CONSULTA POPULAR
Relatório da CPI do Tráfico de Armas
é aprovado
30/11/2006 - 20:17 * por Mayra Jucá e
Antônio Rangel Bandeira
A
derradeira queda de braço entre os deputados da Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) sobre Tráfico Ilícito de Armas terminou hoje em consenso. Antes da
votação, um acordo já garantia a aprovação do Relatório final com 18 propotas,
uma a menos das que o documento continha no início das negociações. A proposta
vetada, por pressão do Exército, foi a transferência da fiscalização do
comércio de armas, munições e explosivos do Exército para a Polícia Federal. QUERO SABER MAIS SOBRE RELATÓRIO
Horas depois que uma carne infectada com febre aftosa é descoberta, é
possível
rastrear de qual país veio e impedir todas as importações de carne
desse
país. ...........Não existem padrões e princípios globais mínimos para evitar as
transferências
irresponsáveis de armas. O Instituto Sou da Paz preparou
uma apresentação em PowerPoint afim de auxiliar em uma
consulta popular sobre o Tratado Internacional de comércio de
venda de armas e munição. QUERO VER APRESENTAÇÃO [ 3,6mG]
Brasil é o terceiro maior exportador de armas leves do
mundo, ficando atrás somente de Estados Unidos e Itália. Junto com Alemanha,
Bélgica, Rússia e China, os sete países comercializam anualmente cerca de US$
100 milhões em armas, incluindo munições. Especialistas acreditam que existem
mais de 600 milhões de armas pequenas no mundo. QUERO SABER MAIS SOBRE ISTO
Introdução | A violência no Brasil e o comércio internacional de armas ....“Presenciei
um homicídio aos oito anos de idade”. “Minha amiga
foi baleada numa festa; meu trauma foi tão grande que fui parar
no hospital”. “As armas têm muita representatividade
na periferia”. “Eu também já fui
vítima de assalto à mão armada”.
“Conheço o caso devereadores que vão armados para
as sessões”. “As armas são o vetor da
epidemia de violência que temos vivido entre os jovens”.
“O medo se tornou uma mordaça para as
vítimas”. “Meu filho foi assassinado pela
polícia dentro de um ônibus aos 19 anos”. “A
lógica do comércio de armas é a lógica do
lucro... a gente participa desse mercado através da dor”.
QUERO VER REATÓRIO DAS CONSULTAS POPULARES NO BRASIL

CONSULTA POPULAR: -
POR UM TRATADO INTERNACIONAL DE CONTROLE DO COMÉRCIO DE ARMAS E MUNIÇÕES
Em dezembro de 2006, na Assembléia Geral da ONU, 153 países
aprovaram uma resolução para começar a escrever o Tratado Internacional de Comércio de Armas (TCA).
Durante 2007 o Secretário Geral da ONU vai consultar os
governos de todos os paises do mundo sobre como deve ser o formato e o conteúdo
deste TCA. É essencial que o governo
brasileiro apóie um TCA forte e eficaz, que ajude a diminuir a disponibilidade
de armas nas ruas brasileiras. Mais informações sobre o Tratado seguem abaixo.
Paralelamente a este processo formal, o Instituto Sou da Paz
e organizações em vários outros paises do mundo farão consultas populares com
grupos representativos da sociedade, elaborando um relatório que será
entregue ao governo brasileiro, para que de fato ele seja o porta-voz dos
anseios da população.
Em Londrina, estaremos nos reunindo no dia
27/março das 14:30 às 17:30 hs para
realizarmos esta consulta. Por isso, gostaríamos de convidá-lo (a) a participar
desta Consulta Popular.
Aguardamos a sua confirmação de participação, por e-mail paz@londrinapazeando.org.br ou pelo fone 43.9996-1283 (Luis Cláudio) até segunda dia 26 de março 2007.
Comitê Londrinense para o Desarmamento.
Londrina Pazeando.
Instituto Sou da Paz
POR UM TRATADO
INTERNACIONAL
DE CONTROLE DO COMÉRCIO DE ARMAS E
MUNIÇÕES
Enquanto os líderes mundiais
trabalham nas reuniões da Organização Mundial do Comércio para estabelecer as
regras da venda de frutas, aço e açúcar, o crescente mercado de armas e
munições continua perigosamente fora de controle.
Atualmente 639 milhões de armas circulam pelo
planeta e 8 milhões de novas armas são produzidas a cada ano.
Elas são
abastecidas por 16
bilhões de unidades de munição produzidas
anualmente. Ou seja, mais de duas balas
para cada homem, mulher e criança do planeta!
Estas armas vão de um país a outro,
dentro de um mercado global totalmente desregulado, passando de governos
“responsáveis” a governos “irresponsáveis”, contrabandistas, grupos terroristas
e facções do crime organizado.
Os efeitos desse mercado não
controlado são desastrosos e aparecem todos os dias estampados nos jornais. Milhões de homens, mulheres e crianças vivem com medo da
violência armada e, a cada minuto, um deles morre em virtude das armas.
O Brasil, infelizmente, ainda lidera
a lista de paises que mais sofrem com esta violência: a cada ano cerca de 36
mil pessoas morrem vítimas de armas de fogo. Embora sejamos 3% da população
mundial, somos os responsáveis por 8% das mortes à bala.
Após grandes esforços
da sociedade, avançamos muito no controle interno do comércio das armas, com a
aprovação e implementação do Estatuto do Desarmamento. Hoje, menos armas entram
em circulação no país, o controle sobre elas está mais eficiente e menos
pessoas andam armadas, fazendo com que pela primeira vez em 13 anos os
homicídios no país começassem a cair.
No entanto, precisamos dar um passo além. A falta de
controle internacional sobre as transferências de armas e munições faz com que
a iniciativa nacional, apesar de extremamente bem sucedida, acabe tendo seu
potencial limitado.
Por exemplo: verificou-se que armas brasileiras eram
vendidas legalmente ao Paraguai, mas retornavam contrabandeadas, pela
fronteira, já que o controle das armas no Paraguai era praticamente
inexistente. No ano 2000, Brasil e Paraguai adotaram uma moratória que acabou
com a venda de armas e munições brasileiras para este país. Apesar desta medida
ter sido muito eficiente , ela sozinha não deu conta do problema, já que as
armas brasileiras foram substituídas por armas da República Checa, Espanha e munições do México.
Isso prova que o comércio
internacional de armas tem, urgentemente, que respeitar padrões e princípios globais mínimos. É assim com
produtos agrícolas, carne ou medicamentos. Por que não com as armas e munições,
que são produtos muito mais perigosos?
Pensando nisso, a Anistia Internacional, a Oxfam e a IANSA (rede mundial de ONGs para o controle
de armas) se juntaram em 2003 numa campanha chamada Control Arms –atuante em mais de 100 países – propondo a criação de
um Tratado
Internacional de Comércio de Armas (TCA), que estabeleça regras mínimas
de exportação e importação para todos os países do mundo.
Durante os quatro anos de campanha, já tivemos muitos
avanços. Para continuar neste caminho precisamos da ajuda de todos!
Nós, brasileiros, precisamos mostrar que queremos mais
controle sobre o movimento das armas e munições entre os países. Que queremos
um Tratado que impeça que as armas
cheguem a mãos erradas e sejam usadas para matar pessoas inocentes. Se nós,
brasileiros– os mais afetados pela violência armada –não defendermos ativamente
o Tratado, quem defenderá?
A paz é um esforço
coletivo e só se faz com medidas concretas como esta.
PARTICIPE das
Consultas Populares!