praça Marechal Floriano

O lançamento do livro ''Londrina Pazeando - Idéias dos estudantes de Londrina para a construção de uma cultura da paz'' marcou o início, ontem pela manhã, da Semana Municipal da Paz em Londrina. Até o próximo domingo, serão realizadas diversas atividades voltadas à cultura da não-violência, abertas à comunidade. O evento foi instituido por lei municipal em 2001 e está em sua quarta edição, sendo promovido pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Londrina Pazeando.

Cinquenta e seis alunos de escolas públicas e particulares de Londrina tiveram seus trabalhos selecionados para compor a edição 2004 do ''Londrina Pazeando''. Os estudantes, com idade entre 6 e 21 anos, expressaram em desenhos, redações, poemas e quadrinhos idéias pessoais sobre o conceito de paz. Na obra escolhida para ilustrar a capa do livro, por exemplo, o aluno Gustavo Rosa Gameiro, 8 anos, mostra brancos, negros e índios celebrando a paz de mãos dadas.

A estudante Rafaela Thorn, 10, também usou igualdade como mote, mas preferiu pintar bandeiras de vários países. ''Nenhum país está livre da violência. Ouço falar de violência todos os dias na tevê, até cansa'', diz. Eduardo Vargas, 11, iniciou seu texto com uma provocação: ''Você já viu um americano abraçando um iraquiano? Um atirador palestino abraçando um soldado israelense?''. Segundo ele, o objetivo era ''falar sobre as muitas vítimas que as guerras já fizeram'' em todo o mundo. ''Isso só pode mudar com educação'', argumentou o autor.

O livro, que foi lançado na cerimônia de abertura da semana na Concha Acústica (Centro), será distribuído nas escolas da cidade e ficará à venda por R$10 em livrarias. Hoje, Dia Internacional da Paz, haverá caminhadas com escolas da Zona Norte, a partir das 8 horas, e evento cultural no Cine-Teatro Ouro Verde, às 19 horas. O cronograma de caminhadas continua amanhã com estudantes das Zonas Sul e Rural; quinta-feira na Área Central e sexta-feira nas Zonas Leste e Oeste. A série se encerra no domingo, culminando com atividades recreativas e apresentações musicais. Durante a semana, serão realizadas também palestras e sessões de filmes sobre pacifistas.


FERNANDO ARAÚJO
23/set/04
MANIFESTAÇÃO

Estudantes caminham pela paz

Atividades prosseguem até domingo em todas as regiões da Cidade

Roberto Custódio internet100922
 

FERNANDO ARAúJO
23/SET/2004 

Centenas de alunos de escolas públicas e particulares além de membros da sociedade civil e clubes de terceira idade realizaram na manhã de ontem uma caminhada pela paz, em diferentes regiões de Londrina. O evento faz parte da Semana Municipal da Paz, que acontece até o próximo domingo. Mas o termo paz foi discutido de forma mais ampla, indo além das questões de segurança.

Na Zona Sul dois atos marcaram o evento. O primeiro reuniu na Avenida Inglaterra os alunos de diversas escolas, que encerraram o evento com um “abraço da paz”.

A maior manifestação, com mais de 2 mil pessoas, ocorreu em uma Praça da Avenida Guilherme de Almeida (Zona Sul). Alunos de sete escolas públicas e funcionários das Unidades Básicas de Saúde (UBS) reuniram-se para apresentação de peças produzidas por eles. A concentração já é realizada há alguns anos e marca o final das atividades escolares sobre a paz.

Pacifistas
Neste ano, os alunos e professores foram incentivados pelo Conselho de Educação da região a discutir e trabalhar a biografia de homens e mulheres que são lembrados por atos pacifistas.

Betinho, Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Jesus Cristo e tantos outros ficaram mais próximos dos alunos e também dos professores. “Fizemos com que cada sala de aula trabalhasse a biografia de um pacifista e descobrisse o que esses homens fizeram na história”, lembrou o presidente da Conselho de Educação da Região Sul, Amauri Pereira Cardoso.

Na Escola Municipal Zumbi dos Palmares, no Conjunto União da Vitória (Zona Sul), os alunos da quarta série pesquisaram a vida do líder indiano Mahatma Ghandi. Advogado de formação, Ghandi levou a população da Índia a conseguir sua independência frente ao Reino Unido. Sua principal técnica foi a resistência passiva, da desobediência civil e não-violência como forma de luta.

“A princípio os alunos queriam trabalhar sobre outros temas. Mas depois de conhecer um pouco da história de Ghandi, eles ficaram bem interessados”, contou a professora Sônia Schaidt. Ela mesmo reconhece ter aprendido mais sobre o indiano e que suas palavras e atos foram decisivos para a mudança de comportamento dentro de sala de aula. “Eles ficaram mais tranqüilos e até o respeito entre eles aumentou”, disse.

Jornais
Alunos de escolas particulares também participaram de manifestações pela paz. Os estudantes do Colégio Universitário fizeram uma passeata até o Lago Igapó 2 (região Central) e lançaram o jornal “A paz é a gente que faz”, com textos desenvolvidos pelos alunos da 7ª série.


Reportagem Local
23/set/04
Estudantes fazem caminhada pela paz

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Participantes da manifestação pediram o fim da violência

Cerca de duas mil pessoas, a maioria crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares, fizeram uma caminhada em prol da paz pelas ruas da Zona Sul de Londrina, na manhã de ontem. Com cartazes e bexigas brancas, elas pediram o fim da violência em Londrina e no mundo. A atividade foi parte da Semana Municipal da Paz, que começou na última segunda-feira e vai até domingo.

Segundo Water Okama, diretor do Colégio Universitário, os 1,1 mil alunos da instituição que participaram da caminhada já vinham estudando sobre o tema ao longo do ano. ''Fazemos um trabalho de conscientização com os estudantes sobre a importância da paz, tanto na escola, como na família e em toda a sociedade'', comentou o diretor.

 


Francismar Lemes
Reportagem Local
25/set/04

Crianças fazem caminhada e pedem paz

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Inspirados no tema, alunos de uma pré-escola fizeram várias atividades durante a Semana da Paz; programação culminou com uma caminhada

Elas ainda não sabem o significado da violência, mas aprenderam o que quer dizer a palavra ''paz'', topando fazer uma caminhada ontem à tarde para pedir um mundo que todos sonham.

São as crianças da Escola Alternativa Educação Infantil Ensino Fundamental (de Londrina) que, depois de uma série de atividades em comemoração à Semana da Paz, puseram em prática tudo o que aprenderam em sala de aula.

''Durante a semana, as nossas crianças fizeram maquetes, cartazes e objetos de sucata inspirados no tema'', contou a diretora da escola, Patrícia Martins de Andrade.

Começando pelos menorzinhos, de apenas três anos de idade, até os que já sabem escrever o nome, os cerca de 100 alunos da pré-escola contaram com o apoio dos pais na caminhada, que percorreu as ruas Uraí, Fernando de Noronha, Ibiporã e a Avenida Maringá, na Zona Oeste.

''Acho bom os pais se envolverem com a atividade dos filhos na escola. Pena que nem todos podem porque trabalham, como a minha esposa'', afirmou o professor João Vicente Hadich Ferreira, 38 anos, pai de Lucas, uma das crianças mais animadas com o passeio pela paz.

Já Thales de Augusto foi logo avisando que tinha cinco aninhos e sabendo na ponta da língua o significado da palavra ''paz''. ''Moço, paz para mim é uma vida legal e poder brincar com os meus amigos'', disse, apressado, para não perder o passo.

 



Reportagem Local Mariana Guerin

27/set/2004

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Quinze mil estudantes caminham e pedem paz

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Movimento superou as expectativas da organização do evento

Cerca de 15 mil alunos de 30 escolas municipais e estaduais participaram ativamente da 4 Semana da Paz de Londrina, que terminou na tarde de ontem com mais uma caminhada pela paz na avenida Leste-Oeste.

O calor espantou o público no domingo que, segundo Luis Cláudio Galhardi, coordenador da ONG Londrina Pazeando, não superou as expectativas da organização do evento. ''Uma de nossas metas é mudar a mentalidade do movimento, que ainda não tem o costume de ir às ruas se mobilizar'', declarou.

Mesmo assim, crianças de todas as idades brincaram durante toda a tarde na cama elástica e no tobogã montados na avenida e por volta das 17 horas, se juntaram aos adultos para o início da caminhada, que terminou com show musical.''Esta edição superou as demais e a meta é crescer ainda mais em 2005'', comemorou Galhardi.

Uma das razões para o sucesso da mobilização, para ele, foi o lançamento do livro Londrina Pazeando, que culminou em uma noite de autógrafos com a presença de mais de 250 pessoas. Além do livro, também foi lançado o gibi eletrônico da ONG Londrina Pazeando, com histórias da turminha da paz. O endereço eletrônico é www.londrinapazeando.org.br.

Atuando em Londrina há três anos, a Londrina Pazeando surgiu com a lei municipal que instituiu a Semana da Paz no município, em 2001. ''Naquele ano, convidamos uma ONG de Feira de Santana que tinha um projeto parecido na Bahia, para nos auxiliar'', contou Galhardi.

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CIDADES | ZONA NORTE
Alunos caminham pela paz 21/09/2005

ZONA NORTE
Alunos caminham pela paz
Cerca de mil alunos de quatro escolas estaduais da Zona Norte da Cidade participaram ontem de uma caminhada pela paz. A atividade faz parte da 5° Semana da Paz e o objetivo dos jovens e diretores dos estabelecimentos de ensino é promover a união entre os estudantes dos vários bairros daquela região. A manifestação foi encerrada com um “abraço” no Lago Cabrinha.
Os alunos saíram dos colégios às 9h30 e seguiram em direção ao Lago da Zona Norte, onde chegaram às 10 horas. Entre os manifestantes, estavam alunos de 5ª a 8ª série das escolas estaduais Monsenhor Josemaria Escrivá, localizada no Conjunto Milton Gavetti, Doutor Fernando de Barros Pinto, no Conjunto Semíramis Barros Braga, Professora Behair Edna Mendonça, no Jardim Paraíso, e Professora Lúcia Barros Lisboa, no Conjunto Vivi Xavier.
“Esse ‘abraço da paz’ é uma forma de promover a paz entre os estudantes para que não haja mais discussão entre um bairro e outro. Há muita intriga e rivalidade entre eles”, disse a diretora da Escola Estadual Monsenhor Josemaria Escrivá, Luzia Maria Dias Alves. “Queremos acabar com a violência, que não é só física, é verbal também.”

Rivalidade
Cíntia Juliana de Oliveira, 15 anos, aluna do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual Professora Behair Edna Mendonça, no Jardim Paraíso, confirma a rivalidade a que se refere a professora. “Quando os alunos de todas as escolas se reúnem, fica sempre uma comparação para ver quem tem a escola mais bonita, quem é mais arrumado. Não percebem que somos todos iguais”, contou a estudante. “Acho que atividades como essa de hoje (ontem) ajudam a unir mais as pessoas.”
Além da caminhada, durante toda esta semana as escolas irão desenvolver atividades relacionadas à paz. Na Monsenhor Josemaria Escrivá, por exemplo, os alunos trabalharão com textos e obras de pacifistas como Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Orações pela paz também estão no programa de atividades.
Simoni Saris

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CIDADES | PARTICIPAÇÃO
Caminhada encerra 5° Semana da Paz 24/09/2005

PARTICIPAÇÃO
Caminhada encerra Semana da Paz
Uma caminhada encerra, amanhã à tarde, as atividades da Semana da Paz, que teve início no dia 19 e envolveu escolas e comunidade. A caminhada terá início às 16 horas, na rotatória da Avenida JK com a Avenida Santos Dumont e termina na Praça Nishinomyia, em frente ao Aeroporto. Um trio elétrico vai animar os participantes e encerra a atividade com um show.
Segundo o coordenador da Organização Não-Governamental (ONG) Londrina Pazeando, Luiz Cláudio Galhardi, o objetivo é reunir pessoas pela paz, independente se são a favor ou contra a proibição da venda de armas de fogo, assunto que será tratado no referendo de outubro. “A caminhada é pela paz e todos estão convidados”, disse o coordenador. “Será uma tarde agradável e todos poderão refletir sobre a paz na sociedade”, completou. Durante a Semana da Paz, estudantes de várias escolas participaram de caminhadas em todas as regiões da Cidade.
A Semana e a Caminhada da Paz foram organizadas por uma comissão que inclui representantes das secretarias municipais de Educação e de Cultura, do Núcleo Regional de Educação, do Sindicato dos Jornalistas de Londrina, do Sindicato das Escolas Particulares, da Universidade Norte do Paraná (Unopar), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), do Instituto de Educação Igapó, além da ONG Londrina Pazeando.

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CIDADES | REFERENDO
Começa mobilização das frentes pelo ‘sim’ e pelo ‘não’ 25/09/2005

REFERENDO - Regras para a consulta popular são praticamente as mesmas das utilizadas nas eleições
Começa mobilização das frentes pelo ‘sim’ e pelo ‘não’
No dia 23 de outubro, os eleitores brasileiros vão às urnas dizer se querem ou não o fim do comércio de armas de fogo no País. Ao contrário do que muita gente acredita, não se trata de um plebiscito, mas de um referendo. Não é apenas uma questão de semântica. Plebiscito é quando a população é convocada para decidir sobre algo que depois vira lei. Referendo é quando a lei já existe e os eleitores são chamados para referendá-la ou não.
Nas urnas, os brasileiros vão responder sim ou não à seguinte pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?". A proibição já está expressa na lei 10.826/2004 (Estatuto do Desarmamento). Diz o artigo 35º: “É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional”, salvo exceções como para as polícias e Forças Armadas. Mas essa proibição só terá valor se o ‘sim’ vencer o referendo.
A partir do próximo sábado, dia 1º de outubro, e até o dia 20, serão realizadas as propagandas do ‘sim’ e do ‘não’ no rádio e na TV, como acontece nas eleições. Serão dois programas diários de 9 minutos cada, sendo 4,5 minutos para cada frente. No rádio, os programas vão acontecer das 7 horas às 7h09 e das 12 horas às 12h09. E na TV, das 11 horas às 11h09 e das 20h30 às 20h39. Além disso, cada frente contará com 10 minutos diários de inserções distribuídas durante as programações das rádios e televisões. Os programas serão os mesmos para o País inteiro.
As regras também são as mesmas das eleições. A propaganda é permitida em rádio e TV até 48 horas antes da votação. Boca-de-urna é proibida. Embora as entidades e cidadãos possam fazer campanha pelo ‘sim’ ou pelo ‘não’, a campanha é de responsabilidade de duas frentes parlamentares nacionais, que possuem representações em cada estado.
A “Frente Parlamentar Brasil Sem Armas” faz a campanha pelo ‘sim’ e é presidida pelo presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). Já a “Frente Parlamentar Pró-Legítima Defesa”, do ‘não’, tem como presidente o deputado federal Alberto Fraga (PFL-DF). No Paraná, os responsáveis são respectivamente o deputado estadual Ratinho Jr. (PPS) e o federal Abelardo Lupion (PFL).

‘Sim’
Em Londrina, não há ninguém que responda oficialmente por uma frente ou outra. Mas os defensores do ‘sim’ saíram na frente por causa dos trabalhos já realizados durante a campanha de desarmamento. A Organização Não-Governamental (ONG) ‘Londrina Pazeando’ é uma das entidades que fazem a campanha pelo ‘sim’.
“A campanha pelo sim está de vento em popa”, diz o coordenador da ONG, Luiz Cláudio Galhardi. A entidade está convidando as pessoas contrárias à comercialização de armas para participarem hoje da ‘4ª Caminhada pela Paz de Londrina’, com saída às 16 horas da Avenida Santos Dumont. “A caminhada é institucional e não pode ser uma caminhada pelo ‘sim’, mas individualmente estamos chamando as pessoas a se manifestarem neste sentido”, explicou. Ele lembra que amanhã será lançada oficialmente a campanha paranaense pelo ‘sim’, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, com a presença de Renan Calheiros.
Galhardi diz que a frente tem inúmeros argumentos para tentar convencer as pessoas a votar pelo ‘sim’ e enumera alguns. Segundo ele, o Brasil é o País onde mais se mata e morre por causa de armas de fogo. “Só no ano passado foram 38 mil mortos a tiros”. Além disso, de acordo com ele, a arma de fogo é a principal causa de morte de homens jovens no Brasil. “A probabilidade é duas vezes e meia maior de um jovem morrer por arma de fogo do que por acidente de trânsito”.
Outro argumento que a entidade vem utilizando com freqüência são números relacionados à campanha de desarmamento, que teria reduzido em 20% os casos de homicídios e em 34% as ocorrências com arma de fogo no Paraná.

‘Não’
Os defensores do ‘não’ estão menos organizados em Londrina, mas na última semana começaram a aparecer na imprensa. O advogado criminalista e professor de direito na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Luciano Menezes Molina, diz que não existem razões para se proibir a comercialização de armas e munição. “O Estatuto do Desarmamento é muito rigoroso em relação ao porte de arma. Basta que ele seja cumprido”, alega.
Ele também critica o fato de o Estado estar retirando as armas do “bom cidadão” e deixando o bandido armado. “Nossa legislação é semi-importada do terceiro mundo. Sempre o cidadão de bem é que será desarmado”, justifica. Ele ressalta que a proibição do comércio de munição também irá fazer com que as armas hoje autorizadas e legalizadas tenham de ser entregues. “Se você não tem como comprar munição, terá de entregar a arma”.
Molina também atacou o argumento dos defensores do ‘sim’ de que uma arma em casa é sempre risco de acidentes. “Acidentes domésticos ocorrem até com balde ao lado do tanque. É claro que quem tem arma em casa, precisa ter cautela”.
O advogado também diz que, caso o sim seja vitorioso, o contrabando de armas irá aumentar substancialmente no País. “O contrabando vai aumentar, o bandido vai ficar mais armado e o cidadão de bem não terá como defender sua família”.
Para ele, a proibição do comércio de armas é como colocar uma placa em frente de casa com os seguintes dizeres: “Aqui não temos armas”. “Isso vai estimular o ladrão a entrar na casa. Para se sentir intimidado, ele precisa pensar que, numa casa, existe uma arma, mesmo que não tenha”, acredita.
Quem quiser obter mais informações sobre a campanha do ‘sim’ deve acessar o site: www.referendosim.com.br e sobre a do ‘não’: www.votonao.com.br.
Nelson Bortolin
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CIDADES | PELA PAZ
Movimento defende desarmamento 10/09/2005
PELA PAZ

Movimento defende desarmamento
No dia 23 de outubro acontece o referendo para que os brasileiros decidam se a comercialização de armas deve continuar ou não no País. Para conscientizar a população sobre a questão do desarmamento, a sociedade civil começa a se organizar em grupos que discutem os caminhos de se levar informação ao maior número de pessoas possível. Um deles é o movimento “Mulheres pela Paz”, que congrega entidades que desenvolve atividades direcionadas ao público feminino.
A iniciativa é do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, que integra a coordenação do movimento, mas a idéia é deixar a condução dos trabalhos com a sociedade civil organizada. “O conselho apenas integra o movimento, mas entendemos que esse é um trabalho para a sociedade civil”, afirmou a secretária municipal da Mulher e presidente do conselho, Maria José Barbosa.
No referendo, a nação terá de responder sim ou não à pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. A proibição está prevista no Estatuto do Desarmamento, mas só entrará em vigor com a aprovação popular.
O movimento “Mulheres pela Paz” é declaradamente favorável ao desarmamento, mas a secretária ressaltou que as primeiras reuniões deverão basear-se em números. “Mesmo as mulheres que sabem da campanha do desarmamento não têm dados e não conhecem as experiências de outros países que já proibiram a venda de armas”, disse Maria José. “Essa é uma questão que não deve ser resolvida só pelos políticos. Além de as mulheres constituírem mais de 50% do eleitorado, elas são grandes multiplicadoras de opinião”, frisou.
Pazeando
Para municiar o movimento com dados e estatísticas, foi convocada a participação da Organização Não-Governamental Londrina Pazeando. O presidente da ONG e membro do Comitê Londrinense para o Desarmamento, Luiz Cláudio Galhardi, tem os números da violência na ponta da língua. Em 2004, 38 mil brasileiros morreram em decorrência de ferimentos provocados por armas de fogo. A cada 15 minutos, uma pessoa morre baleada no País. Números que colocam o Brasil em segundo lugar na lista dos que mais registram mortes por armas de fogo no mundo, de acordo com a Unesco. Em primeiro lugar está a Venezuela. “Esses números não chegam aos brasileiros”, protestou Galhardi.
Ele lembrou a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo a qual 80% dos brasileiros são favoráveis ao desarmamento, mas esse percentual pode abaixar ou aumentar com o início da propaganda eleitoral gratuita. “Nossa expectativa é que cresça o número de brasileiros favoráveis ao desarmamento. Não somos contra quem pensa diferente, mas somos favoráveis à paz”, salientou o presidente da ONG.
Desde o dia 1º de agosto está liberada a exposição pública de opiniões favoráveis e contrárias ao desarmamento e, a partir do próximo dia 23, terá início a propaganda gratuita no rádio e na televisão. A propaganda termina no dia 20 de outubro. O voto é obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e com idade entre 16 e 18 anos.
Simoni Saris
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Cidades 26/09/2005

Mau tempo atrapalha fim de semana
Nem todo o entusiasmo dos organizadores da 4ª Caminhada pela Paz que distribuiram vazinhos de flores para os motoristas que passaram pela avenida Santos Dumont na tarde de ontem foi suficiente para estimular os londrinenses a enfrentarem a chuva. Menos de 20 pessoas participaram do evento, que esperava a presença de 5 mil pessoas na Praça Nishinomya.
Apesar do público escasso no domingo, os organizadores comemoraram a participação das comunidades nas caminhadas realizadas nas escolas durante a 5 Semana da Paz, que teve início na última segunda-feira. ''Perdemos o controle de quantas pessoas participaram. Acredito que foram mais de 20 mil'', afirmou o cordenador da organização não-governamental (ONG) Londrina Pazeando, Luiz Cláudio Galhardi. Segundo ele, dentro de duas semanas a ONG deverá organizar uma nova caminhada, no centro da cidade, para incentivar o desarmamento. ''Será a caminhada pelo sim'', informou.
A agente de saúde Anadair Aparecida Migliati, 46 anos, moradora do Conjunto Vitória Régia (Zona Leste), participa das caminhadas pela paz desde o início do movimento, há quatro anos. Ela confessou que a chuva quase a impediu de sair de casa ontem. ''Foi minha filha quem me convenceu a vir. Ela disse que a paz não dependia de sol ou chuva, por isso deveríamos participar da caminhada'', contou.
Desde os dois anos Sara Luana, hoje com nove, participa das caminhadas com a mãe. ''Eu sempre ensinei meus filhos a lutar pela paz. Digo a eles que só um emprego e um salário decentes podem tirar os jovens das ruas e da criminalidade'', disse Anair. Mesmo defensora da paz, ela ainda não sabe se votará a favor do desarmamento no referendo de 23 de outubro. ''Sinceramente não sei. A polícia faz seu trabalho, mas ainda tem medo, pois o salário não ajuda. E a população continua vivendo em drama, enquanto os bandidos ficam armados'', argumentou.
Cancelados Ainda ontem, a chuva impediu a realização do evento Transporte e Cidadania, organizado pelo Sest/Senat Londrina. A iniciativa, que acontece uma vez por ano em todas as unidades Sest/Senat do Brasil, oferece testes de acuidade visual, aferição de pressão arterial, controle da diabetes e corte de cabelo para profissionais do setor de transporte e comunidade em geral.
Também foi cancelado, em função do mau tempo, o projeto Papo de Rock no Zerão, que encerraria a 3 Conferência de Cultura de Londrina. Sem conseguir transferir o show das bandas JIGO & Rei, Zazou Blues e The Liris para um local fechado, a organização do evento preferiu suspender a apresentação.
Mariana Guerin
Reportagem Local

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Cidades 20/09/2005
5° Semana da Paz reúne centenas de alunos
Dorico da Silva

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Abertura oficial do evento aconteceu na Praça Floriano Peixoto: semana inclui
Centenas de alunos de escolas públicas estiveram concentrados ontem pela manhã na praça Floriano Peixoto, no Centro de Londrina, participando da abertura oficial da 5° Semana da Paz. O evento segue até o próximo dia 25 com a realização de desfiles, palestras e exposições, além de várias atividades artísticas.
A secretária municipal de Educação, Carmem Sposti ressaltou a importância de trabalhar o tema nas escolas. Durante o evento, que envolve escolas públicas e particulares de Londrina e região, foi hasteada uma bandeira branca, símbolo da Paz, que vai ficar na praça até o encerramento da Semana.
Os estudantes puderam acompanhar apresentações de hip hop de alunos do Centro de Integração à Criança e ao Adolescente (Caic) da Zona Sul e a entrega do livro ''A Paz é a Gente que Faz'', escrito e ilustrado por 62 alunos de escolas municipais.
O lançamento do livro acontece hoje, durante a 3 noite de autógrafos dos escritores, na Livraria Porto, no Shopping Catuaí. Amanhã, no Cine Teatro Ouro Verde, acontece o 2º Evento Cultural, com atividades artísticas pela Paz, organizada por alunos de escolas estaduais.
O encerramento da Semana da Paz acontece no dia 25, com a 4 Caminhada pela Paz de Londrina. A concentração será a partir das 16 horas, na rotatória das avenidas Santos Dumont e Juscelino Kubitscheck. A caminhada segue até a Praça Nishinomiya, em frente ao aeroporto.
Em Cambé (13 Km a oeste de Londrina), cerca de 1,5 mil alunos do Colégio Estadual Maestro Andréa Nuzzi realizaram passeatas pela manhã e pela tarde, em comemoração à Semana da Paz. Durante a semana, serão realizadas palestras, atividades artísticas, culturais e esportivas.
Marta Ortega
Reportagem Local

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Folha 2 25/09/2005 

Festival 'Paz Ambiental' ganha registro em CD e DVD
Reprodução
Disco será distribuído em escolas e penitenciárias de Londrina
Foi lançado esta semana o CD ''Festival Hip Hop - Paz Ambiental'', terceiro registro sonoro dos encontros realizados pelo Centro de Atendimento Integrado à Criança (Caic) na zona sul de Londrina. O disco traz as gravações ao vivo com as melhores performances servindo como cartão de apresentação para 12 grupos da nova safra.
O CD, que será distribuído às escolas e penitenciárias, apresenta uma faixa cada dos grupos Fenix S.A, M.A, Tribunal X, Sentença Criminal, Mini Ladies, PRG, Atitude Feminina, Bia e Fumaça, Artigo Periférico, Filosofia do Morro, Consciência Racional e RDG. Todas as letras abordam o tema do Festival ''Paz Ambiental''.


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A primeira edição tratou do tema ''HIV Aids''. A segunda abordou ''A paz e a não-violência''. ''Em todas as ocasiões, os grupos assistiram a palestras e tiveram contato com livros e publicações que falavam do assunto. Só depois eles partiram para a criação'' explica Amauri Pereira Cardoso, diretor do Caic do Jardim União da Vitória.
A novidade desta terceira edição é que, além do CD, será lançado um DVD. ''Estamos trabalhando as imagens e tentando viabilizar mais verbas para sua produção. Talvez o lançamento ocorra no final de outubro'' avisa ele. A 4° caminhada pela Paz inspirada no tema completa a série de eventos hoje, às 16 horas, com saída da Avenida JK esquina com a Av. Santos Dumont desembocando na Praça Nishinomiya, em frente ao Aeroporto. (N

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26/junho/2007
Folha 2
26/06/2007
Escola promove campanha pelo desarmamento
Folha 2
26/06/2007
Ativista toma iniciativa de pedir livros para as escolas

Folha 2
26/06/2007
RESPONSABILIDADE SOCIAL - Incentivando as ações pela PAZ
Interesse dos professores de diversos colégios é estabelecer um trabalho de conscientização e despertar um sentimento de solidariedade entre os estudantes


RESPONSABILIDADE SOCIAL - Incentivando as ações pela PAZ
Interesse dos professores de diversos colégios é estabelecer um trabalho de conscientização e despertar um sentimento de solidariedade entre os estudantes

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Idéia é trabalhar a paz ambiental nas
aulas de pintura com pigmentação
natural ou orgânica
Evandro Monteiro img_foto2568

Giulia Ferreira e Julia Raimundo, do Colégio
Estadual João Sampaio, abordam com
criatividade o tema paz na aula de artes
Celso Pacheco  img_foto2569

Desde o ano passado, alunos da
Escola Interativa participam da campanha
 'Interativa pela Paz Verde'

Paz interior, paz social e paz ambiental. Com essas três vertentes há seis anos a ONG Londrina Pazeando vem semeando a idéia da importância da cultura de paz. Mais do que atitudes pontuais, a proposta é realmente sedimentar uma consciência pacifista nas ações do cotidiano a partir da infância. Algumas escolas de Londrina abraçaram essa idéia e vêm colhendo bons frutos.

Uma dessas escolas é o Colégio Estadual João Sampaio, na Vila Yara (Zona Leste). Há dois anos a instituição vem intensificando as ações de cultura de paz. ''Trabalhamos de forma abrangente e buscamos alinhavar essa idéia em todo o nosso planejamento pedagógico'', explicou a pedagoga Fabiana Mori. ''Todos os conflitos recebem uma atenção especial dos professores a ponto deles terem a liberdade de interromper a aula para intervir na necessidade que o aluno está apresentando. Eles sabem que um outro aprendizadomais urgente está sendo requerido nesse momento'', acrescentou.

A aula de artes também trabalha com criatividade a abordagem da paz. Coordenado pela artista plástica Suely de Portez, na atividade artística com pigmentação natural ou orgânica uma lição de que é possível utilizar folhas, flores, terra e pó de café para pintar, aproveitando assim os recursos naturais e colaborando pela paz ambiental.

O resultado encanta os alunos que se surpreendem com a variação de tons que pode ser atingida quase que brincando. A questão do preconceito também foi trabalhada na produção de máscaras africanas para a exposição ''Africanidades'', realizada pela escola na semana passada. Conhecendo as expressões culturais de um povo que tantas influências deixou no Brasil, uma forma de reconhecer e valorizar as diferenças que se assemelham.

A consciência cidadã também está sendo trabalhada pela professora Josy Neves Lucas, da área de história e sociologia. Ela é responsável por um trabalho de conscientização ambiental junto com os alunos do segundo ano do Ensino Médio. Foram confeccionados cartazes educativos abordando temas como aquecimento global, aproveitamento da água e destino correto do lixo eletrônico.

Na próxima quinta-feira, a partir das 8h30, os alunos vão sair pelos bairros visitando os moradores de porta em porta para conscientizá-los sobre essas questões. No segundo semestre, também darão início a um trabalho solidário em uma creche do bairro e em um asilo. ''O nosso interesse é despertar nos alunos um sentimento de solidariedade, de responsabilidade social, que percebam que eles têm um compromisso com a sociedade enquanto indivíduos sociais'', destacou Josy.

Na aula de português do professor Cláudio de Assis a paz também ganhou espaço. Com a leitura do texto ''O herói do dia-a-dia'', os alunos do sexto ano do Ensino Fundamental foram estimulados a perceber que os pais são os verdadeiros super-heróis. A partir de um trabalho de percepção das próprias dificuldades familiares e financeiras, as crianças elaboraram histórias em quadrinhos com personagens que lutam pelo bem. A professora Marta Aparecida Batini Herek, também de Português, também valoriza essa idéia em suas aulas: ''O verdadeiro educador, além do conteúdo, visa passar para os alunos os valores de uma pessoa de paz, pois estamos preparando-os para serem felizes e autônomos na vida''.

Ana Paula Nascimento
Reportagem Local

Ativista toma iniciativa de pedir livros para as escolas

Engajado com as ações pacifistas, o presidente da ONG Londrina Pazeando Luis Claudio Galhardi deu mais um passo na contribuição para uma consciência de paz. Por iniciativa própria entrou em contato com o Instituto Eco Futuro e inscreveu todas as escolas públicas e particulares de Londrina para receberem gratuitamente o livro ''A vida que a gente quer depende do que a gente faz - propostas de sustentabilidade para o planeta''.

O instituto, que neste ano está organizando o concurso nacional de redação ''O melhor lugar do mundo'', editou 35 mil exemplares do material que pode servir de uma rica fonte de pesquisa para as escolas quando a temática é a paz. O prazo de inscrição para o concurso foi prorrogado até 30 de agosto devido a atrasos na entrega do livro em algumas escolas londrinenses.

Com alto padrão gráfico, o livro traz textos variados de autores consagrados. As idéias apontadas estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio elaborados em 2000 por 191 países pertencentes à ONU, que deverão ser atingidos até 2015.

Os objetivos são: 1) acabar com a fome e a miséria; 2) educação básica de qualidade para todos; 3) igualdade entre sexos e valorização da mulher; 4) reduzir a mortalidade infantil; 5) melhorar a saúde das gestantes; 6) combater a Aids, a malária e outras doenças; 7) qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e 8) todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

Galhardi também está integrando o projeto de responsabilidade social ''Nós podemos Paraná'', da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que desde o ano passado vem realizando reuniões com lideranças de 17 cidades paranaenses para a elaboração de propostas que consigam antecipar para 2010, no Paraná, a conquista dos objetivos do milênio da ONU.

A primeira reunião em Londrina sobre o assunto será no dia 5 de julho. ''A nossa intenção é que as escolas de Londrina usem intensamente esse material que está afinado com os objetivos da ONG e da ONU. Ele é rico em dicas, fontes de referência e mistura textos de alunos com o de especialistas. Precisamos combater essa idéia de que somos impotentes perante as grandes transformações. Todas elas um dia dependeram de atitudes pequenas de cada um de nós'', argumentou Galhardi, que também está organizando palestras em escolas sobre o assunto.

Mais informações pelo site www.omelhorlugardomundo.org.br e pelo 0800-772-0099. Agendamento de palestras com Galhardi pelo telefone (43) 9996-1283.

Escola promove campanha pelo desarmamento

Na Escola Interativa, as ações de paz também merecem destaque no cotidiano escolar. Apoiados desde 2002 na proposta da ONG Londrina Pazeando, a instituição se dedica a elaborar ações pela paz. Uma das atividades mais contundentes foi a campanha que liderou pelo desarmamento.

Para isso as crianças foram estimuladas e levarem até a escola brinquedos violentos e armas plásticas de brinquedo. Com o derretimento desse material, foram confeccionadas três esculturas com referência à pomba da paz.

Desde o ano passado, a escola lançou a campanha ''Interativa pela Paz Verde'' e vem intensificando os trabalhos de iniciação científica na área de sustentabilidade do meio ambiente. Para este ano, o tema gerador está sendo ''Ação local para o não aquecimento global'' e uma série de atividades sobre conscientização ambiental da comunidade está sendo organizada pelos alunos.

A paz ambiental também entrou no programa das aulas de artes. Aproveitando troncos de árvores, folhas e sementes os alunos fizeram belos trabalhos artísticos, aprendendo a partir da observação da natureza que muita coisa pode ser reaproveitada.

A iniciativa até resultou em elogios por parte do renomado artista plástico Frans Krajcberg, que ganhou notoriedade internacional pelo seu trabalho artístico feito a partir de destroços naturais da Amazônia. Um trabalho de forte impacto e denúncia social.

Segundo o orientador educacional Robson de Oliveira o trabalho pedagógico para o desenvolvimento de uma cultura de paz vem favorecendo a convivência entre os alunos. ''O nível de agressão entre eles está bem reduzido e conseguimos promover um clima de maior afetividade. Com esse trabalho sistemático, o conceito de disciplina também foi modificado e os professores percebem que não precisam ser autoritários para conquistarem a atenção dos alunos'', ressaltou Oliveira.

A aluna Júlia Raimunda de Carvalho, 14 anos, destacou a iniciativa da sua escola em promover ações de paz. ''Na aula de artes, quando tivemos que confeccionar os trabalhos a partir de troncos e sementes, relacionei a paz ambiental com respeito à natureza e aprendi que muitas coisas podem ser reaproveitadas'', disse.

Sobre a campanha que a escola fez pelo desarmamento, ela contou que conseguiu convencer o irmão menor sobre a má influência desses materiais e ele acabou concordando que os brinquedos violentos fossem derretidos. ''No fim, toda a minha família se conscientizou disso'', acrescentou a aluna, que desde o sexto ano do Ensino Fundamental vem se dedicando a um projeto sobre a preservação da água.

Sua colega Giulia Ferreira Mayrink Giansante, 13 anos, também aprovou a forma da escola trabalhar a temática da paz: ''Se todos fizessem dessa maneira, teríamos uma consciência muito maior sobre a importância da paz. No caso do desarmamento, o meu irmão também autorizou a destruição dos seus brinquedos violentos e aprendeu a não brincar mais com isso''.(A.P.N.)  

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MOSTRANDO OCORRÊNCIAS DE 1 a 3
Cidades
10/07/2007
Fórum quer criar ConPaz em Londrina
Cidades
09/07/2007
Caminhada pede paz e fim da violência
Cidades
05/07/2007
Fórum propõe a busca pela cultura de paz
Em vez de mais armas, mais gente falando e praticando paz. Este será o principal assunto do evento que acontece na segunda-feira
 
 
Caminhada pede paz e fim da violência

Olga Leiria    img_foto974

Manifestantes percorreram as ruas do centro de Londrina, recebendo o apoio de moradores, que penduraram panos brancos nas janelas
Uma manifestação com poucas pessoas, mas com um objetivo muito importante: promover a paz. A Caminhada pela Paz e Não-Violência percorreu as ruas do centro de Londrina na tarde de domingo, abrindo a programação do 1º Fórum Educação para Cultura de Paz, que acontece hoje, durante todo o dia na cidade.

O objetivo é criar o Conselho Municipal de Cultura da Paz. Hoje, segundo o presidente da ONG Pazeando, Luis Cláudio Galhardi, cinco conselhos municipais funcionam em todo o Brasil, seguindo uma lei federal. ''A idéia é promover ações simples que podem ter um resultado profundo''.

Os manifestantes concentraram-se no calçadão entre a avenida Paraná e rua Pernambuco, de onde saíram em passeata, acompanhados de um carro de som. Eles carregavam faixas pedindo paz e distribuíam flores para as pessoas que encontravam nas ruas. Alguns moradores apoiaram a manifestação das janelas dos prédios, pendurando panos brancos.

Em meio aos manifestantes, Sueli de Paula Zanin Bueno tinha um motivo especial para pedir paz e a não-violência. Ela é mãe do jovem João Rafael Zanin Bueno, morto na madrugada de 19 de dezembro do ano passado num restaurante da Warta (Zona Norte), quando comemorava o aniversário de um amigo. Um rapaz entrou atirando e acertou três pessoas, uma delas, Rafael. Até hoje o crime está sem solução.

''Sou contra a violência e a favor da paz. Fiquei sentida ao ver o governador (Roberto Requião) e o prefeito (Nedson Micheleti) dizerem que há exagero nas manifestações. Pra ser exagero precisa acontecer o exagero? Meu filho não volta, mas quero lutar pelos filhos dos outros'', afirmou Sueli.

A auxiliar de cartório, Sueli Alves de Souza, também participou da caminhada. Amiga do agropecuarista Mário Fuganti, morto em maio do ano passado com um tiro na nuca em sua fazenda, em Ortigueira, ela também pedia mais paz para a cidade. ''Todas as pessoas, tendo ou não parentes ou amigos vítimas de violência, deveriam participar dessas manifestações''.

O 1º Fórum Educação para Cultura da Paz acontece hoje, das 8 horas às 18 horas na Câmara Municipal de Londrina. O evento terá exposição de painéis e palestras com a jornalista Elisabete Santana, de São Paulo, debates e a aprovação da carta do 1º Fórum Edcuação para Cultura de Paz. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento ou pelo endereço www.cml.pr.gov.br

Marta Ortega
Reportagem Local

 


Fórum quer criar ConPaz em Londrina

Marcos Zanutto img_foto1022

Elisabete: ‘‘A atuação da sociedade juntos aos poderes públicos é fundamental para que a cultura de paz se estabeleça’’
A jornalista Elisabete Santana, que faz parte da comissão executiva do Conselho Parlamentar pela Cultura de Paz (ConPaz), órgão da Assembléia Legislativa de São Paulo, esteve ontem em Londrina para participar do 1º Fórum Educação para Cultura de Paz, realizado na Câmara Municipal de Londrina. Ela proferiu a palestra ''Paz para quê? Estamos condenados à violência?''

Formada em jornalismo pela Universidade Metodista do Estado de São Paulo, Elisabete também é membro da coordenação do comitê paulista para a Década da Cultura de Paz, um programa da Unesco, e faz parte do Grupo de Estudos Contemporâneos da Associação Pelas Athena. Participante de diversos congressos e seminários internacionais que abordaram questões sobre paz e cidadania global, Elisabete salientou que a cultura de paz se dá de acordo com a ação de cada indivíduo.

''Conhecemos muito bem a cultura da guerra, mas e a cultura de paz? Do que se trata? Compreender a cultura de paz não se trata apenas da paz espiritual. Precisamos repensar sobre a questão da tolerância. Tolerar a morte de uma criança a cada três segundos, por exemplo, é algo intolerável, inadimissível. Por isso, para que a cultura de paz se estabeleça, a atuação da sociedade juntos aos poderes públicos é fundamental'', disse.

De acordo com a jornalista, o ConPaz auxilia os deputados abordando assuntos com princípios ligados a cultura de paz. Ao todo, o órgão é composto por 36 pessoas da sociedade civil, ligadas a movimentos sociais, ONGs, e mais 12 parlamentares.

Em Londrina, tramita na Câmara Municipal um projeto de lei para criar o Conselho Municipal da Cultura de Paz (Compaz-LD). Para Elisabete, trata-se de uma medida ''de fundamental importância'' que contribuirá com o início da prática de uma nova cultura. ''O Conselho traz a sociedade para o local de discussão das políticas. De várias maneiras, a cidade pode ajudar. É a forma que a pessoa se coloca diante de uma situação de violência, é ela se comprometer com a paz'', comentou.

Ainda segundo Elisabete, são oito os eixos que fazem parte da cultura de paz: a educação para a paz; desenvolvimento sustentável; igualdade de gêneros; os direitos humanos; a prática da democracia; entendimento, tolerância e solidariedade; paz e segurança internacional e livre acesso da informação e conhecimento.

''Uma cultura para ser estabelecida numa sociedade leva em torno de 200 a 300 anos, mas percebemos que de uns tempos para cá tudo tem acontecido muito rápido. Alguns estudiosos da cultura de paz dizem que o que impede o exercício daa paz é a nossa irracionalidade. Enquanto olharmos para o nosso desconhecido como inimigo e não percebermos o potencial do ser humano, será difícil uma mudança'', finalizou.

Fernanda Borges
Reportagem Local


 
05/julho/2007
 
 
Fórum propõe a busca pela cultura de paz
Em vez de mais armas, mais gente falando e praticando paz. Este será o principal assunto do evento que acontece na segunda-feira

Evandro Monteiro  img_foto460

Maria Angela e Galhardi, da comissão organizadora: ‘‘O objetivo é falarmos não apenas em combate à violência’’
Enquanto muitos se armam para tentar se proteger e pedem a presença do Exército nas ruas, outros propõem a busca pela paz em todos os níveis como forma mais eficaz de combater a violência. É a chamada Educação para Cultura de Paz, tema de fórum que vai acontecer na Câmara Municipal de Londrina na próxima segunda-feira, das 8 às 18 horas. Durante o evento serão expostos painéis com ações voltadas para a cultura de paz desenvolvidas por organizações não-governamentais, governamentais e empresariais.

Segundo a vereadora Maria Angela Santini e o coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luis Claudio Galhardi, integrantes da comissão organizadora do Fórum, a idéia é realizar, na sequência, um seminário para apresentação de experiências locais envolvendo o novo conceito de educação e apresentação de um projeto de lei propondo a criação do Conselho Municipal de Cultura de Paz, a exemplo de cidades como Curitiba e Diadema (SP).

''O objetivo é falarmos não apenas em combate à violência, mas falarmos de paz como forma de alcançar a paz. Não é apenas pedindo polícia e armas que vamos ter paz, mas sim uma mudança de comportamento'', defendem os organizadores do evento. Mais de 40 entidades, entre elas igrejas, universidades, associações e serviços públicos já aderiram ao movimento em Londrina, que também defendeu, há dois anos, o desarmamento da população.

A programação do 1º Fórum de Educação para Cultura de Paz começa no próximo domingo, com uma caminhada, às 16 horas, no Calçadão (saída da Avenida Paraná esquina com Pernambuco). Os organizadores pedem que os participantes vistam branco e que a população coloque lenço, pano ou fita branca na janela ou porta de suas casas. Pontualmente às 20 horas, aqueles que desejam a paz devem acender e apagar as luzes de sua casa. ''Tudo muito simples, sem barulho, sem deixar ninguém irritado'', lembra a vereadora.

A abertura oficial do Fórum acontece às 14 horas de segunda-feira. Às 14h30 será realizada palestra sobre o tema com a jornalista Elisabete Santana, membro da Comissão Executiva do ConPAZ (Conselho Parlamentar pela Cultura de Paz), da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e integrante da ONG Pallas Athena. As inscrições para o evento são gratuitas e devem ser feitas no site www.cml.pr.gov.br.

Silvana Leão
Reportagem Local


 

www.jornaldelondrina.com.br
http://canais.rpc.com.br/jl/geral/conteudo.phtml?id=675577

05/julho/2007

por FÁBIO SILVEIRA

Construir uma cultura de paz como forma de combate à violência. Essa é a proposta das mais de 40 entidades que participam da organização do 1º Fórum Educação para a Cultura de Paz, marcado para a próxima segunda-feira, dia 9 de julho, na Câmara Municipal de Londrina. No domingo, véspera da realização do fórum, as entidades realizam a “Caminhada pela paz”, a partir das 16 horas, no calçadão. Os manifestantes devem usar roupas brancas e distribuir rosas brancas. No mesmo dia, às 20 horas, os organizadores pedem que as pessoas acendam e apaguem as luzes de suas casas como uma manifestação visível a favor da paz.

O evento, no qual os organizadores esperam reunir cerca de 200 pessoas, acontece num momento em que são realizadas manifestações contra a violência na cidade, mas os organizadores explicam que o movimento não se restringe a uma conjuntura ou a questões pontuais. “Começamos há sete anos para estimular a cultura de paz”, explica o coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luis Cláudio Galhardi.

Na opinião do pacifista, “combater a violência de forma violenta só aumenta a violência”. Ele explicou que o fórum marcado para a segunda-feira faz parte de um processo ao final do qual será apresentado um projeto de lei na Câmara Municipal criando um Conselho Municipal para a Cultura de Paz (Compaz).

De acordo com a vice-presidente e representante da Câmara na organização do evento, vereadora Maria Ângela Santini (PT), antes da apresentação do projeto, será realizado um seminário sobre o tema. O de Londrina deve ser o sexto Conselho Municipal para a Cultura de Paz em todo o Brasil. “Os que praticam e os que sofrem a violência, todos querem viver em paz. Mas vivemos discursos incoerentes com nossos desejos”, argumentou a vereadora. Ela afirmou que o Fórum deve redigir um documento com propostas locais para a difusão da cultura de paz.

Francisca Maria Romagnoli Tavares, coordenadora das campanhas da Fraternidade da Arquidiocese de Londrina e membro da organização do Fórum, a idéia das entidades que articulam o evento é combater a violência. “É uma forma de combate à violência. O fórum é o primeiro passo para que tenhamos um Conselho para a Cultura de Paz”, declarou.

INTERATIVIDADE – Você acha que a Cultura de Paz proposta pelos organizadores do evento tem espaço na nossa sociedade?


7semana
26/set/2007
Caminhando para promover a paz
Crianças de escolas públicas participaram de uma passeata e fizeram apresentações para marcar a 7 Semana Municipal da Paz
Iniciando as caminhadas da 7 Semana Municipal da Paz, centenas de crianças de cinco escolas públicas da Zona Norte de Londrina fizeram uma pequena passeata e se reuniram ontem em um manifesto no Lago Cabrinha. Cada escola apresentou o resultado das ações sobre o tema realizadas no decorrer do ano.

''Nossa escola tomou a iniciativa de realizar esta ação para ajudar a criar cada vez mais uma cultura de paz nas famílias'', contou a assistente de supervisão Cristina de Oliveira, da Escola Municipal Neman Sahyun, informando que as instituições realizaram palestras e debates e confeccionaram cartazes sobre o tema. ''Se a escola não começar a trabalhar o valor da paz com os pequeno, depois fica mais difícil'', afirmou a diretora da escola, Ionice Conceição Silva Gracioso. Ela destacou que a escola realizou atividades inclusive com os pais. ''Queremos que a própria criança leve essa discussão para casa e dê continuidade. Ela tem o poder de influenciar os pais e incentivá-los.''

Para a professora Déborah Moreno Pitelli, da Escola Municipal Haydee Colli Monteiro, as crianças convivem diariamente com a viôlencia em filmes, jogos e por vezes até dentro da própria família, e por isso é necessário que a escola se responsabilize por lhes dar um referencial sobre a paz. ''As crianças ficaram entusiasmadas, porque querem que essa paz se concretize, e estamos mostrando um meio'', assinalou, lembrando que é nessa idade que se constrói a moralidade desses futuros cidadãos.

Alguns pais também aderiram à manifestação. ''Os pais têm que participar, porque o filho vai se inspirar nele, e se o pai não faz nada a respeito a criança também não vai ter incentivo para fazer. Os pais têm que estar junto porque tudo começa na educação'', ressaltou o autônomo Robson Lopes de Almeida, contando que ajudou inclusive a arrecadar fundos para melhorar a iluminação da escola onde suas duas filhas estudam.

Durante o evento, os estudantes, com idades entre 6 e 14 anos, deram a sua definição de paz, fizeram pequenas apresentações e mostraram os cartazes que confeccionaram. ''Com o manifesto podemos ajudar a acabar com a violência'', apontou o estudante Paulo Henrique da Silva, de 14 anos, da Escola Estadual Monsenhor Josemaria Escriva. Ele confessou que, até o assunto ser tratado na escola, não tinha parado para pensar a respeito da paz. ''Quem sabe vendo os mais novos, os mais velhos não seguem o exemplo?'', sugeriu uma colega sua.

Já para a pequena Laís Claudino Camargo, 8 anos, a paz é fundamental para que haja harmonia entre as pessoas. ''Para ter paz, podia começar não roubando, sendo bom aluno, ajudando. Assim, a gente educa as pessoas. E quando tem paz, tem amigos e muita harmonia'', assinalou. Também participaram as escolas Nair Auzi Cordeiro e Beahir Edna Mendonça.

Adriana Ito
Reportagem Local



folha
27/set/2008

O QUE FOI DITO


''Se a escola não começar a trabalhar o valor da paz com os pequenos, depois fica mais difícil. Queremos que a própria criança leve essa discussão para casa e dê continuidade. Ela tem o poder de influenciar os pais e incentivá-los.''

Ionice Conceição Silva Gracioso, diretora da Escola Municipal Neman Sahyun em Londrina, ao explicar o objetivo da caminhada da 7 Semana Municipal da Paz que reuniu alunos de cinco públicas da Zona Norte da cidade.

folha
02/set/2008

DIA DE PAZ - Cidadania e protagonismo
Escola dedica um dia ao civismo, disciplina, respeito e solidariedade incentivando alunos a praticarem a cultura da paz

Fotos: César Augusto
aluno01
img_foto73 Um mural de notícias veiculadas pela FOLHA apresentava fatos positivos e negativos ligados ao ambiente escolar

aluno02
img_foto74 Cartazes, faixas e bandeiras brancas foram utilizados para simbolizar a paz