COMITÊ

DESARMAMENTO

Londrina cria em 29/nov/2004 o
"Comitê Londrinense para o desarmamento"

100 motivos para DESARMAR-SE

Caravana do desarmamanto e pela paz 2008 em Londrina 
26/27/28 de maio 2008 4º Encontro da Rede Desarma Brasil

13 de JULHO/2006 ATO PELA PAZ/2006
3°Encontro Nacional de Comitês para Desarmamento 23/mar/2006
2°Encontro Nacional de Comitês para Desarmamento 21/nov/2005
Caminhada pelo SIM 08/out
APRESENTAÇÕES DA CAMPANHA(Palestras)
PERFIL DE QUEM ENTREGOU ARMA em Londrina jan/05
Imprima o cartaz e divulgue -20/agosto/05
Imprima o cartaz e divulgue -18/junho/05
Imprima o cartaz e divulgue -14/maio/05
Imprima o cartaz e divulgue pequeno-14/maio/05
Imprima o cartaz e divulgue -09/abril/05
Imprima o cartaz pequeno 09/abril/05
Imprima o cartaz e divulgue nov/04 


www.desarme.org ==============================================================================

 São 4 os pontos de entrega das ARMAS EM LONDRINA no dia 11/dez/04 SÁBADO das 12 ás 18 horas:

Veja os passos do Comitê Londrinense para o desarmamento:

Em reunião neste dia (22/nov/2004) na sede da Polícia Federal, com o intuito de intensificar até 23/dez a entrega de armas expontânea, e receber um valor de R$100,00 à R$300, foi criado o : - Comitê Londrinense para o desarmamento.
Participaram da reunião a Polícia Federal, Polícia Militar, a ONG Londrina Pazeando e o Educandário ( USOIL -unidade social oficial de internação de Londrina).
Fora a rotina já existente na cidade, que hoje consiste em, pegar na P.F. a guia de entrega e posteriormente realizar a entrega, o comitê está programando para o dia 11/dezembro - SÁBADO - estar presente em quatro regiões da cidade (norte, sul, leste e oeste), afim de receber as armas.
É intenção do comitê mobilizar a comunidade através da divulgação de informações sobre a campanha.
Na semana (dia 23,24,25,26 ) membros do comitês se reuniu com líderes comunitários, igrejas, associações afim de mobilizar para o dia 11/dez.
Certos de estarmos trabalhando para a construção de uma cultura de paz e não-violência em nosso município convidamos a todos a se envolverem.
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Nelson Bortolin 23/nov/04


Roberto Custódio jl121103 

“Vamos realizar um grande trabalho com a ONG (Londrina Pazeando) junto às comunidades e na mídia para estimular os cidadãos a entregarem as armas”, afirma o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, Sandro Viana dos Santos.

Na última sexta-feira, P. de apenas 12 anos, morreu vítima de um tiro na testa. Quem disparou a arma, acidentalmente, foi seu irmão, dois anos mais velho, que havia levado uma arma escondida para casa, a pedido de um colega da escola. A tragédia aconteceu no Jardim Franciscato, na Zona Sul da Cidade, e chocou a comunidade (leia mais nesta página).

Para evitar este tipo de ocorrência, autoridades policiais e a ONG Londrina Pazeando criaram ontem o Comitê Londrinense para o Desarmamento e escolheram a tarde de 11 de dezembro (um sábado) para realizar uma grande coleta de armas nas quatro regiões da Cidade.

A idéia é aproveitar os últimos dias da campanha de desarmamento deflagrada pelo governo federal. Desde 15 de julho, todo cidadão que entrega uma arma de fogo à PF recebe uma indenização que vai de R$ 100 a R$ 300. Com isso, somente em Londrina a Polícia Federal já recolheu 1.872 unidades. Mas o pagamento pelas armas termina dia 23 de dezembro e, até lá, espera-se tirar das ruas mais 500 armas.

 

O presidente da ONG, Luis Cláudio Galhardi, explica que no dia 11 serão estabelecidos quatro pontos de arrecadação na Cidade, um em cada região (Norte, Sul, Leste e Oeste). “Esperamos ter os pontos já definidos na próxima reunião que deve acontecer dia 29”, disse. Ontem, se reuniram na sede da PF, além dos integrantes da Londrina Pazeando, o delegado Santos, o capitão Altivir Cieslak, do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), e o representante do Educandário, Ubirajara de Souza Pastor.

Modelo
A campanha, que já recolheu mais de 157 mil armas em todo o País, é uma continuidade das ações realizadas pelo governo federal desde que foi sancionado o Estatuto do Desarmamento, em dezembro do ano passado. A portaria 364/2004, de 14 de julho de 2004, teve inspiração na experiência do Paraná.

No período de 1º de janeiro deste ano até 15 de julho, quando a PF assumiu a coordenação da campanha, o governo do Estado pagou R$ 100 por arma entregue pelos paranaenses. Com isso, segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram arrecadadas 20 mil unidades. Desde que a PF assumiu a tarefa até 5 de novembro, foram mais 7.450.

Pelas contas da Polícia Federal, o Paraná está em 6º no ranking nacional do desarmamento. Mas, se consideradas as armas já entregues no primeiro semestre, o estado passa para a 2ª colocação, perdendo apenas para São Paulo (veja quadro nesta página).

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26/nov/2004
Jacira Werle Reportagem Local


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O delegado-chefe da PF, Sandro Viana dos Santos, com um dos fuzis de uso exclusivo das Forças Armadas entregues em Londrina
A campanha para o desarmamento será intensificada em Londrina. Essa é a inteção do Comitê Londrinense para o Desarmamento, criado nesta semana. O objetivo é arrecadar pelo menos 500 armas de fogo. O comitê envolve a Organização Não Governamental (ONG) Londrina Pazeando, Polícia Federal (responsável pela recebimento das armas em Londrina), Polícia Militar e Educandário. No dia 11 de dezembro, estarão funcionando quatro pontos de coleta de armas em bairros da cidade.
A Polícia Federal está recebendo armamento desde o dia 15 de julho. Já foram entregues 1.859 armas, entre elas dois fuzis de uso exclusivo das Forças Armadas, revela o delegado-chefe da PF, Sandro Viana dos Santos. O delegado esclarece que as pessoas não precisam declarar a procedência da arma entregue. Por cada unidade deixada na Polícia Federal a pessoa recebe de R$ 100 a R$ 300. A distribuição do dinheiro para quem entregar armas será feita até o dia 23 de dezembro. Segundo Santos, ''após serem entregues na polícia as armas são enviadas para Curitiba, periciadas e destruídas''.
Para o coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luiz Cláudio Galhardi, ''não é com armas em casa que vamos resolver o problema da violência''. Ele exemplifica que pessoas com arma em casa têm até três vezes mais chances de morrer em situações de perigo do que uma que não possui. '' Vamos ter reuniões com as comunidades para mostrar que as pessoas não devem se armar. Violência só atrai violência'', acredita. Segundo ele, a ONG vai ir até os bairros para conversar com a comunidade e pedir que elas optem por se livrarem das armas.
O comitê esta fazendo reuniões para decidir em quais bairros os quatro postos da coleta serão instalados. Atualmente as pessoas podem entregar as armas na sede da Polícia Federal, Rua Tietê, das 8 às 17 horas.
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ONG - Organização Não-Governamental
Instituto Sou da Paz em Londrina:


No dia 29 de novembro de 2004 a ONG - Organização Não-Governamental Instituto Sou da Paz) veio a Londrina a convite da ONG Londrina Pazeando, para assessorar e ajudar o Comitê Londrinense para o desarmamento.
Com a experiência da organização no processo de discussão e aprovação do Estatuto do Desarmamento, bem como da campanha nacional em curso, foi de grande importância a visita da organização.
Denis Mizne participou da reunião do Comitê Londrinense para o desarmamento (Polícia Federal, Polícia Militar, Londrina Pazeando e Educandário, junto com a comunidade londrinense, lideranças de bairros, lideranças religiosas e governamentais para juntos discutir detalhes para o dia "D" dia do desarmamento, em 11/novembro SÁBADO, que contará com 4 pontos mais próximos da comunidade para coleta das armas (regiões norte, sul, leste e oeste).
Até o dia 23 de nov o governo federal está remunerando um valor que varia de R$ 100,00 a R$ 300 por arma entregue, sem perguntar a procedência da arma.
A reunião foi na sede da Polícia Federal (rua Tietê 1450) e foi aberta aqueles que desejem ajudar na campanha.

Estiverão presentes as seguintes instituições:
secretaria municipal de educação, caic zona oeste, igreja católica,campanha fraternidade 2005, comitê direitos humanos foz do iguaçu, paróqui nossa senhora perpétuo socorro, igreja missionária pinel, conselho de pastores evangélicos de Londrina, cressul -conselho regional de educação da região sul, educandário (USOIL), união da sociedades espírtas de Londrina, polícia militar, polícia civil, londrina pazeando, instituto sou da paz, imprensa de Londrina.

Veja também..... porque defender o desarmamento no Brasil
na pagina da ONG Sou da Paz...
www.soudapaz.org.br

Porque defender o desarmamento

(Estes dados fazem parte da Cartilha pelo Desarmamento, distribuída aos parlamentares no ano 2000)

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(Londrina, 9 de dezembro de 2004)
Comitê mobiliza cidade para entrega de armas no sábado

Da Redação jornal eletronico da Prefeitura de Londrina
www.home.londrina.pr.gov.br
n.com@sercomtel.com.br


Com o objetivo de mobilizar os cidadãos londrinenses sobre a importância do desarmamento, a Prefeitura de Londrina participa amanhã e sábado (dias 10 e 11) de uma blitz educativa e recolhimento de armas. A blitz ocorre amanhã, a partir das 14h, no centro da cidade. Já a entrega de armas será no sábado. De acordo com o primeiro tenente Nelson Villa Junior, comandante do Policiamento da Região Central e Leste, ainda não foi definido o local da blitz, mas ele adiantou que ocorrerá em uma região que não atrapalhe o trânsito. “A blitz vai contar com o pessoal voluntário que está envolvido na campanha. Os policiais estarão fazendo a fiscalização e também revistando os carros. Mas, com certeza, será na região central”, disse.
A campanha do desarmamento da cidade de Londrina começou oficialmente no dia 15 de julho e já conta com uma grande participação da sociedade, segundo o delegado da Polícia Federal, Sandro Roberto Viana dos Santos. De acordo com ele, apesar da entrega oficial ser neste sábado (dia 11), muitas pessoas já compareceram à delegacia para entregar suas armas. “Desde o início da campanha, até ontem (dia 8), já arrecadamos 2.152 armas”, disse ele. A campanha também tem o apoio da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina e Milenia Agrociências S/A.
O Comitê Londrinense para o Desarmamento, que tem como principal objetivo mobilizar a comunidade por meio da divulgação de informações sobre a campanha, foi criado em novembro deste ano. Entre os órgãos que integram o comitê participam membros da Polícia Federal, Polícia Militar, a ONG Londrina Pazeando e a Unidade Social Oficial de Internação de Londrina (Usoil).
De acordo com Sérgio Canavese, diretor de Serviços Especiais da Secretaria Municipal de Saúde, a pasta participou da campanha com a divulgação de materiais sobre o desarmamento nas 54 unidades básicas de saúde, maternidade, laboratórios e também nos trabalhos de internação domiciliar. “Fizemos a divulgação para chamar a população para a entrega das armas que ocorre no sábado”, disse. Ainda segundo Canavese, também foi disponibilizado um veículo, pela secretaria, que já está circulando em pontos estratégicos da cidade. “Amanhã vamos circular nessas regiões das 10h às 16h. O desarmamento é importante e é um assunto que interessa também à saúde”, disse.
A Secretaria Municipal de Educação participou da campanha com a divulgação em todas as escolas da rede municipal e a Secretaria Municipal da Mulher estará participando durante a blitz educativa com panfletagens. “A questão do desarmamento é um assunto que nos interessa, pois a violência contra a mulher está diretamente ligada a isso. Este ano houve alguns casos que envolveram armas de fogo e a campanha vem mobilizar a sociedade para essa importante ação que é o desarmamento”, disse Sandra Maria Pinheiro de Freitas Coelho, diretora de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.
Além da sede da Polícia Federal, no sábado a população poderá levar as armas em quatro pontos de arrecadação. As entregas poderão ser feitas do meio-dia às 18h. Os locais são: região norte - Centro Cultural Lupércio Luppi (avenida Saul Elkind, 790); região sul - Igreja Católica Nossa Senhora Aparecida (avenida Guilherme de Almeida, ao lado da escola Osvaldo Cruz); região leste – Centro Comunitário (rua dos Marmelos, 255) e região oeste – Caic José Joffily (rua José Morale, 325).

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Folha de Londrina, 27 de Novembro de 2004
O QUE FOI DITO  NO PARANÁ
''Sempre tive vontade de doar, mas faltou oportunidade. Hoje vimos na TV, na hora do almoço, que estava acontecendo a campanha e resolvemos vir.'' ..........Maria Lúcia da Silva Guadanhi, dona de casa em Londrina, ao explicar por que decidiu participar da campanha de doação de sangue.

''Não é com armas em casa que vamos resolver o problema da violência.'' .........Luis Cláudio Galhardi, coordenador da Organização Não Governamental Londrina Pazeando, ao defender a campanha de desarmamento.

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Folha de Londrina, 30 de Novembro de 2004
Jacira Werle  Reportagem Local
Campanha de desarmamento será descentralizada

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Armas recebidas em Londrina desde o início da campanha do desarmamento, que foi prorrogada

O Comitê Londrinense para o Desarmamento definiu ontem em reunião os quatro endereços para a entrega de armas. A partir do dia 11 de dezembro a população poderá fazer a entrega dos armamentos no Centro Comunitário do Jardim Interlagos (zona Leste de Londrina), no Centro Comunitário na Saul Elkind (zona Norte), na Igreja Católica do Km 9 (bairro Nossa Senhora Aparecida, zona Sul) e no Caic da zona Oeste. Os locais irão funcionar para tornar mais fácil o desarmamento, explica o delegado chefe da Polícia Federal (PF) de Londrina, Sandro Viana dos Santos. Atualmente, as armas só podem ser entregues na sede da PF, que já arrecadou cerca de duas mil unidades desde o dia 15 de julho. Com a descentralização da Campanha do Desarmamento na cidade, a PF espera recolher mais 500.
Viana dos Santos ressalta que a Campanha de Desarmamento seria encerrada no dia 23 de dezembro mas foi prorrogada por mais seis meses. Para cada arma entregue, a pessoa recebe uma indenização que varia de R$ 100 a R$ 300. O delegado acredita que '' é hipocrisia dizer que bandido vai entregar armas para nós''. Segundo ele, a maioria das pessoas não sabe o manuseio correto e acaba levando a pior em uma situação de troca de tiros com bandidos. Após a entrega, todas as armas são destruídas.
O capitão da Polícia Militar (PM), Altimir Cieslak, reforça que 85% das armas apreendidas pela PM entraram legalmente em circulação. ''As amas são legais, mas acabam chegando até os marginais por assaltos ou outras formas'', argumenta. Segundo ele, neste ano 600 armas formam apreendidas em Londrina.
Além de representantes da PF, PM, Ong Londrina Pazeando e Educandário, entidades que integram o Comitê para o Desarmamento, participaram da reunião o diretor executivo da Ong Sou da Paz, Dênis Mizne, e integrantes da sociedade civil.
A Ong Sou da Paz surgiu no Rio de Janeiro e foi o primeiro grupo a fazer uma mobilização em favor do desarmamento. ''A idéia surgiu dentro do curso de direito da Universidade de São Paulo quando nós começamos a lutar contra a violência, em 1997. Já naquela data arrecadamos armas'', lembra Mizne. Depois desse episódio o grupo cresceu e ganhou força com a criação da Organização Não Governamental Sou da Paz, em 1999.
Mizne menciona a aprovação do Estatuto do Desarmamento, a Campanha do Desarmamento e a realização de um referendo que decidirá se a comercialização de armas será permitida ou não, como exemplos de vitórias alcançadas com ajuda da Ong. ''Setenta por cento das pessoas assassinadas no Brasil morrem vítimas de arma de fogo'', argumenta. Segundo ele, graças à campanha, índices menores de homicídio podem ser esperados para o futuro. Hoje exemplo para outros movimentos, integrantes da Sou da Paz viajam pelo país relatando as experiências do grupo.

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Folha de Londrina, 10 de Dezembro de 2004
Reportagem Local 

Campanha promove dia ''D'' do desarmamento

Amanhã é dia 'D' do Desarmamento. Das 12 às 18 horas, as pessoas podem fazer a entrega de armas em quatro pontos da cidade. Na região Norte, a entrega pode ser feita no Centro Cultural, na avenida Saul Elkind 790. Na região Sul, o comitê vai estar na igreja católica do Km 9, na avenida Guilherme de Almeida ao lado da escola Osvaldo Cruz; na região Leste a coleta será no Centro Comunitária à rua dos Marmelos 255 no Jardim Interlagos e na região Oeste, no Caic da rua José Morale 325.
Com o objetivo de mobilizar os londrinenses sobre a importância do desarmamento, a prefeitura organizou duas blitz educativas. A primeira ocorre hoje, às 14 horas, no Centro da cidade.
A campanha do desarmamento da cidade de Londrina começou oficialmente no dia 15 de julho. De acordo com o delegado chefe da Polícia Federal (PF), Sandro Roberto Viana dos Santos, até agora, já foram entregues 2.152 armas.
O Comitê Londrinense para o Desarmamento foi criado em novembro deste ano. Entre os órgãos que integram o comitê participam membros das polícias Federal, Militar, a ONG Londrina Pazeando e a Unidade Social Oficial de Internação de Londrina (Usoil).
De acordo com Sérgio Canavese, diretor de Serviços Especiais da Secretaria Municipal de Saúde, a campanha está sendo divulgada nas 54 unidades básicas de saúde, maternidade, laboratórios e também nos trabalhos de internação domiciliar.
A Secretaria Municipal de Educação participou da campanha com a divulgação em todas as escolas da rede municipal e a Secretaria Municipal da Mulher estará participando durante a blitz educativa com panfletagens. ''A questão do desarmamento é um assunto que nos interessa, pois a violência contra a mulher está diretamente ligada a isso'', afirmou Sandra Maria Pinheiro de Freitas Coelho, diretora de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.

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Folha de Londrina, 11 de Dezembro de 2004
Fernando Rocha Faro  Reportagem Local
Campanha do desarmamento tem 5 postos de coleta

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Blitz educativa da PM: motoristas receberam informações sobre a coleta de armas

Cinco postos de coleta de armas funcionam hoje em todas as regiões de Londrina com o intuito de aumentar a participação da comunidade na Campanha do Desarmamento. O trabalho foi divulgado ontem através de blitze educativas em três pontos da cidade. A Polícia Militar (PM) fez fiscalização de trânsito de rotina, além de vasculhar os veículos em busca de armamentos, e as organizações não-governamentais (ONGs) aproveitaram a oportunidade para difundir campanhas contra as armas.
''É uma questão de organização. De nada adiante ter a lei se não houver alguém para colocá-la em prática'', declarou o tenente da PM, Marcelo Barros. A atividade foi uma iniciativa do Comitê Londrinense para o Desarmamento, formado pela Polícia Federal (PF), PM, ONG Londrina Pazeando e Unidade Social Oficial de Internação de Londrina (Usoil), o Educandário, com apoio do Instituto Sou da Paz.
O coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luiz Cláudio Galhardi, disse que as blitze devem ajudar na intensificação das entregas de armas hoje, o chamado ''Dia D'' da Campanha do Desarmamento. Desde 15 de julho, foram recolhidas 2.152 armas em Londrina.
Os motoristas abordados nas blitze receberam panfletos do Comitê Londrinense para o Desarmamento e da ONG Criança Segura (Safe Kids). De acordo com a coordenadora da ONG, Juliane Yoshii, o objetivo é fazer a prevenção de lesão não intencional. ''Apesar de não haver estatísticas sobre os acidentes com armas de fogo em Londrina, sabemos que este tipo de ocorrência é comum'', afirmou. ''Se não tiver arma, não tem acidente.''
A autonôma Maria Salete Maes, 57 anos, elogiou a iniciativa. ''Acho que a campanha dá resultado. Ninguém deveria ter direito a ter arma, já que gera muita violência'', opinou. Para o agente de escolta Luiz Fernando Vercelheze, 22, o desarmamento é importante para evitar tragédias. ''Um cidadão de bem pode até cometer um erro e disparar em uma briga de trânsito'', exemplificou.
Serviço Os pontos de coleta funcionarão das 12 às 18 horas: Polícia Federal (Rua Tietê, 1.450, Vila Nova), Centro Cultural da Zona Norte (Avenida Saul Elkind, 790, Conjunto Maria Cecília), Comunidade de Nossa Senhora Aparecida (Avenida Guilherme de Almeida, 2.715), Caic da Zona Oeste (Rua José Borelli, 325) e Centro Comunitário da Zona Leste (Rua dos Marmelos, 255, Jardim Interlagos)
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Folha de Londrina, 12 de Dezembro de 2004
Luciano Augusto  Reportagem Local 

Londrina se mobiliza contra armas

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Jacó Rodrigues entregou a arma que pertenceu ao pai e irá receber R$ 100,00
O Dia ''D'' do Desarmamento em Londrina foi iniciado com a entrega de um revólver calibre 22 que pertencia ao motorista Jacó Rodrigues, 32 anos. Ontem, ele foi até o posto de coleta instalado no Centro Cultural da Zona Norte acompanhado pela esposa e pelo filho pequeno entregar a arma comprada pelo pai há mais de 30 anos. ''Estava guardado e como tenho criança em casa resolvi entregar'', comentou o rapaz, que vai receber R$ 100,00.
Além da Zona Norte, outros três postos de coleta foram disponibilizados à população. O delegado-chefe da Polícia Federal (PF), Sandro Roberto Viana dos Santos, destacou que o mais importante é ''a conscientização'' feita junto à população. Desde 15 de julho, quando a campanha começou, quase 2,2 mil armas já foram recolhidas em Londrina. Hoje, a PF deve divulgar um balanço do dia ''D'' de desarmamento.
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Folha de Londrina, 13 de Dezembro de 2004
Jacira Werle   Reportagem Local 

Polícia Federal recolhe 74 armas

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Indenização varia entre R$ 100 e R$ 300, dependendo da arma
O sábado foi dedicado para a campanha do desarmamento em Londrina. Em cinco postos instalados em bairros da cidade, formam entregues 74 armas, segundo dados da Polícia Federal (PF). O delegado chefe da PF na cidade, Sandro Roberto Vianna dos Santos, avaliou como positivo o número de armas recolhidas. '' Durante a semana recebíamos na PF em média 50 armas, só no Dia D Desarmamento recebemos 74'', disse. Segundo ele, em Londrina saíram de circulação quase 2,3 mil armas desde o início da campanha em 15 de julho.
Santos explicou que a campanha acaba em 23 de dezembro, mas o governo federal já sinalizou para prorrogação por mais seis meses no prazo de entrega. Para cada armamento que sai de circulação as pessoas vão receber indenização que varia entre R$ 100 e R$ 300 de acordo com o tipo da arma. Quem ainda quiser participar da campanha pode deixar as armas na sede da PF, Rua Tietê, 1.450, Vila Nova. Todas as armas entregues serão destruídas pelo Exército.
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Jornal de Londrina, 24 de Novembro de 2004
OPINIÃO
Bom-Dia
Se você acredita que ter uma arma em casa é garantia de segurança, imagine o que faria se seus filhos se matassem com a sua “proteção”?

Um garoto de 14 anos guarda um revólver em sua casa a pedido de um colega de escola. À tarde, enquanto seu irmão menor, de 12 anos, anda de bicicleta em frente à residência, ele pega o revólver e resolve brincar. Mira no irmão que está pedalando e aperta o gatilho. O menino cai da bicicleta com um tiro no meio da testa.
O outro que atirou, em sua inocência, viu o tambor da arma vazio; não imaginava que quando disparasse o mecanismo iria girar e colocar uma bala na agulha. Imagine agora, você que é pai, chegar em casa no final da tarde e encontrar uma cena dessas.
Essa situação, relatada ontem pelo Jornal de Londrina, ocorreu na última sexta-feira, no Jardim Franciscato (Zona Sul), um dos bairros mais pobres da Cidade, com altos índices de criminalidade, alcoolismo e desemprego. Mas o garoto que atirou e matou o irmão, não tinha envolvimento nenhum com o crime, como a Polícia já comprovou.
Com uma relação familiar estável, pais que trabalham honestamente, e moram numa casa própria, o que ele pensou fazer foi apenas um favor a um colega de escola. Mesmo assim, acabou sendo engolido pela engrenagem perversa da miséria que reina no local e acaba abreviando a vida de jovens e crianças levados precocemente à marginalidade.
O fato mostra o quanto Londrina – e o Brasil, é claro – necessita urgentemente de políticas de segurança e educação com alto poder de persuasão e mudança. O que não se planta hoje, será impossível colher amanhã.
A iniciativa da ONG Londrina Pazeando e as Polícias Federal e Civil, que criaram esta semana o Comitê Londrinense para o Desarmamento, é uma das raras oportunidades em que nós, cidadãos, que também vivemos acuados pelo medo da violência, podemos fazer algo de prático: entregar as armas que temos em nossas casas.
Em Londrina, a Polícia Federal já recolheu 1.872 armas desde 15 de julho, quando foi lançada a campanha do Governo Federal. A meta, até o próximo dia 23 de dezembro, é tirar das ruas mais 500 armas.
Se você é daqueles que acredita que ter uma arma em casa é garantia de segurança, imagine o que faria se seus filhos se matassem com a sua “proteção”? Nós podemos fazer muito mais por Londrina e, quando fizermos a nossa parte, teremos ainda mais autoridade para cobrar os responsáveis pela nossa segurança.
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Jornal de Londrina, 09 de Dezembro de 2004
TudoParaná

Cidade se mobiliza na Campanha de Desarmamento

A Prefeitura de Londrina começa nesta sexta-feira uma propagação da Campanha do Desarmamento. Organizada por um Comitê, a mobilização realizará uma blitz educativa e providenciará o recolhimento de armas.
O Comitê Londrinense para o Desarmamento, criado em novembro deste ano, tem como principal objetivo mobilizar a comunidade por meio da divulgação de informações sobre a campanha. Entre os órgãos que integram o comitê participam membros da Polícia Federal, Polícia Militar, a ONG Londrina Pazeando e a Unidade Social Oficial de Internação de Londrina (Usoil).
Além do Comitê, a participação das secretarias de saúde, da educação e da mulher estão engajadas na difusão da idéia do desarmamento, disponibilizando materiais, carros entre outros auxílios.
A blitz ocorre nesta sexta-feira, a partir das 14h, no centro da cidade. Já a entrega de armas será no sábado. Além da sede da Polícia Federal, a população poderá levar as armas, das 12h às 18h, nos seguintes locais:
Região Norte - Centro Cultural Lupércio Luppi (avenida Saul Elkind, 790)
Região Sul - Igreja Católica Nossa Senhora Aparecida (avenida Guilherme de Almeida, ao lado da escola Osvaldo Cruz)
Região Leste – Centro Comunitário (rua dos Marmelos, 255) e região oeste – Caic José Joffily (rua José Morale, 325).
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Jornal de Londrina, 11 de Dezembro de 2004
Fernando Araújo
DESARMAMENTO  Hoje é dia de entregar armas

As quatro regiões da Cidade terão pontos de recebimento
Serão realizadas hoje e amanhã diversas ações com o objetivo de mobilizar os cidadãos londrinenses para o desarmamento. Hoje, em quatro regiões da Cidade, o Comitê para o Desarmamento de Londrina realiza o seu Dia D para fazer com que a população se livre de armas que estão em casa. Até o dia 23 de dezembro, as pessoas que entregarem suas armas não precisam comprovar a origem e recebem entre R$ 100 a R$ 300 por arma.
A entrega das armas começa a partir das 12 horas e vai até às 18 horas.
No Centro Cultural da Zona Norte, localizado na Avenida Saul Elkind 790, haverá uma equipe para atender as pessoas. Na região Sul, o local de entrega será a Igreja Católica do Parque Ouro Branco, que fica na Avenida Guilherme de Almeida. O Centro Comunitário do Jardim Interlagos será o ponto de recebimento da Região Leste, que fica na Rua dos Marmelos 255. O Caic da Zona Oeste, na Rua José Morale 325, no Jardim Leonor, também estará recebendo as armas. Segundo dados da Polícia Federal, já foram retiradas de circulação em Londrina 2.152 armas.
A Prefeitura de Londrina em conjunto com a Polícia Militar também irá realizar ações para o desarmamento. Entre elas estão blitze educativas e também de fiscalização no Centro da Cidade. Voluntários irão fazer a conscientização para entrega das armas e policiais farão a revista dos carros. As secretarias municipais de Saúde e Educação também participam da campanha com a divulgação de materiais sobre o desarmamento em unidades de saúde. Nas escolas foram realizados diversos trabalhos com os alunos durante a semana.

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FOLHA NORTE DE LONDRINA (região norte) 04/12 A 10/12/200

11 DE DEZEMBRO
Centro Cultural será posto de desarmamento


No próximo sábado, quatro postos serão montados nas regiões da cidade para recolhimento das armas, um deles será o Centro Cultural da Região Norte. Indenização vai de R$ 100 a R$ 300

A campanha de desarmamento lançada pelo governo federal no dia 15 de julho, que dá indenização de R$ 100 a R$ 300 para quem entregar sua arma à polícia, termina no próximo dia 23. Neste período, somente em Londrina a Polícia Federal recolheu 1.872 unidades e a Polícia Militar apreendeu 600 armas.
A campanha deve ser prorrogada por mais seis meses pelo governo. Mas em Londrina, um comitê formado por representantes das Polícias Federal, Militar e Civil, ONG Londrina Pazeando, igrejas católicas e evangélicas, núcleos espíritas e lideranças comunitárias está preparando uma data especial para reforçar a campanha. No próximo sábado, dia 11, serão montados quatros postos nas regiões Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade para o recolhimento das armas de fogo (confira os locais nesta pagina). A expectativa é recolher, pelo menos, 500 armas neste dia.
"Vamos realizar um grande trabalho com a ONG Londrina Pazeando, junto às comunidades e na mídia para estimular os cidadãos a entregarem as armas", afirmou o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, Sandro Viana dos Santos. As armas recolhidas vão passar por perícia e serem encaminhadas para o Exército, que se encarregará da destruição delas. Os donos deverão informar o número de CPF e da conta corrente para receberem, posteriormente, o depósito da indenização.
Para a orgnização do Dia D do Desarmamento, o Comitê Londrinense contou com a colaboração do Instituto Sou da Paz, de São Paulo, representado pelo diretor executivo da entidade, Denis Mizne. O Instituto foi convidado a participar de uma reunião, realizada na última segunda-feira na sede da PF em Londrina, por causa de sua experiência em campanhas de desarmamento e entregou, na ocasião, materiais com procedimentos para a criação de postos de coleta e exemplos de panfletos de divulgação.
Mizne ressaltou o trabalho feito em Londrina até agora: "com apenas 500 mil habitantes, a cidade já recolheu 1.989 armas, enquanto em Curitiba, onde moram cerca de três milhões de pessoas, foram recolhidas 4 mil armas", comparou.

Polícias recomendam cuidado no transporte

As polícias Militar, Federal e Civil recomendam que as pessoas que forem entregar suas armas, busquem antes uma autorização para o transporte na delegacia da PF. "Ou façam o transporte de forma bem clara de que não há intenção de uso", destacou o capitão Altivir Cieslak, do 5º Batalhão da Polícia Militar. A recomendação é para que elas embrulhem as armas num tecido ou jornal e as coloquem numa caixa.
Apesar das críticas de que somente as pessoas de bem entregam suas armas e os bandidos continuam armados, o delegado da PF, Sandro dos Santos, explicou que a diminuição do número de armas eleva o preço no mercado paralelo, dificultando o acesso dos marginais. "É a lei da oferta e da procura", comparou. Segundo ele, mais de 80% das armas apreendidas são revólveres calibre 38, furtados ou desviados e 99% da população não sabe manusear uma arma de fogo.
Ação Integrada para reduzir a violência A Secretaria de Estado de Segurança Pública apresentou, nesta semana, um novo projeto para tentar reduzir os índices de violência em Londrina, chamado de Ação Integrada de Fiscalização Urbana. A idéia é integrar as ações das Polícias Militar, Civil e Federal, Corpo de Bombeiros e órgãos municipais de fiscalização da Região Metropolitana de Londrina co
m objetivo de minimizar o número de ocorrências. A coordenação ficará a cargo da PM que vai receber as chamadas e encaminhá-las às entidade competentes.

Onde entregar as armas Região Norte: Centro Cultural da Zona Norte
Av. Saul Elkind nº 790 fone - 3329-0316
Região Sul: Igreja Católica do Km 9 - Comunidade N.Sª Aparecida Av Guilherme de Almeida (ao lado da escola Osvaldo Cruz)
Região Leste: Centro Comunitário, Rua dos Marmelos 255, Jd Interlagos
Região Oeste: CAIC zona oeste, Rua José Morale 325
Posto fixo: Delegacia da Polícia Federal, Rua Tietê, 1.450
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FOLHA NORTE DE LONDRINA (região norte)11/12 A 17/12/200
DIA DO DESARMAMENTO
Centro Cultural recebe armas neste sábado

Quatro postos serão montados nas regiões da cidade para recolhimento das armas. Indenização vai de R$ 100 a R$ 300
Londrina realiza neste sábado o Dia D da campanha de desarmamento nas quatros regiões da cidade – Norte, Sul, Leste e Oeste. O objetivo é retirar de circulação, pelo menos, 500 armas de fogo. A iniciativa é do Comitê Londrinense de Desarmanento, composto por representantes das Polícias Militar e Federal, igrejas, ONG Londrina Pazeando, e outras associações.
Quem entregar sua arma, tem direito a um indenização que vai de R$ 100 a R$ 300, conforme determina campanha lançada pelo governo federal no dia 15 de julho, que terminaria no próximo dia 23, mas deverá ser prorrogada por mais seis meses. De julho até o último dia 8, somente em Londrina, a Polícia Federal recolheu 2.152 armas e a Polícia Militar apreendeu 600.
As armas recolhidas vão passar por perícia e serem encaminhadas para o Exército, que ficará encarregado de destruí-las. Os donos deverão informar o número de CPF e da conta corrente para receberem, posteriormente, o depósito da indenização. A polícia recomenda que as pessoas, ao transportarem as armas de fogo até os pontos de coleta, tenham bastante cuidado. De preferência, devem envolvê-las num pedaço de pano ou embalá-las numa caixa, deixando claro que não têm intenção de fazer uso dela. O porte ilegal de arma é crime.
Postos de coleta: A população poderá levar as armas em quatro pontos de arrecadação, do meio-dia às 18h. Os locais são: região Norte - Centro Cultural Lupércio Luppi (avenida Saul Elkind, 790); região Sul - Igreja Católica Nossa Senhora Aparecida (avenida Guilherme de Almeida, ao lado da escola Osvaldo Cruz); região Leste – Centro Comunitário (rua dos Marmelos, 255) e região Oeste – Caic José Joffily (rua José Morale, 325). 

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Camilla Rigi
Reportagem Local em 15/fev/2005

Desarmamento diminuiu violência, diz polícia
Delegado-chefe afirma que número de homicídios caiu com a campanha. Novo ponto de coleta foi criado
A polícia contabiliza mais de 3 mil armas entregues em Londrina. Em todo o Paraná foram cerca de 13 mil

A redução do número de homicídios em Londrina no ano de 2004 em relação a 2003 deve-se, em parte, à campanha do desarmamento que começou em julho do ano passado. Essa foi a avaliação do delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Alves André, que reuniu-se ontem à tarde, na sede da Polícia Federal (PF), com integrantes do Comitê Londrinense de Desarmamento para discutir as novas ações que serão realizadas na cidade em 2005.
As estatísticas apresentadas pelo delegado mostraram que de 2001 a 2003 houve um aumento de 30 mortes a cada ano. Porém, em 2004, o total de 183 assassinatos significou uma redução de 10 crimes em relação ao ano anterior. ''A maior severidade da lei para o portador da arma também contribuiu para este resultado.'' Ainda ontem, o comitê definiu que na próxima quinta-feira, às 10 horas, no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), será montado um posto de coleta.
''O local é oportuno para divulgarmos dados sobre a quantidade de vítimas de armas em Londrina e quanto o município gasta com os procedimentos médicos para salvá-las'', declarou o delegado da Polícia Federal em Londrina, Sandro Viana dos Santos. Este ano, o comitê conta com a ajuda das secretarias de Saúde, Educação e Mulher. ''Vamos usar a mão de obra destes órgãos como agentes disseminadores da campanha'', explicou Santos.
Além de organizar postos de coletas constantemente, a organização não governamental (ONG) Londrina Pazeando, em parceria com a ONG Sou da Paz, de São Paulo, promoverá um curso no dia 21 de fevereiro para os funcionários das secretarias e para a comunidade. ''Serão 400 vagas e curso será no Hospital Universitário (HU)'', disse o coordenador da ONG londrinense Luis Cláudio Galhardi. O objetivo do treinamento é esclarecer aos futuros disseminadores como deve ser realizada a entrega da arma e como motivar a população a fazê-la. Os interessados em participar do curso podem se inscrever pelo telefone da PF, 3315-6600.
Apesar de todas as ações, o delegado da Polícia Civil admite que o número de armas entregue é muito pequeno se comparado ao arsenal que circula nas mãos de marginais. ''O que a campanha evita é apropriação indevida das armas. O que normalmente acontece quando um ladrão invade a casa de um cidadão e além de levar seus bens leva seu revólver'', esclareceu o André. Segundo Galhardi, uma pesquisa nacional mostrou que 50% das pessoas que cometem homicídios são cidadãos sem antecedentes criminais.
Atualmente em Londrina, apenas a Polícia Federal recebe o armamento. Nas cidades vizinhas, as delegacias civis estão autorizadas a recolher as armas. Até sexta-feira passada o número contabilizado pela polícia era de 3004 armas entregues só em Londrina. Em todo o Paraná foram mais de 13 mil. ''O que pretendemos é criar uma cultura de paz. E este ano temos apoio da Campanha da Fraternindade que também visa a não violência'', enfatizou Santos. A campanha do desarmento foi prorrogada até o dia 23 de junho de 2005.
Camilla Rigi
Reportagem Local
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Reportagem Stella Meneghel
em 15/fev/2005
MENOS VIOLÊNCIA - Em Londrina já foram entregues 3004 mil armas

Campanha de desarmanento entra na segunda etapa
Postos de coleta serão montados em diferentes áreas da Cidade
A segunda fase da Campanha Nacional do Desarmamento começa em Londrina nesta quinta-feira, quando as pessoas poderão entregar suas armas em um posto de coleta que será montado no Hospital de Clínicas, no campus da UEL. O prazo final para a entrega de armas sem punição foi prorrogado até o dia 23 de junho. Em Londrina, as Polícias Civil e Federal receberam cerca de 3004 mil armas.
A coleta nesta quinta-feira é organizada pelo Comitê de Desarmamento de Londrina, formado por representantes das polícias, da ONG Londrina Pazeando e agora também conta com a participação das secretarias municipais de Saúde, Educação e da Mulher.
Na quinta-feira, serão divulgados dados sobre o número de vítimas da violência e o total de recursos públicos gastos no atendimento. O levantamento está sendo feito com base no atendimento prestado no Hospital Universitário (HU).
Depois dessa coleta, a Polícia Federal irá instalar um posto na Zona Norte, no início de março. Um terceiro ponto deve ser montado em Cambé, onde estão ocorrendo diversos homicídios.
Efeito
Até a semana passada, na Polícia Federal de Londrina tinham sido entregues 3.006 armas. Na Polícia Civil, o total recolhido é de 7 mil. No Estado, as duas polícias conseguiram recolher cerca de 30 mil armas. No Brasil, são quase 300 mil entregues à polícia.
Em uma pequena pesquisa feita pela ONG Londrina Pazeando, com 35 pessoas que entregaram armas na Cidade no ano passado, 71,4% disseram que entregaram a arma para evitar que caísse em mãos erradas. O mesmo percentual disse que foi motivado a fazer isso em função da campanha do desarmamento.
“Essa amostra de pesquisa já indica como a campanha atuou de forma positiva. O número de armas entregues pode não ser grande, mas para as famílias que deixaram de perder uma pessoa vítima de arma de fogo isso é muito importante. O que mais queremos com a campanha é formar uma cultura pela paz”, afirmou o coordenador da ONG, Luiz Galhardi.
O delegado-chefe da Polícia Federal, Sandro Viana dos Santos, também observou a importância da Campanha de Desarmamento. “Mais importante que a coleta é a consciência da não violência e pela paz”, disse. Ele lembrou que o tema escolhido para a Campanha da Fraternidade deste ano, “Solidariedade e paz – felizes os que promovem a paz”, veio colaborar com o trabalho em defesa do desarmamento.
Para o delegado-chefe da Polícia Civil, Jurandir André Gonçalves, parte da redução dos homicídios ocorridos no ano passado se deve à Campanha do Desarmamento. “A outra parte para a redução se deve à responsabilização dos autores do crime”, disse. Até 2003, os homicídios cresceram constantemente, chegando a 191. Em 2004, foram 173 (exceto as mortes de latrocínio).
Para ajudar nessa segunda etapa da campanha, cerca de 400 profissionais das secretarias de Saúde, Educação e da Mulher passarão por um treinamento para disseminar informações sobre como deve ser feita e qual a importância da entrega das armas.
Além do recolhimento de armas, o Comitê de Desarmamento de Londrina trabalha agora para informar a sociedade o referendo que deve acontecer em outubro para decidir se a comercialização de armas no Brasil será proibida ou não.
Stella Meneghel
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em 18/fev/2005
Alan Maschio Reportagem Local

HU gasta R$ 1 milhão por ano com baleados
Números foram divulgados pelo Comitê pelo Desarmamento, que quer ampliar campanha para reduzir violência com mais rapidez

No ano passado, o Hospital Universitário recebeu 154 pessoas para tratamento de ferimentos a bala
A Secretaria Estadual de Saúde tem custos anuais médios de quase R$ 1 milhão com o tratamento de pessoas baleadas que recebem atendimento no Hospital Universitário (HU) de Londrina. Os números foram divulgados ontem pela superintendência do HU em um evento realizado no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para a entrega voluntária de armas. Os dados são uma das principais justificativas usadas pelo Comitê pelo Desarmamento para a prorrogação da campanha, estendida agora até o dia 23 de junho.
Dados levantados pela assessoria de imprensa do HU dão conta de que o hospital recebeu, no ano passado, 154 pessoas para tratamento de ferimentos a bala. ''O Sistema Único de Saúde (SUS) nos repassa R$ 1.056 por paciente recebido, enquanto os gastos com um baleado são de R$ 6,2 mil, em média. A diferença entre estes valores é bancada pelo Estado, com um dinheiro que deveria ser aplicado na melhoria da prestação do serviço'', constatou o superintendente do HU, Francisco Eugênio de Souza.
Desde o início da campanha de desarmamento, a Polícia Federal (PF) de Londrina já recebeu voluntariamente 3.016 armas de fogo, retirando das ruas um arsenal que, na avaliação do delegado-chefe da 10 Subdivisão de Londrina, Jurandir Gonçalves André, é a principal fonte de abastecimento para o crime. A intenção das autoridades, segundo ele, é fazer com que a ação integrada entre o corpo militar, civil e federal das polícias aumente este número de forma a trazer impactos mais significativos na diminuição da violência.
''Comparando a estimativa que tínhamos para o número de homicídios em 2004 e o valor constatado, vimos que ocorreu uma redução de quase 50 ocorrências. A violência diminuiu porque estamos tirando das ruas as armas que são a fonte principal de abastecimento para o crime'', afirmou o delegado. Ainda de acordo com André, em 2004 foram registrados 170 homicídios na cidade, número inferior ao do levantamento realizado pela Folha (183), devido à diferença de critérios utilizada a polícia não conta as vítimas de latrocínios (roubo seguido de morte) e as que morrem depois no hospital. A estimativa da Polícia Civil era que em 2004 seriam registradas 220 ocorrências do gênero.
Para ampliar a atuação da campanha, o comitê deve realizar na próxima segunda-feira, dia 21, uma capacitação para cerca de 400 interessados em colaborar com a campanha. ''Queremos mobilizar a sociedade para a questão do desarmamento. Nossa intenção é instruir formadores de opinião para que a entrega voluntária de armas aumente'', explicou o delegado-chefe da Polícia Federal de Londrina, Sandro Viana dos Santos. Os interessados podem fazer inscrições gratuitas pelo fone (43) 3315-6600.
Com o treinamento, a esperança da Polícia Militar (PM) é de que o número de detenções por porte ilegal de armas também diminua. Segundo o major Altevir Cieslak, do 5º Batalhão da PM de Londrina, pelo menos duas pessoas são presas diariamente com armas ilegais. ''Em janeiro registramos 69 flagrantes deste tipo. É um número muito alto e que esperamos reduzir com a ampliação da campanha'', disse.
O próximo passo do programa será a integração do País na elaboração de um protoloco mundial pelo desarmamento, o que, segundo o coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luiz Cláudio Galhardi, está sendo realizada pela Organização Não Governamental Sou da Paz. ''Temos que discutir questões como o contrabando e a venda de armas para países pobres. Assim eliminamos mais uma fonte de fornecimento para o crime'', disse.
A Secretaria Estadual de Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que o HU recebe do SUS R$ 1,6 milhão para atendimento geral dos pacientes. Declarou ainda que o custo dos baleados varia de acordo com a estrutura de cada hospital e é assunto referente à administração de cada instituição.(Colaborou Fernando Rocha Faro)
Alan Maschio
Reportagem Local
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em 22/fev/05 Jacira Werle
Reportagem Local

Comitê forma agentes para o desarmamento

Projeto busca multiplicadores da campanha divulgando a idéia de que as pessoas têm como contribuir para a contrução da paz

Armas entregues na campanha do desarmamento são destruídas: mais de 293 mil já foram recebidas em todo o País

A cada quinze minutos uma pessoa é assassinada com arma de fogo no Brasil. Esse foi um dos dados apresentados ontem pela coordenadora do projeto Rede de Desarmamento do Instituto Sou da Paz, Beatriz Cruz, para uma platéia de funcionários municipais e profissionais da área de segurança.
O objetivo da palestra foi formar multiplicadores para a campanha do desarmamento. Ou seja, divulgar a idéia do desarmamento, e que as pessoas podem ser agentes da construção da paz. Cerca de 250 pessoas entre fucionários das secretarias de Educação, da Mulher e da Saúde, além de policiais militares, civis e federais estavam na platéia.
Entre os presentes, relatos de pessoas que tiveram problemas de violência com arma de fogo, mas que trabalham contra essa situação. Um professor, que não quis se identificar, contou que durante assalto um parente foi atingido por três tiros. Quando essa fato aconteceu, lembra o professor, as armas de brinquedo de seus filhos foram destruídas. ''Tenho medo da violência. Faço a minha parte mas bem baixinho'', descreve, completanto que mesmo tendo sofrido com a violência, não deixa de lutar contra ela.
Para Beatriz Cruz, desarmar a sociedade é o primeiro passo para diminuir os índices de violência. ''Você tira aquela arma que está à mão e é utilizada por motivos fúteis. Evitamos ainda que armamento legalizado caia mas mãos de bandidos'', argumenta. Ela reforça que onze mil armas ilegais são roubadas todos os anos em São Paulo.
Segundo dados do Instituto da Paz, a maioria das armas entregues na campanha do desarmamento, em todo o País, eram clandestinas. De acordo com o coordenador da Organização Não-governamental Londrina Pazeando, Luis Cláudio Galhardi, a estimativa é existam seis milhões de armas irregulares no país. Uma pesquisa realizada pela ONG com pessoas que entregaram armas mostrou 71% delas disseram ter medo de que a arma caísse em mãos erradas.
A campanha do desarmamento começou em julho de 2004. Até fevereiro deste ano, 293.631 armas foram entregues em todo país, segundo dados da Polícia Federal. A meta inicial era que fossem recolhidas 80 mil unidades. Em Londrina, 3.023 unidades foram tiradas de circulação.
Para o delegado chefe da Polícia Federal de Londrina, Sandro Roberto Vianna dos Santos, a tendência é que o número de armas entregues diminua. Quem participa da campanha recebe uma indenização que varia de R$ 100 a R$ 300, dependendo da arma. Não há necessidade de explicar a procedência. A entrega deve ser feita na sede da Polícia Federal, Rua Tietê, 1450, Vila Nova.
Jacira Werle
Reportagem Local
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em 22/fev/05
Glória Galembeck

SOU DA PAZ
Lideranças são orientadas sobre desarmamento
Objetivo é formar multiplicadores para aumentar entrega de armas


Diretores de escola, agentes de saúde, representantes de organizações não-governamentais (ONGs) e voluntários participaram ontem de treinamento para atuarem como multiplicadores na campanha do desarmamento. A atividade foi coordenada pelo Instituto Sou da Paz, de São Paulo, e teve a participação do delegado-chefe da Polícia Federal (PF), Sandro Viana, e do delegado-chefe da Polícia Civil, Jurandir Gonçalves André, além de policiais militares.
De acordo com a coordenadora do projeto Rede pelo Desarmamento, Beatriz Silva Cruz, o propósito deste evento é que as pessoas envolvidas transmitam informações sobre a campanha do desarmamento e divulguem os lugares em que a entrega de armas de fogo pode ser feita.
A coordenadora usou uma metáfora para explicar a importância da retirada de armas de circulação. “É como prevenir a dengue: para eliminar a doença, é preciso eliminar o vetor, que é o mosquito. Com as armas é a mesma coisa, existe a conscientização das pessoas pela não violência, mas é preciso desarmar a população”, observou.
Estatuto
O Estatuto do Desarmamento, que regulamenta a posse de armas de fogo no País, existe desde o final de 2003, e foi regulamentado em junho do ano passado. Desde então, portar arma de fogo fora de casa, mesmo que tenha registro, é crime inafiançável. A campanha pelo desarmamento veio em seguida e, para cada arma entregue, o proprietário recebe entre R$ 100 e R$ 300. Foram entregues no Brasil mais de 297 mil armas.
Segundo dados do instituto, existem 5,5 milhões de armas legais no Brasil. Entretanto, as estimativas do número total de armas em circulação vão de 8 milhões a 20 milhões. Mais da metade dos homicídios praticados no País (68,7%) foi provocada por arma de fogo.
Em sua palestra, Beatriz deu um exemplo do papel que o multiplicador pode ter no processo de desarmamento da população. Segundo levantamento realizado nos municípios de Diadema, Embú e Santana do Parnaíba (todos em São Paulo), 34,5% das armas recolhidas nessas cidades foram entregues por mulheres – 53,7% eram homens -, número considerado elevado. “Já recebi muitas ligações de mulheres que pedem orientação sobre como fazer para que seus maridos entreguem a arma, é surpreendente e muito positivo”, afirmou.
Segundo levantamento do Instituto Sou da Paz, a maioria das pessoas (75%) que entregaram seus revólveres, pistolas, fuzis, espingardas e garruchas foi motivada pelo receio de que a arma “caísse em mãos erradas”. O medo de provocar acidentes motivou e entrega em 42,5% dos casos.
Na avaliação do delegado Jurandir André, o trabalho como multiplicador não oferece risco às pessoas que desempenharem a função. “Não vai se envolver e nem entregar a arma. O multiplicador vai contribuir para a campanha, explicar como se faz a entrega”, afirmou. Denúncias anônimas sobre posse ilegal de arma podem ser feitas pelos telefones 197 e 181.
Londrina
A campanha do desarmamento na Cidade arrecadou, em menos de um ano, 3.024 unidades até a tarde ontem. As armas podem ser entregues na Polícia Civil, que recebe entre 3 e 4 armas por dia, e na Polícia Federal, onde chegam em média 3 unidades diariamente. O delegado Sandro Viana orienta que as entregas sejam feitas diretamente na Polícia Federal porque as armas remetidas para a Polícia Civil passam obrigatoriamente por lá.
Para transportar a arma até o local de entrega é necessário solicitar uma autorização junto à PF ou, segundo Viana, embalar o instrumento de modo a descaracterizar a intenção de usá-lo.
Glória Galembeck
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04/março/2005
Fernando Araújo 

SEM ARMAS - Entrega de armas e munições poderá ser feita até junho, quando termina a campanha.
Desarmamento terá novo dia "D" a primeira coleta será realizada na Zona Norte.

O Comitê Londrinense de Desarmamento irá realizar no próximo dia 9 de abril  mais um dia de união de esforços para o recolhimento de armas entre a população. A estratégia é realizar diversas concentrações desse tipo em todas as regiões da Cidade entre os dias 9 de março e 23 de junho. A campanha conta com o apoio das Polícias Militar, Civil e Federal, além de Organizações Não-Governamentais (Ongs) e lideranças de bairros.
A Zona Norte será o primeiro local onde ocorrerá a campanha. O Centro Cultural, na Avenida Saul Elkind, será o ponto de concentração, onde um ônibus da Polícia Militar ficará estacionado para receber as armas. O delegado da Polícia Federal, Sandro Viana dos Santos, disse que os agentes também poderão ir até a casa das pessoas que quiserem entregar armas e não tiverem meios de se deslocar até o local de entrega.
A campanha de arrecadação aproveita o prazo estipulado pelo governo federal para que sejam entregues armas com o pagamento de R$ 100 a R$ 300 por arma. Quem possui armas em situação irregular pode fazer a entrega sem a necessidade de provar a procedência ou qualquer tipo de investigação. Depois desse prazo, um cidadão portando arma, mesmo em casa, pode ser preso e responder processo por posse ilegal.
O membro da ONG Londrina Pazeando, Luis Cláudio Galhardi, também lembrou que serão feitas campanhas de conscientização até junho, quando termina o prazo de entrega. Também estão programados treinamentos com membros da comunidade para que sejam agentes multiplicadores de informações sobre o perigo das armas. O primeiro treinamento aconteceu ontem, na Escola Municipal Moacir Teixeira, no Conjunto Maria Cecília (Zona Norte).
A tese de desarmar a população é defendida pelo delegado-chefe da Polícia Civil, Jurandir Gonçalves André. Ele lembrou que a maioria das armas apreendidas com marginais são revólveres e pistolas obtidas em roubos a residências. “O cara entra para levar o aparelho de som e leva a arma também. Depois vende para outro bandido ou utiliza em um homicídio”, lembrou.
No ano passado, segundo dados da PF, foram recolhidas mais de 3 mil armas e realizadas diversas campanhas, além de um Dia D de Desarmamento em várias regiões da Cidade. Em 2005, desde o início da campanha, em janeiro, a polícia recebeu pouco mais de 150 armas.
Fernando Araújo

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04/março/2005
Andréa Lombardo Equipe da Folha 

Menino de oito anos mata irmã de seis
Crianças estavam sozinhas em casa, no município de Teixeira Soares; segundo polícia, garoto usou espingarda do pai
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Curitiba A segunda tragédia, em uma semana, envolvendo o manuseio de armas de fogo por crianças, aconteceu no final da tarde de quarta-feira, na localidade de Alto da Pedra, município de Teixeira Soares (50 km ao sul de Ponta Grossa). L.A.S., de 6 anos, morreu após ser atingida no olho por um disparo de espingarda calibre 36, que era manuseada por seu irmão, D.P.S., de 8 anos.
O investigador da Polícia Civil de Teixeira Soares, Auyldo Skubisz, contou que os pais estavam colhendo fumo, na lavoura que fica próxima da casa, enquanto as crianças brincavam em um dos quartos. O menino acabou encontrando a espingarda que o pai, o agricultor A.S., guardava em casa, e acabou disparando a arma. A menina foi levada a um hospital de Irati (135 km ao norte de União da Vitória) e de lá transferida para Guarapuava, mas não resistiu ao ferimento.
Segundo Skubisz, as cirscuntâncias em que o acidente aconteceu ainda estão sendo investigadas. O pai, abalado, ainda não prestou depoimento, mas pode ser responsabilizado por homicídio culposo (quando não há intenção do resultado), de acordo com o que apontarem as investigações. A pena para este crime é de até 3 anos de prisão.
No dia 23 de fevereiro, um adolescente de 16 anos matou acidentalmente o irmão de oito com um tiro de revólver calibre 38 na cabeça. O menino tentou se defender e colocou a mão na frente da cabeça. A mão acabou sendo perfurada. Os dois irmãos estavam sozinhos no quarto que dividiam na Vila Icaraí, no bairro do Uberaba, periferia de Curitiba.
Para evitar acidentes como esses e tentar diminuir a violência, foi instituído no País o Estatuto do Desarmamento que, entre outras coisas, prevê o pagamento de indenizações para as pessoas que se desfizerem de suas armas.

Andréa Lombardo
Equipe da Folha
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 Jacira Werle
Reportagem Local em 31/março/200
Zona Norte terá posto de coleta de armas

foto:Eduardo Anizelli  img_foto2298
 
Reunião ontem na sede da Polícia Federal: comitê quer manter acesa a idéia de não-violência

Uma reunião na sede da Polícia Federal (PF), ontem à tarde, definiu os detalhes para a funcionamento do posto para recolhimento de armas na Zona Norte de Londrina. O posto irá funcionar no dia 9 de abril, entre 14 e 18 horas, no Centro Cultural da Saul Elkind, 790. Segundo o Comitê de Desarmamento de Londrina, o evento servirá para manter acesa a idéia de não-violência.
A Campanha do Desarmamento teve início em julho do ano passado. Em Londrina foram entregues 3.302 armas, até ontem, segundo dados da PF. Esse volume corresponde a 23% do que foi recolhido em todo o Paraná.
No Estado, já formam arrecadadas 14.117 armas. Em todo o Brasil, 317 mil. A meta inicial da PF era que fossem recolhidas 80 mil unidades. A estimativa é de existam 20 milhões de armas irregulares no País, informa o coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luis Cláudio Galhardi.
O delegado chefe da PF de Londrina, Sandro Vianna dos Santos, explica que além da Zona Norte, outras regiões terão postos de coleta de armamentos antes que a campanha nacional seja encerrada. O comitê ainda não definiu onde será instalado o próximo posto.
A data para o término da campanha é 23 de julho. Para entregar uma arma as pessoas não precisam identificar a procedência dela e ainda recebem uma indenização que varia de R$ 100 a R$ 300, de acordo com o tipo de arma. Além dos posto de coleta, as pessoas podem ir até a sede da Polícia Federal (Rua Tietê, 1450, Vila Nova) para deixarem as armas. No dia 11 de dezembro do ano passado o comitê organizou quatro pontos de coleta, um em cada zona da cidade. ''Na época foram recolhidas 74 unidades em um dia. Agora o volume de entregas é menor e a intenção é manter a idéia da não violência'', analisa Santos.
O delegado-chefe da 10Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, compara que antes da campanha a maioria dos homicídios estava ligada ao uso de armas de fogo. Agora, afirma, muitos crimes estariam sendo cometidos com outros tipos de armas, como pedaços de paus e foices. ''Podemos pensar que existe algum tipo de ligação entre o número menor de armas de fogo circulando e a forma como alguns crimes vem sendo praticados'', argumenta.
Jacira Werle
Reportagem Local

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Reportagem em 31/março/2005
por  Stella Meneghel

SEGURANÇA
Comitê de desarmamento prepara nova mobilização
Atividade será realizada no próximo dia 9 na Zona Norte

Uma nova mobilização pela entrega de armas acontecerá em Londrina no próximo dia 9, a partir das 14 horas. O posto de coleta funcionará no Centro Cultural dos Cinco Conjuntos, na Avenida Saul Elkind (Zona Norte). Na ocasião, a comunidade também será esclarecida sobre o plebiscito referente a permissão ou proibição da venda de armas no país. A votação é facultativa e acontece no dia 2 de outubro.
A atividade está sendo organizado pelo Comitê Londrinense sobre o Desarmamento, que engloba as entidades policiais, secretarias municipais, a ONG Londrina Pazeando e outras entidades da sociedade civil. “A campanha do desarmamento foi prorrogada e estamos aproveitando para fazer uma coleta por mês de forma a chamar a atenção da sociedade e de conscientizar sobre a importância do desarmamento e do plebiscito”, afirmou o coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luiz Galhardi.
A partir do dia 23 de junho, quem for pego com uma arma será preso e o crime é inafiançável. Pelo Estatuto do Desarmamento, apenas um grupo pequeno de pessoas (policiais por exemplo) poderá ter porte de arma. O cidadão comum fica impedido. Outro ponto do estatuto é o que proíbe a comercialização de armas no território nacional. Para esse artigo entrar em vigor é necessário que a idéia seja referendada em um plebiscito. Atualmente, o Congresso Nacional está votando como será o texto da cédula de votação. O plebiscito será organizado pelo Ministério da Justiça.
Custo
A última coleta de armas ocorrida em Londrina foi em fevereiro, no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Na oportunidade, o Hospital Universitário divulgou que foram gastos quase R$ 1 milhão no atendimento de pessoas atingidas por armas de fogo.
Para complementar a coleta de armas no próximo dia 9 de abril, haverá uma blitz educativa percorrendo a Zona Norte no dia 8 e no dia 9. Na ocasião, policiais militares irão parar os veículos para verificar a documentação e outros aspectos. Enquanto isso, representantes do Comitê Londrinense sobre o Desarmamento abordarão os motoristas e passarão informações sobre o desarmamento. Nesses dois dias também haverá um carro de som percorrendo os bairros da região informando sobre a coleta de armas.
O que os integrantes do comitê ressaltam é que a entrega de armas não pode ser feita apenas no dia que se organiza um posto de coleta. Ela pode ser feita na Polícia Civil ou na Polícia Federal e a pessoa recebe uma indenização. Até ontem, foram entregues 3.302 armas em Londrina, o que representa 23,4% das 14.117 armas coletadas em todo o Paraná. No Brasil, são cerca de 317 mil entregues. “É um número pequeno perto das 20 milhões de armas que se estima haver no país. Mas o importante da campanha é a conscientização em busca da paz”, afirmou Galhardi.
Stella Meneghel

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http://www.ondarpc.com.br/jornaldelondrina
19/OUT/2005 Stella Meneghel
REFERENDO
Morte por armas apresenta redução
Resultado é observado desde o ano passado, quando entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento.

REFERENDO - Resultado é observado desde o ano passado, quando entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento

Morte por armas apresenta redução
Morte por armas apresenta redução
Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde aponta que a média mensal de homicídios provocados por armas de fogo vem apresentando redução desde o ano passado. Em 2003, a média foi de 13,5 mortes por disparos por mês; em 2004, de 12,7; e neste ano (dados até agosto) está em 10,7. No ano passado, entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento.
Esses números mostram uma reversão na tendência de crescimento dos homicídios por arma de fogo que vinha se desenhando desde 2000, quando a média mensal de mortes foi de 3,9 (veja gráfico ao lado).
A proporção do uso de armas de fogo nos homicídios também apresentou a mesma evolução. Em 2000, dos 72 homicídios, 47 foram por armas de fogo, o que representa 65,3% do total. Em 2003, houve 184 homicídios, sendo 162 por armas de fogo (88% do total). Em 2004, o número de homicídios se manteve, mas houve redução no uso de armas – 83,2% ou 153 mortes. Neste ano, novamente, a tendência é de queda. Até agosto, foram registrados 108 homicídios, dos quais 86 por arma de fogo (79,6%).
Se a média mensal de homicídios (10,7) se mantiver, 2005 deve terminar com 128 mortes. Isso irá representar uma redução de 10% no número de homicídios em relação ao ano passado – 15 vítimas a menos.

Reflexo?
Para o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, não é possível afirmar que a redução seja exclusivamente reflexo do vigor do Estatuto do Desarmamento, que desde de 23 de dezembro de 2003 proíbe o cidadão comum de andar armado (porte) e determina punições mais rígidas, como tornar inafiançável o porte de armas ilegais.
“Acredito que houve um aperfeiçoamento da ação policial, com repressão maior ao tráfico, que gera muitas mortes. Mas sem dúvida é possível dizer que a redução de armas diminuiu a criminalidade e, consequentemente, as mortes. Principalmente, aquelas ligadas a conflitos pessoais, como brigas do tráfico, brigas entre familiares, vizinhos, no trânsito. Creio que a diminuição de armas pode ter pesado (para a redução das mortes por disparos)”, afirmou Fernandes. “Essa é a causa que mais gera anos perdidos”, completou o secretário.
Os homicídios do ano passado, entre o sexo masculino, “roubaram” 5.340 anos potenciais de vida – tempo em que as vítimas poderiam ter vivido de acordo com a idade média de vida do londrinense. Em segundo lugar, vêm os acidentes de trânsito, que tiraram dos londrinenses 2.837 anos potenciais de vida (quase metade dos anos perdidos por homicídio), seguido do infarto do miocárdio (1.025 anos).
Apesar da redução de mortes por arma de fogo, para o secretário homicídio, no Brasil, é uma epidemia. “Os índices mostram que o Brasil é campeão em mortes por armas de fogo e Londrina também enfrenta esse problema. Vivemos uma epidemia de grandes proporções e a população não se dá conta disso. Acredito que se as armas diminuírem, muitas mortes serão evitadas”, opinou Fernandes.
Ele reconhece, no entanto, que a proibição da venda de armas e munições não é a única forma de resolver a violência. “A violência está ligada a vários fatores, como concentração de renda, desemprego, educação e assistência social. Mas outro fator é a cultura da violência, que precisa ser combatida em todos os espaços”, argumentou.
Neste domingo, os eleitores terão de decidir se o comércio de armas de fogo e de munição deve ser proibido no Brasil. Se a maioria dos eleitores votar sim no referendo, o cidadão comum não poderá mais comprar esses artigos, mesmo aquele que já tenha o registro da Polícia Federal para ter uma arma em casa ou no trabalho (não poderá comprar munição nem outra arma). Se o resultado for não, a legislação permanece como está no Estatuto do Desarmamento.
Stella Meneghel
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24/outubro/2005 VÁRIAS MAÉRIAS)

  1. REFERENDO - ‘Não’ tem vitória esmagadora no País
  2. Em Londrina, 8 urnas foram substituídas
  3. Mesários reclamam da alimentação
  4. Abstenções e justificativas marcam referendo
  5. REFERENDO - Cidades ficam limpas e silenciosas sem panfletagem
  6. Paranaenses dizem ‘não’ ao desarmamento
  7. Colecionador de armas, Requião vota ‘não’
  8. Paranaenses dizem ‘não’ ao desarmamento

Curitiba- Os paranaenses disseram não ao fim da comercialização de armas de fogo e munição no Brasil. Com 73,15% dos votos, a opção 'não' ganhou em todas as cidades do Estado, enquanto 26,85% votaram no ''sim''. A apuração teve clima tranquilo e com poucas pessoas no saguão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) muito diferente das eleições convencionais. Às 22 horas os votos de 99,9% das urnas já estavam contabilizados. Curitiba foi a primeira capital do País a ter seus votos totalizados.
Dos 6,94 milhões de eleitores paranaesnes, 3,95 milhões votaram ''não'' e 1,45 milhão votaram ''sim''. O índice de abstenção no Paraná foi de 19,5% dentro da média, segundo o TRE. Já o número de votos brancos e nulos foi pouco mais de 136 mil. Em Curitiba, onde o ''não'' ganhou com 73,1% dos votos, o índice de abstenção foi de 17,8%, também considerado normal pelo TRE. Já os eleitores que anularam ou votaram em branco somou 25,7 mil na Capital. Em Londrina, onde 69,34% dos eleitores decidiram pelo ''não'' e 30,66 pelo ''sim'', houve um índice de 19,32% de abstenção e pouco mais de 8 mil votos brancos ou nulos.
Um dos principais defensores do ''não'' no Paraná, o deputado federal Abelardo Lupion (PFL-PR), afirmou ontem que o resultado do referendo é um recado da população para que o governo federal melhore a segurança pública no País. ''A partir de agora vamos ser pró-ativos e vamos apresentar projetos que obriguem o governo federal a melhorar a segurança pública, como estipular um percentual mínimo de aplicação do orçamento na área. Precisamos melhorar a polícia, resolver a questão prisional e não desarmar a população'', afirmou. Lupion foi uma das lideranças do Paraná na Frente Parlamentar pelo Direito à Legítima Defesa.
Já o deputado estadual Ratinho Júnior (PPS), defensor do ''sim'', lamentou o resultado porque a população, segundo ele, ''perdeu uma oportunidade de mostrar para o mundo que quer paz, o que é ruim para a imagem do País.'' ''A idéia era diminuir o número de mortes por crimes banais. Mas vamos continuar buscando soluções para a segurança pública'', afirmou.
O presidente da ONG Londrina Pazeando, que participou da campanha pelo ''sim'', Luis Cláudio Galhardi, apesar da derrota, viu com otimismo o resultado. ''Muitas pessoas não diziam que iam comprar armas, mas estavam preocupadas em perder um direito. A discussão foi importante e abre portas para outros referendos'', afirmou.
Anndréa Bordinhão
Equipe da Folha

Em Londrina, 8 urnas foram substituídas
A votação transcorreu de forma tranquila durante todo o dia em Londrina. Não houve nenhum registro de boca-de-urna ou de prisão registrado pela Polícia Militar. Quanto as urnas eletrônicas, apenas oito apresentaram problemas técnicos e tiveram que ser substituídas. Ao todo, foram usadas 927 urnas em Londrina e 26 em Tamarana.
Segundo Antonio Carlos Inácio, técnico do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) responsável pelas urnas eletrônicas em Londrina, entre as urnas que apresentaram defeitos, três estavam na 41 Zona Eleitoral, duas na 146, uma na 42, uma na 191 e outra na 157 Zona Eleitoral.
De acordo com o técnico, os problemas nas urnas não interferem nos registros dos votos realizados antes da dificuldade ter sido identificada. ''Toda urna possui dois locais onde são gravadas simultaneamente as informações, um interno e outro externo. Quando ocorre algum problema, retiramos a 'flash' externa e colocamos na outra urna, que passa a assumir os registros que estavam na urna com defeito'', comentou.
O tenente Ricardo Eguedis, do 5º Batalhão da Polícia Militar, disse que durante o período da manhã foram registradas sete denúncias sobre estabelecimentos que estariam comercializando bebidas alcoólicas. Mas, segundo ele, as denúncias não foram confirmadas. ''Alguns supermercados mantiveram as bebidas nas prateleiras mas não estavam deixando passar pelo caixa. Além disso, não tivemos mais nenhum tipo de ocorrência'', disse.
Fernanda Borges
Reportagem Local

Mesários reclamam da alimentação
Curitiba - Na Capital foram registrados casos pitorescos ontem. Mesários convocados para trabalhar em um colégio no centro da cidade protestaram contra o kit de alimentação fornecido pela Justiça Eleitoral.
O kit, composto de doces, biscoitos, torradas e sucos, não agradou a esse grupo. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o kit fornecido pela primeira vez foi a alternativa aos tickets para alimentação que eram fornecidos até a eleição passada, em outubro de 2004.
Mesários reclamavam que o ticket não ajudava porque muitos restaurantes não o aceitavam ou estavam fechadas no domingo de referendo. Portanto, o kit, segundo o TRE, foi uma forma de garantir que os mesários não ficassem sem comer.
Também em Curitiba houve falta de mesários, e um homem convocado às pressas em uma seção eleitoral teria simplesmente ignorado a convocação e fugido de moto.
Muitos curitibanos deixaram para votar na última hora, mesmo assim o referendo foi tranquilo. No sábado, não havia clima de véspera de votação na cidade. Nos parques, nos bares, nas calçadas, os assuntos eram outros. Apenas a Boca Maldita, no centro da cidade, tradicional ponto de discussões políticas, não deixava o clima de eleição passar em branco. O tema nos cafés era o referendo.(M.D.)
Maria Duarte
Equipe da Folha

Abstenções e justificativas marcam referendo

A julgar pelo comparecimento às urnas ontem em Londrina, as frentes parlamentares tentaram mas não conseguiram convencer os eleitores da importância do referendo popular sobre a continuidade ou não da comercialização de armas e munição no País. Tanto os mesários quanto a coordenação geral da votação no município já previam que cerca de 20% dos eleitores não teriam opinado sobre a pergunta. Às 21h45, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o percentual de abstenção no Paraná era de 19,55%, com 99,9% da urnas apuradas, enquanto em todo Brasil chegava a 21,38%, com 92% da apuração. Em Londrina, o número alto de justificativas exigiu reposição do formulário em algumas seções. Quem não votou ou justificou tem o prazo de 60 dias para dar satisfação à Justiça Eleitoral.
Antes da totalização dos votos, centralizada em Curitiba, o coordenador do Fórum Eleitoral em Londrina e titular da 41 zona eleitoral, juiz Jurandir Reis Júnior, já adiantava que era esperado um número recorde de abstenções e justificativas, podendo superar o registrado na última eleição. De acordo com o juiz, o comparecimento no referendo deveria ficar em torno de 80%, bem parecido ao que aconteceu no segundo turno do pleito para prefeito, em outubro do ano passado, quando 21% dos eleitores se abstiveram de votar. Ele também destacou que muitos eleitores procuraram os 136 locais de votação em Londrina e Tamarana para justificar a ausência. ''Em algumas seções, o número de impresso não foi suficiente e tivemos que fazer novas remessas'', apontou.
Reis Júnior comentou que o baixo comparecimento poderia significar que os 328.625 eleitores locais não foram suficientemente informados sobre a importância de darem sua opinião. ''Acredito que as frentes parlamentares não conseguiram estimular que o eleitor comparecesse para exercer seu voto no referendo'', analisou.
Nos locais de votação, a tranquilidade aparente durante todo o dia já revelava aos mesários que o comparecimento dos eleitores seria menor este ano. Há mais de 15 anos trabalhando em eleições, o secretário de prédio na Escola Municipal Carlos Kraemer (Zona Oeste), Adriano Maricato Ramos, confirmou que as abstenções e a procura pelo formulário de justificativa chamaram atenção. ''Acho que a justificativa é consequência das abstenções porque tem pessoal de fora na cidade'', disse. Na mesma região, no Colégio Estadual Ana Molina Garcia, o secretário de prédio Adriano de Brito Faria observou tendência semelhante. ''Até mesmo eleitor de Londrina que vota em outra região da cidade nos procurou para justificar o voto'', revelou.
É bom lembrar que a Justiça Eleitoral dá um segunda chance somente aos eleitores que não votaram por motivos de trabalho, problemas de saúde ou que estavam fora do País. Estes terão os próximos 60 dias para regularizarem a situação junto aos cartórios eleitorais onde estão registrados. Aqueles que não se encaixarem nas ressalvas acima estarão sujeitos ao pagamento de multa.
Luciano Augusto
Reportagem Local
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