COMITÊ
DESARMAMENTO

Londrina cria em 29/nov/2004 o
"Comitê Londrinense para o desarmamento"
Caravana do desarmamanto e pela paz 2008 em Londrina
26/27/28 de maio 2008 4º Encontro da Rede Desarma Brasil
13 de JULHO/2006 ATO PELA PAZ/2006
3°Encontro Nacional de Comitês para Desarmamento 23/mar/2006
2°Encontro Nacional de Comitês para Desarmamento 21/nov/2005
Caminhada pelo SIM 08/out
APRESENTAÇÕES DA CAMPANHA(Palestras)
PERFIL DE QUEM ENTREGOU ARMA em Londrina jan/05
Imprima o cartaz e divulgue -20/agosto/05
Imprima o cartaz e divulgue -18/junho/05
Imprima o cartaz e divulgue -14/maio/05
Imprima o cartaz e divulgue pequeno-14/maio/05
Imprima o cartaz e divulgue -09/abril/05
Imprima o cartaz pequeno 09/abril/05
Imprima o cartaz e divulgue nov/04

www.desarme.org
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São 4 os pontos de entrega das ARMAS EM LONDRINA no dia 11/dez/04 SÁBADO das 12 ás 18 horas:
1- Região Norte: Centro Cultural da Zona Norte
Av Saul Elkind nº 790 fone - 3329-0316
2- Região Sul: Igreja Católica do Km 9 comunidade Nossa Senhora Aparecida
Av Guilherme de Almeida nº (ao lado da escola osvaldo cruz)
Contato com Padre Sebastião/Flávio 3341-4842
3-Região Leste: Rua dos Marmelos 255 Jd Interlagos
Centro Comunitário
Contato Sr Camilo 3337-3374
4-Região Oeste: Rua José Morale 325 CAIC zona oeste
Contato com Wilson 3375-0165
ALÉM DA POLÍCIA FEDERAL: Rua Tiete 1450 fone 3315-6600
Veja os passos do Comitê Londrinense para o desarmamento:
Em reunião neste dia (22/nov/2004) na sede da Polícia Federal, com o intuito de intensificar até 23/dez a entrega de armas
expontânea, e receber um valor de R$100,00 à R$300, foi criado o : - Comitê Londrinense para o desarmamento.
Participaram da reunião a Polícia Federal, Polícia Militar, a ONG Londrina Pazeando e o Educandário ( USOIL -unidade
social oficial de internação de Londrina).
Fora a rotina já existente na cidade, que hoje consiste em,
pegar na P.F. a guia de entrega e posteriormente realizar a entrega, o
comitê está programando para o dia 11/dezembro -
SÁBADO - estar presente em quatro regiões da cidade
(norte, sul, leste e oeste), afim de receber as armas.
É intenção do comitê mobilizar a comunidade
através da divulgação de informações
sobre a campanha.
Na semana (dia 23,24,25,26 ) membros do comitês se reuniu com
líderes comunitários, igrejas, associações
afim de mobilizar para o dia 11/dez.
Certos de estarmos trabalhando para a construção de uma
cultura de paz e não-violência em nosso município
convidamos a todos a se envolverem.
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Nelson Bortolin 23/nov/04
PELA PAZ - ONG faz parceria com Polícia Federal em campanha nacional
Comitê quer intensificar desarmamento na Cidade
No dia 11 de dezembro será realizada uma grande coleta de armas
“Vamos realizar um grande trabalho com a ONG (Londrina Pazeando) junto às comunidades e na mídia para estimular os cidadãos a entregarem as armas”, afirma o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, Sandro Viana dos Santos. |
Na última sexta-feira, P. de apenas 12 anos, morreu vítima de um tiro na testa. Quem disparou a arma, acidentalmente, foi seu irmão, dois anos mais velho, que havia levado uma arma escondida para casa, a pedido de um colega da escola. A tragédia aconteceu no Jardim Franciscato, na Zona Sul da Cidade, e chocou a comunidade (leia mais nesta página). Para evitar este tipo de ocorrência, autoridades policiais e a ONG Londrina Pazeando criaram ontem o Comitê Londrinense para o Desarmamento e escolheram a tarde de 11 de dezembro (um sábado) para realizar uma grande coleta de armas nas quatro regiões da Cidade. A idéia é aproveitar os últimos dias da campanha de desarmamento deflagrada pelo governo federal. Desde 15 de julho, todo cidadão que entrega uma arma de fogo à PF recebe uma indenização que vai de R$ 100 a R$ 300. Com isso, somente em Londrina a Polícia Federal já recolheu 1.872 unidades. Mas o pagamento pelas armas termina dia 23 de dezembro e, até lá, espera-se tirar das ruas mais 500 armas.
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O presidente da ONG, Luis Cláudio Galhardi, explica que no dia 11 serão estabelecidos quatro pontos de arrecadação na Cidade, um em cada região (Norte, Sul, Leste e Oeste). “Esperamos ter os pontos já definidos na próxima reunião que deve acontecer dia 29”, disse. Ontem, se reuniram na sede da PF, além dos integrantes da Londrina Pazeando, o delegado Santos, o capitão Altivir Cieslak, do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), e o representante do Educandário, Ubirajara de Souza Pastor.
Modelo
A campanha, que já recolheu mais de 157 mil armas em todo o
País, é uma continuidade das ações
realizadas pelo governo federal desde que foi sancionado o Estatuto do
Desarmamento, em dezembro do ano passado. A portaria 364/2004, de 14 de
julho de 2004, teve inspiração na experiência do
Paraná.
No período de 1º de janeiro deste ano até 15 de julho, quando a PF assumiu a coordenação da campanha, o governo do Estado pagou R$ 100 por arma entregue pelos paranaenses. Com isso, segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram arrecadadas 20 mil unidades. Desde que a PF assumiu a tarefa até 5 de novembro, foram mais 7.450.
Pelas contas da Polícia Federal, o Paraná está em 6º no ranking nacional do desarmamento. Mas, se consideradas as armas já entregues no primeiro semestre, o estado passa para a 2ª colocação, perdendo apenas para São Paulo (veja quadro nesta página).
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26/nov/2004
Jacira Werle Reportagem Local
Campanha do desarmamento será reforçada
Comitê criado nesta semana espera arrecadar pelo menos 500 armas. Desde
julho, Polícia Federal recebeu 1.859 unidades

KarinaYamada img_foto1660
O delegado-chefe da PF, Sandro Viana dos Santos, com um dos fuzis de uso exclusivo das Forças Armadas entregues em
Londrina
A campanha para o desarmamento será intensificada em Londrina.
Essa é a inteção do Comitê Londrinense para
o Desarmamento, criado nesta semana. O objetivo é arrecadar pelo
menos 500 armas de fogo. O comitê envolve a
Organização Não Governamental (ONG) Londrina
Pazeando, Polícia Federal (responsável pela recebimento
das armas em Londrina), Polícia Militar e Educandário. No
dia 11 de dezembro, estarão funcionando quatro pontos de coleta
de armas em bairros da cidade.
A Polícia Federal está recebendo armamento desde o dia 15
de julho. Já foram entregues 1.859 armas, entre elas dois fuzis
de uso exclusivo das Forças Armadas, revela o delegado-chefe da
PF, Sandro Viana dos Santos. O delegado esclarece que as pessoas
não precisam declarar a procedência da arma entregue. Por
cada unidade deixada na Polícia Federal a pessoa recebe de R$
100 a R$ 300. A distribuição do dinheiro para quem
entregar armas será feita até o dia 23 de dezembro.
Segundo Santos, ''após serem entregues na polícia as
armas são enviadas para Curitiba, periciadas e
destruídas''.
Para o coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luiz Cláudio
Galhardi, ''não é com armas em casa que vamos resolver o
problema da violência''. Ele exemplifica que pessoas com arma em
casa têm até três vezes mais chances de morrer em
situações de perigo do que uma que não possui. ''
Vamos ter reuniões com as comunidades para mostrar que as
pessoas não devem se armar. Violência só atrai
violência'', acredita. Segundo ele, a ONG vai ir até os
bairros para conversar com a comunidade e pedir que elas optem por se
livrarem das armas.
O comitê esta fazendo reuniões para decidir em quais
bairros os quatro postos da coleta serão instalados. Atualmente
as pessoas podem entregar as armas na sede da Polícia Federal,
Rua Tietê, das 8 às 17 horas.
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ONG - Organização Não-Governamental
Instituto Sou da Paz em Londrina:
No dia 29 de novembro de 2004 a ONG - Organização
Não-Governamental Instituto Sou da Paz) veio a Londrina a
convite da ONG Londrina Pazeando, para assessorar e ajudar o
Comitê Londrinense para o desarmamento.
Com a experiência da organização no processo de
discussão e aprovação do Estatuto do Desarmamento,
bem como da campanha nacional em curso, foi de grande importância
a visita da organização.
Denis Mizne participou da reunião do Comitê Londrinense
para o desarmamento (Polícia Federal, Polícia Militar,
Londrina Pazeando e Educandário, junto com a comunidade
londrinense, lideranças de bairros, lideranças religiosas
e governamentais para juntos discutir detalhes para o dia "D" dia do
desarmamento, em 11/novembro SÁBADO, que contará com 4
pontos mais próximos da comunidade para coleta das armas
(regiões norte, sul, leste e oeste).
Até o dia 23 de nov o governo federal está remunerando um
valor que varia de R$ 100,00 a R$ 300 por arma entregue, sem perguntar
a procedência da arma.
A reunião foi na sede da Polícia Federal (rua Tietê
1450) e foi aberta aqueles que desejem ajudar na campanha.
Estiverão presentes as seguintes instituições:
secretaria municipal de educação, caic zona oeste, igreja
católica,campanha fraternidade 2005, comitê direitos
humanos foz do iguaçu, paróqui nossa senhora
perpétuo socorro, igreja missionária pinel, conselho de
pastores evangélicos de Londrina, cressul -conselho regional de
educação da região sul, educandário
(USOIL), união da sociedades espírtas de Londrina,
polícia militar, polícia civil, londrina pazeando,
instituto sou da paz, imprensa de Londrina.
Veja também..... porque defender o desarmamento no Brasil
na pagina da ONG Sou da Paz... www.soudapaz.org.br
Porque defender o desarmamento
(Estes dados fazem parte da Cartilha pelo Desarmamento, distribuída aos parlamentares no ano 2000)
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(Londrina, 9 de dezembro de 2004)
Comitê mobiliza cidade para entrega de armas no sábado
Prefeitura participa, por meio de secretarias, da divulgação da Campanha do Desarmamento; amanhã, população passa por blitz educativa
Da Redação jornal eletronico da Prefeitura de Londrina
www.home.londrina.pr.gov.br
n.com@sercomtel.com.br
Com o objetivo de mobilizar os cidadãos londrinenses sobre a
importância do desarmamento, a Prefeitura de Londrina participa
amanhã e sábado (dias 10 e 11) de uma blitz educativa e
recolhimento de armas. A blitz ocorre amanhã, a partir das 14h,
no centro da cidade. Já a entrega de armas será no
sábado. De acordo com o primeiro tenente Nelson Villa Junior,
comandante do Policiamento da Região Central e Leste, ainda
não foi definido o local da blitz, mas ele adiantou que
ocorrerá em uma região que não atrapalhe o
trânsito. “A blitz vai contar com o pessoal
voluntário que está envolvido na campanha. Os policiais
estarão fazendo a fiscalização e também
revistando os carros. Mas, com certeza, será na região
central”, disse.
A campanha do desarmamento da cidade de Londrina começou
oficialmente no dia 15 de julho e já conta com uma grande
participação da sociedade, segundo o delegado da
Polícia Federal, Sandro Roberto Viana dos Santos. De acordo com
ele, apesar da entrega oficial ser neste sábado (dia 11), muitas
pessoas já compareceram à delegacia para entregar suas
armas. “Desde o início da campanha, até ontem
(dia 8), já arrecadamos 2.152 armas”, disse ele. A
campanha também tem o apoio da empresa Transportes Coletivos
Grande Londrina e Milenia Agrociências S/A.
O Comitê Londrinense para o Desarmamento, que tem como principal
objetivo mobilizar a comunidade por meio da divulgação de
informações sobre a campanha, foi criado em novembro
deste ano. Entre os órgãos que integram o
comitê participam membros da Polícia Federal,
Polícia Militar, a ONG Londrina Pazeando e a Unidade Social
Oficial de Internação de Londrina (Usoil).
De acordo com Sérgio Canavese, diretor de Serviços
Especiais da Secretaria Municipal de Saúde, a pasta participou
da campanha com a divulgação de materiais sobre o
desarmamento nas 54 unidades básicas de saúde,
maternidade, laboratórios e também nos trabalhos de
internação domiciliar. “Fizemos a
divulgação para chamar a população para a
entrega das armas que ocorre no sábado”, disse. Ainda
segundo Canavese, também foi disponibilizado um veículo,
pela secretaria, que já está circulando em pontos
estratégicos da cidade. “Amanhã vamos circular
nessas regiões das 10h às 16h. O desarmamento é
importante e é um assunto que interessa também à
saúde”, disse.
A Secretaria Municipal de Educação participou da campanha
com a divulgação em todas as escolas da rede municipal e
a Secretaria Municipal da Mulher estará participando durante a
blitz educativa com panfletagens. “A questão do
desarmamento é um assunto que nos interessa, pois a
violência contra a mulher está diretamente ligada a isso.
Este ano houve alguns casos que envolveram armas de fogo e a campanha
vem mobilizar a sociedade para essa importante ação que
é o desarmamento”, disse Sandra Maria Pinheiro de
Freitas Coelho, diretora de Atendimento à Mulher em
Situação de Violência.
Além da sede da Polícia Federal, no sábado a
população poderá levar as armas em quatro pontos
de arrecadação. As entregas poderão ser feitas do
meio-dia às 18h. Os locais são: região norte -
Centro Cultural Lupércio Luppi (avenida Saul Elkind, 790);
região sul - Igreja Católica Nossa Senhora Aparecida
(avenida Guilherme de Almeida, ao lado da escola Osvaldo Cruz);
região leste – Centro Comunitário (rua dos
Marmelos, 255) e região oeste – Caic José
Joffily (rua José Morale, 325).
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Folha de Londrina, 27 de Novembro de 2004
O QUE FOI DITO NO PARANÁ
''Sempre tive vontade de doar, mas faltou oportunidade. Hoje vimos na
TV, na hora do almoço, que estava acontecendo a campanha e
resolvemos vir.'' ..........Maria Lúcia da Silva Guadanhi, dona
de casa em Londrina, ao explicar por que decidiu participar da campanha
de doação de sangue.
''Não é com armas em casa que vamos resolver o problema
da violência.'' .........Luis Cláudio Galhardi,
coordenador da Organização Não Governamental
Londrina Pazeando, ao defender a campanha de desarmamento.
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Folha de Londrina, 30 de Novembro de 2004
Jacira Werle Reportagem Local
Campanha de desarmamento será descentralizada
Karina Yamada / img_foto1897
Armas recebidas em Londrina desde o início da campanha do desarmamento, que foi prorrogada
O Comitê Londrinense para o Desarmamento definiu ontem em
reunião os quatro endereços para a entrega de armas. A
partir do dia 11 de dezembro a população poderá
fazer a entrega dos armamentos no Centro Comunitário do Jardim
Interlagos (zona Leste de Londrina), no Centro Comunitário na
Saul Elkind (zona Norte), na Igreja Católica do Km 9 (bairro
Nossa Senhora Aparecida, zona Sul) e no Caic da zona Oeste. Os locais
irão funcionar para tornar mais fácil o desarmamento,
explica o delegado chefe da Polícia Federal (PF) de Londrina,
Sandro Viana dos Santos. Atualmente, as armas só podem ser
entregues na sede da PF, que já arrecadou cerca de duas mil
unidades desde o dia 15 de julho. Com a descentralização
da Campanha do Desarmamento na cidade, a PF espera recolher mais 500.
Viana dos Santos ressalta que a Campanha de Desarmamento seria
encerrada no dia 23 de dezembro mas foi prorrogada por mais seis meses.
Para cada arma entregue, a pessoa recebe uma indenização
que varia de R$ 100 a R$ 300. O delegado acredita que '' é
hipocrisia dizer que bandido vai entregar armas para nós''.
Segundo ele, a maioria das pessoas não sabe o manuseio correto e
acaba levando a pior em uma situação de troca de tiros
com bandidos. Após a entrega, todas as armas são
destruídas.
O capitão da Polícia Militar (PM), Altimir Cieslak,
reforça que 85% das armas apreendidas pela PM entraram
legalmente em circulação. ''As amas são legais,
mas acabam chegando até os marginais por assaltos ou outras
formas'', argumenta. Segundo ele, neste ano 600 armas formam
apreendidas em Londrina.
Além de representantes da PF, PM, Ong Londrina Pazeando e
Educandário, entidades que integram o Comitê para o
Desarmamento, participaram da reunião o diretor executivo da Ong
Sou da Paz, Dênis Mizne, e integrantes da sociedade civil.
A Ong Sou da Paz surgiu no Rio de Janeiro e foi o primeiro grupo a
fazer uma mobilização em favor do desarmamento. ''A
idéia surgiu dentro do curso de direito da Universidade de
São Paulo quando nós começamos a lutar contra a
violência, em 1997. Já naquela data arrecadamos armas'',
lembra Mizne. Depois desse episódio o grupo cresceu e ganhou
força com a criação da Organização
Não Governamental Sou da Paz, em 1999.
Mizne menciona a aprovação do Estatuto do Desarmamento, a
Campanha do Desarmamento e a realização de um referendo
que decidirá se a comercialização de armas
será permitida ou não, como exemplos de vitórias
alcançadas com ajuda da Ong. ''Setenta por cento das pessoas
assassinadas no Brasil morrem vítimas de arma de fogo'',
argumenta. Segundo ele, graças à campanha, índices
menores de homicídio podem ser esperados para o futuro. Hoje
exemplo para outros movimentos, integrantes da Sou da Paz viajam pelo
país relatando as experiências do grupo.
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Folha de Londrina, 10 de Dezembro de 2004
Reportagem Local
Campanha promove dia ''D'' do desarmamento
Amanhã é dia 'D' do Desarmamento. Das 12 às 18
horas, as pessoas podem fazer a entrega de armas em quatro pontos da
cidade. Na região Norte, a entrega pode ser feita no Centro
Cultural, na avenida Saul Elkind 790. Na região Sul, o
comitê vai estar na igreja católica do Km 9, na avenida
Guilherme de Almeida ao lado da escola Osvaldo Cruz; na região
Leste a coleta será no Centro Comunitária à rua
dos Marmelos 255 no Jardim Interlagos e na região Oeste, no Caic
da rua José Morale 325.
Com o objetivo de mobilizar os londrinenses sobre a importância
do desarmamento, a prefeitura organizou duas blitz educativas. A
primeira ocorre hoje, às 14 horas, no Centro da cidade.
A campanha do desarmamento da cidade de Londrina começou oficialmente no dia 15 de julho. De acordo com o delegado chefe
da Polícia Federal (PF), Sandro Roberto Viana dos Santos, até agora, já foram entregues 2.152 armas.
O Comitê Londrinense para o Desarmamento foi criado em novembro
deste ano. Entre os órgãos que integram o comitê
participam membros das polícias Federal, Militar, a ONG Londrina
Pazeando e a Unidade Social Oficial de Internação de
Londrina (Usoil).
De acordo com Sérgio Canavese, diretor de Serviços
Especiais da Secretaria Municipal de Saúde, a campanha
está sendo divulgada nas 54 unidades básicas de
saúde, maternidade, laboratórios e também nos
trabalhos de internação domiciliar.
A Secretaria Municipal de Educação participou da campanha
com a divulgação em todas as escolas da rede municipal e
a Secretaria Municipal da Mulher estará participando durante a
blitz educativa com panfletagens. ''A questão do desarmamento
é um assunto que nos interessa, pois a violência contra a
mulher está diretamente ligada a isso'', afirmou Sandra Maria
Pinheiro de Freitas Coelho, diretora de Atendimento à Mulher em
Situação de Violência.
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Folha de Londrina, 11 de Dezembro de 2004
Fernando Rocha Faro Reportagem Local
Campanha do desarmamento tem 5 postos de coleta
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Blitz educativa da PM: motoristas receberam informações sobre a coleta de armas
Cinco postos de coleta de armas funcionam hoje em todas as
regiões de Londrina com o intuito de aumentar a
participação da comunidade na Campanha do Desarmamento. O
trabalho foi divulgado ontem através de blitze educativas em
três pontos da cidade. A Polícia Militar (PM) fez
fiscalização de trânsito de rotina, além de
vasculhar os veículos em busca de armamentos, e as
organizações não-governamentais (ONGs)
aproveitaram a oportunidade para difundir campanhas contra as armas.
''É uma questão de organização. De nada
adiante ter a lei se não houver alguém para
colocá-la em prática'', declarou o tenente da PM, Marcelo
Barros. A atividade foi uma iniciativa do Comitê Londrinense para
o Desarmamento, formado pela Polícia Federal (PF), PM, ONG
Londrina Pazeando e Unidade Social Oficial de Internação
de Londrina (Usoil), o Educandário, com apoio do Instituto Sou
da Paz.
O coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luiz Cláudio Galhardi,
disse que as blitze devem ajudar na intensificação das
entregas de armas hoje, o chamado ''Dia D'' da Campanha do
Desarmamento. Desde 15 de julho, foram recolhidas 2.152 armas em
Londrina.
Os motoristas abordados nas blitze receberam panfletos do Comitê
Londrinense para o Desarmamento e da ONG Criança Segura (Safe
Kids). De acordo com a coordenadora da ONG, Juliane Yoshii, o objetivo
é fazer a prevenção de lesão não
intencional. ''Apesar de não haver estatísticas sobre os
acidentes com armas de fogo em Londrina, sabemos que este tipo de
ocorrência é comum'', afirmou. ''Se não tiver arma,
não tem acidente.''
A autonôma Maria Salete Maes, 57 anos, elogiou a iniciativa.
''Acho que a campanha dá resultado. Ninguém deveria ter
direito a ter arma, já que gera muita violência'', opinou.
Para o agente de escolta Luiz Fernando Vercelheze, 22, o desarmamento
é importante para evitar tragédias. ''Um cidadão
de bem pode até cometer um erro e disparar em uma briga de
trânsito'', exemplificou.
Serviço Os pontos de coleta funcionarão das 12 às
18 horas: Polícia Federal (Rua Tietê, 1.450, Vila Nova),
Centro Cultural da Zona Norte (Avenida Saul Elkind, 790, Conjunto Maria
Cecília), Comunidade de Nossa Senhora Aparecida (Avenida
Guilherme de Almeida, 2.715), Caic da Zona Oeste (Rua José
Borelli, 325) e Centro Comunitário da Zona Leste (Rua dos
Marmelos, 255, Jardim Interlagos)
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Folha de Londrina, 12 de Dezembro de 2004
Luciano Augusto Reportagem Local
Londrina se mobiliza contra armas
Dorico da Silva / img_foto1009

Jacó Rodrigues entregou a arma que pertenceu ao pai e irá receber R$ 100,00
O Dia ''D'' do Desarmamento em Londrina foi iniciado com a entrega de
um revólver calibre 22 que pertencia ao motorista Jacó
Rodrigues, 32 anos. Ontem, ele foi até o posto de coleta
instalado no Centro Cultural da Zona Norte acompanhado pela esposa e
pelo filho pequeno entregar a arma comprada pelo pai há mais de
30 anos. ''Estava guardado e como tenho criança em casa resolvi
entregar'', comentou o rapaz, que vai receber R$ 100,00.
Além da Zona Norte, outros três postos de coleta foram
disponibilizados à população. O delegado-chefe da
Polícia Federal (PF), Sandro Roberto Viana dos Santos, destacou
que o mais importante é ''a conscientização''
feita junto à população. Desde 15 de julho, quando
a campanha começou, quase 2,2 mil armas já foram
recolhidas em Londrina. Hoje, a PF deve divulgar um balanço do
dia ''D'' de desarmamento.
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Folha de Londrina, 13 de Dezembro de 2004
Jacira Werle Reportagem Local
Polícia Federal recolhe 74 armas
Dorico da Silva / img_foto1025

Indenização varia entre R$ 100 e R$ 300, dependendo da arma
O sábado foi dedicado para a campanha do desarmamento em
Londrina. Em cinco postos instalados em bairros da cidade, formam
entregues 74 armas, segundo dados da Polícia Federal (PF). O
delegado chefe da PF na cidade, Sandro Roberto Vianna dos Santos,
avaliou como positivo o número de armas recolhidas. '' Durante a
semana recebíamos na PF em média 50 armas, só no
Dia D Desarmamento recebemos 74'', disse. Segundo ele, em Londrina
saíram de circulação quase 2,3 mil armas desde o
início da campanha em 15 de julho.
Santos explicou que a campanha acaba em 23 de dezembro, mas o governo
federal já sinalizou para prorrogação por mais
seis meses no prazo de entrega. Para cada armamento que sai de
circulação as pessoas vão receber
indenização que varia entre R$ 100 e R$ 300 de acordo com
o tipo da arma. Quem ainda quiser participar da campanha pode deixar as
armas na sede da PF, Rua Tietê, 1.450, Vila Nova. Todas as armas
entregues serão destruídas pelo Exército.
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Jornal de Londrina, 24 de Novembro de 2004
OPINIÃO
Bom-Dia
Se você acredita que ter uma arma em casa é garantia de segurança, imagine o que faria se seus filhos se
matassem com a sua “proteção”?
Um garoto de 14 anos guarda um revólver em sua casa a pedido de
um colega de escola. À tarde, enquanto seu irmão menor,
de 12 anos, anda de bicicleta em frente à residência, ele
pega o revólver e resolve brincar. Mira no irmão que
está pedalando e aperta o gatilho. O menino cai da bicicleta com
um tiro no meio da testa.
O outro que atirou, em sua inocência, viu o tambor da arma vazio;
não imaginava que quando disparasse o mecanismo iria girar e
colocar uma bala na agulha. Imagine agora, você que é pai,
chegar em casa no final da tarde e encontrar uma cena dessas.
Essa situação, relatada ontem pelo Jornal de Londrina,
ocorreu na última sexta-feira, no Jardim Franciscato (Zona Sul),
um dos bairros mais pobres da Cidade, com altos índices de
criminalidade, alcoolismo e desemprego. Mas o garoto que atirou e matou
o irmão, não tinha envolvimento nenhum com o crime, como
a Polícia já comprovou.
Com uma relação familiar estável, pais que
trabalham honestamente, e moram numa casa própria, o que ele
pensou fazer foi apenas um favor a um colega de escola. Mesmo assim,
acabou sendo engolido pela engrenagem perversa da miséria que
reina no local e acaba abreviando a vida de jovens e crianças
levados precocemente à marginalidade.
O fato mostra o quanto Londrina – e o Brasil, é claro
– necessita urgentemente de políticas de
segurança e educação com alto poder de
persuasão e mudança. O que não se planta hoje,
será impossível colher amanhã.
A iniciativa da ONG Londrina Pazeando e as Polícias Federal e
Civil, que criaram esta semana o Comitê Londrinense para o
Desarmamento, é uma das raras oportunidades em que nós,
cidadãos, que também vivemos acuados pelo medo da
violência, podemos fazer algo de prático: entregar as
armas que temos em nossas casas.
Em Londrina, a Polícia Federal já recolheu 1.872 armas
desde 15 de julho, quando foi lançada a campanha do Governo
Federal. A meta, até o próximo dia 23 de dezembro,
é tirar das ruas mais 500 armas.
Se você é daqueles que acredita que ter uma arma em casa
é garantia de segurança, imagine o que faria se seus
filhos se matassem com a sua
“proteção”? Nós podemos fazer
muito mais por Londrina e, quando fizermos a nossa parte, teremos ainda
mais autoridade para cobrar os responsáveis pela nossa
segurança.
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Jornal de Londrina, 09 de Dezembro de 2004
TudoParaná
Cidade se mobiliza na Campanha de Desarmamento
A Prefeitura de Londrina começa nesta sexta-feira uma
propagação da Campanha do Desarmamento. Organizada por um
Comitê, a mobilização realizará uma blitz
educativa e providenciará o recolhimento de armas.
O Comitê Londrinense para o Desarmamento, criado em novembro
deste ano, tem como principal objetivo mobilizar a comunidade por meio
da divulgação de informações sobre a
campanha. Entre os órgãos que integram o comitê
participam membros da Polícia Federal, Polícia Militar, a
ONG Londrina Pazeando e a Unidade Social Oficial de
Internação de Londrina (Usoil).
Além do Comitê, a participação das
secretarias de saúde, da educação e da mulher
estão engajadas na difusão da idéia do
desarmamento, disponibilizando materiais, carros entre outros
auxílios.
A blitz ocorre nesta sexta-feira, a partir das 14h, no centro da
cidade. Já a entrega de armas será no sábado.
Além da sede da Polícia Federal, a
população poderá levar as armas, das 12h às
18h, nos seguintes locais:
Região Norte - Centro Cultural Lupércio Luppi (avenida Saul Elkind, 790)
Região Sul - Igreja Católica Nossa Senhora Aparecida
(avenida Guilherme de Almeida, ao lado da escola Osvaldo Cruz)
Região Leste – Centro Comunitário (rua dos
Marmelos, 255) e região oeste – Caic José
Joffily (rua José Morale, 325).
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Jornal de Londrina, 11 de Dezembro de 2004
Fernando Araújo
DESARMAMENTO Hoje é dia de entregar armas
As quatro regiões da Cidade terão pontos de recebimento
Serão realizadas hoje e amanhã diversas
ações com o objetivo de mobilizar os cidadãos
londrinenses para o desarmamento. Hoje, em quatro regiões da
Cidade, o Comitê para o Desarmamento de Londrina realiza o seu
Dia D para fazer com que a população se livre de armas
que estão em casa. Até o dia 23 de dezembro, as pessoas
que entregarem suas armas não precisam comprovar a origem e
recebem entre R$ 100 a R$ 300 por arma.
A entrega das armas começa a partir das 12 horas e vai até às 18 horas.
No Centro Cultural da Zona Norte, localizado na Avenida Saul Elkind
790, haverá uma equipe para atender as pessoas. Na região
Sul, o local de entrega será a Igreja Católica do Parque
Ouro Branco, que fica na Avenida Guilherme de Almeida. O Centro
Comunitário do Jardim Interlagos será o ponto de
recebimento da Região Leste, que fica na Rua dos Marmelos 255. O
Caic da Zona Oeste, na Rua José Morale 325, no Jardim Leonor,
também estará recebendo as armas. Segundo dados da
Polícia Federal, já foram retiradas de
circulação em Londrina 2.152 armas.
A Prefeitura de Londrina em conjunto com a Polícia Militar
também irá realizar ações para o
desarmamento. Entre elas estão blitze educativas e também
de fiscalização no Centro da Cidade. Voluntários
irão fazer a conscientização para entrega das
armas e policiais farão a revista dos carros. As secretarias
municipais de Saúde e Educação também
participam da campanha com a divulgação de materiais
sobre o desarmamento em unidades de saúde. Nas escolas foram
realizados diversos trabalhos com os alunos durante a semana.
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FOLHA NORTE DE LONDRINA (região norte) 04/12 A 10/12/200
11 DE DEZEMBRO
Centro Cultural será posto de desarmamento
No próximo sábado, quatro postos serão montados
nas regiões da cidade para recolhimento das armas, um deles
será o Centro Cultural da Região Norte.
Indenização vai de R$ 100 a R$ 300
A campanha de desarmamento lançada pelo governo federal no
dia 15 de julho, que dá indenização de R$ 100 a R$
300 para quem entregar sua arma à polícia, termina no
próximo dia 23. Neste período, somente em Londrina a
Polícia Federal recolheu 1.872 unidades e a Polícia
Militar apreendeu 600 armas.
A campanha deve ser prorrogada por mais seis meses pelo governo. Mas em
Londrina, um comitê formado por representantes das
Polícias Federal, Militar e Civil, ONG Londrina Pazeando,
igrejas católicas e evangélicas, núcleos
espíritas e lideranças comunitárias está
preparando uma data especial para reforçar a campanha. No
próximo sábado, dia 11, serão montados quatros
postos nas regiões Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade para o
recolhimento das armas de fogo (confira os locais nesta pagina). A
expectativa é recolher, pelo menos, 500 armas neste dia.
"Vamos realizar um grande trabalho com a ONG Londrina Pazeando, junto
às comunidades e na mídia para estimular os
cidadãos a entregarem as armas", afirmou o delegado-chefe da
Polícia Federal em Londrina, Sandro Viana dos Santos. As armas
recolhidas vão passar por perícia e serem encaminhadas
para o Exército, que se encarregará da
destruição delas. Os donos deverão informar o
número de CPF e da conta corrente para receberem,
posteriormente, o depósito da indenização.
Para a orgnização do Dia D do Desarmamento, o
Comitê Londrinense contou com a colaboração do
Instituto Sou da Paz, de São Paulo, representado pelo diretor
executivo da entidade, Denis Mizne. O Instituto foi convidado a
participar de uma reunião, realizada na última
segunda-feira na sede da PF em Londrina, por causa de sua
experiência em campanhas de desarmamento e entregou, na
ocasião, materiais com procedimentos para a
criação de postos de coleta e exemplos de panfletos de
divulgação.
Mizne ressaltou o trabalho feito em Londrina até agora: "com
apenas 500 mil habitantes, a cidade já recolheu 1.989 armas,
enquanto em Curitiba, onde moram cerca de três milhões de
pessoas, foram recolhidas 4 mil armas", comparou.
Polícias recomendam cuidado no transporte
As polícias Militar, Federal e Civil recomendam que as pessoas
que forem entregar suas armas, busquem antes uma
autorização para o transporte na delegacia da PF. "Ou
façam o transporte de forma bem clara de que não
há intenção de uso", destacou o capitão
Altivir Cieslak, do 5º Batalhão da Polícia Militar.
A recomendação é para que elas embrulhem as armas
num tecido ou jornal e as coloquem numa caixa.
Apesar das críticas de que somente as pessoas de bem entregam
suas armas e os bandidos continuam armados, o delegado da PF, Sandro
dos Santos, explicou que a diminuição do número de
armas eleva o preço no mercado paralelo, dificultando o acesso
dos marginais. "É a lei da oferta e da procura", comparou.
Segundo ele, mais de 80% das armas apreendidas são
revólveres calibre 38, furtados ou desviados e 99% da
população não sabe manusear uma arma de fogo.
Ação Integrada para reduzir a violência A
Secretaria de Estado de Segurança Pública apresentou,
nesta semana, um novo projeto para tentar reduzir os índices de
violência em Londrina, chamado de Ação Integrada de
Fiscalização Urbana. A idéia é integrar as
ações das Polícias Militar, Civil e Federal, Corpo
de Bombeiros e órgãos municipais de
fiscalização da Região Metropolitana de Londrina co
m objetivo de minimizar o número de ocorrências. A
coordenação ficará a cargo da PM que vai receber
as chamadas e encaminhá-las às entidade competentes.
Onde entregar as armas Região Norte: Centro Cultural da Zona Norte
Av. Saul Elkind nº 790 fone - 3329-0316
Região Sul: Igreja Católica do Km 9 - Comunidade
N.Sª Aparecida Av Guilherme de Almeida (ao lado da escola Osvaldo
Cruz)
Região Leste: Centro Comunitário, Rua dos Marmelos 255, Jd Interlagos
Região Oeste: CAIC zona oeste, Rua José Morale 325
Posto fixo: Delegacia da Polícia Federal, Rua Tietê, 1.450
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FOLHA NORTE DE LONDRINA (região norte)11/12 A 17/12/200
DIA DO DESARMAMENTO
Centro Cultural recebe armas neste sábado
Quatro postos serão montados nas regiões da cidade
para recolhimento das armas. Indenização vai de R$ 100 a
R$ 300
Londrina realiza neste sábado o Dia D da campanha de
desarmamento nas quatros regiões da cidade – Norte,
Sul, Leste e Oeste. O objetivo é retirar de
circulação, pelo menos, 500 armas de fogo. A iniciativa
é do Comitê Londrinense de Desarmanento, composto por
representantes das Polícias Militar e Federal, igrejas, ONG
Londrina Pazeando, e outras associações.
Quem entregar sua arma, tem direito a um indenização que
vai de R$ 100 a R$ 300, conforme determina campanha lançada pelo
governo federal no dia 15 de julho, que terminaria no próximo
dia 23, mas deverá ser prorrogada por mais seis meses. De julho
até o último dia 8, somente em Londrina, a Polícia
Federal recolheu 2.152 armas e a Polícia Militar apreendeu 600.
As armas recolhidas vão passar por perícia e serem
encaminhadas para o Exército, que ficará encarregado de
destruí-las. Os donos deverão informar o número de
CPF e da conta corrente para receberem, posteriormente, o
depósito da indenização. A polícia
recomenda que as pessoas, ao transportarem as armas de fogo até
os pontos de coleta, tenham bastante cuidado. De preferência,
devem envolvê-las num pedaço de pano ou embalá-las
numa caixa, deixando claro que não têm
intenção de fazer uso dela. O porte ilegal de arma
é crime.
Postos de coleta: A população poderá levar as
armas em quatro pontos de arrecadação, do meio-dia
às 18h. Os locais são: região Norte - Centro
Cultural Lupércio Luppi (avenida Saul Elkind, 790);
região Sul - Igreja Católica Nossa Senhora Aparecida
(avenida Guilherme de Almeida, ao lado da escola Osvaldo Cruz);
região Leste – Centro Comunitário (rua dos
Marmelos, 255) e região Oeste – Caic José
Joffily (rua José Morale, 325).
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Camilla Rigi
Reportagem Local em 15/fev/2005
Desarmamento diminuiu violência, diz polícia
Delegado-chefe afirma que número de homicídios caiu com a campanha. Novo ponto de coleta foi criado
A polícia contabiliza mais de 3 mil armas entregues em Londrina. Em todo o Paraná foram cerca de 13 mil
A redução do número de homicídios em
Londrina no ano de 2004 em relação a 2003 deve-se, em
parte, à campanha do desarmamento que começou em julho do
ano passado. Essa foi a avaliação do delegado-chefe da 10
Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Alves André, que
reuniu-se ontem à tarde, na sede da Polícia Federal (PF),
com integrantes do Comitê Londrinense de Desarmamento para
discutir as novas ações que serão realizadas na
cidade em 2005.
As estatísticas apresentadas pelo delegado mostraram que de 2001
a 2003 houve um aumento de 30 mortes a cada ano. Porém, em 2004,
o total de 183 assassinatos significou uma redução de 10
crimes em relação ao ano anterior. ''A maior severidade
da lei para o portador da arma também contribuiu para este
resultado.'' Ainda ontem, o comitê definiu que na próxima
quinta-feira, às 10 horas, no Hospital das Clínicas (HC)
da Universidade Estadual de Londrina (UEL), será montado um
posto de coleta.
''O local é oportuno para divulgarmos dados sobre a quantidade
de vítimas de armas em Londrina e quanto o município
gasta com os procedimentos médicos para salvá-las'',
declarou o delegado da Polícia Federal em Londrina, Sandro Viana
dos Santos. Este ano, o comitê conta com a ajuda das secretarias
de Saúde, Educação e Mulher. ''Vamos usar a
mão de obra destes órgãos como agentes
disseminadores da campanha'', explicou Santos.
Além de organizar postos de coletas constantemente, a
organização não governamental (ONG) Londrina
Pazeando, em parceria com a ONG Sou da Paz, de São Paulo,
promoverá um curso no dia 21 de fevereiro para os
funcionários das secretarias e para a comunidade. ''Serão
400 vagas e curso será no Hospital Universitário (HU)'',
disse o coordenador da ONG londrinense Luis Cláudio Galhardi. O
objetivo do treinamento é esclarecer aos futuros disseminadores
como deve ser realizada a entrega da arma e como motivar a
população a fazê-la. Os interessados em participar
do curso podem se inscrever pelo telefone da PF, 3315-6600.
Apesar de todas as ações, o delegado da Polícia
Civil admite que o número de armas entregue é muito
pequeno se comparado ao arsenal que circula nas mãos de
marginais. ''O que a campanha evita é apropriação
indevida das armas. O que normalmente acontece quando um ladrão
invade a casa de um cidadão e além de levar seus bens
leva seu revólver'', esclareceu o André. Segundo
Galhardi, uma pesquisa nacional mostrou que 50% das pessoas que cometem
homicídios são cidadãos sem antecedentes
criminais.
Atualmente em Londrina, apenas a Polícia Federal recebe o
armamento. Nas cidades vizinhas, as delegacias civis estão
autorizadas a recolher as armas. Até sexta-feira passada o
número contabilizado pela polícia era de 3004 armas
entregues só em Londrina. Em todo o Paraná foram mais de
13 mil. ''O que pretendemos é criar uma cultura de paz. E este
ano temos apoio da Campanha da Fraternindade que também visa a
não violência'', enfatizou Santos. A campanha do
desarmento foi prorrogada até o dia 23 de junho de 2005.
Camilla Rigi
Reportagem Local
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Reportagem Stella Meneghel
em 15/fev/2005
MENOS VIOLÊNCIA - Em Londrina já foram entregues 3004 mil armas
Campanha de desarmanento entra na segunda etapa
Postos de coleta serão montados em diferentes áreas da Cidade
A segunda fase da Campanha Nacional do Desarmamento começa em
Londrina nesta quinta-feira, quando as pessoas poderão entregar
suas armas em um posto de coleta que será montado no Hospital de
Clínicas, no campus da UEL. O prazo final para a entrega de
armas sem punição foi prorrogado até o dia 23 de
junho. Em Londrina, as Polícias Civil e Federal receberam cerca
de 3004 mil armas.
A coleta nesta quinta-feira é organizada pelo Comitê de
Desarmamento de Londrina, formado por representantes das
polícias, da ONG Londrina Pazeando e agora também conta
com a participação das secretarias municipais de
Saúde, Educação e da Mulher.
Na quinta-feira, serão divulgados dados sobre o número de
vítimas da violência e o total de recursos públicos
gastos no atendimento. O levantamento está sendo feito com base
no atendimento prestado no Hospital Universitário (HU).
Depois dessa coleta, a Polícia Federal irá instalar um
posto na Zona Norte, no início de março. Um terceiro
ponto deve ser montado em Cambé, onde estão ocorrendo
diversos homicídios.
Efeito
Até a semana passada, na Polícia Federal de Londrina
tinham sido entregues 3.006 armas. Na Polícia Civil, o total
recolhido é de 7 mil. No Estado, as duas polícias
conseguiram recolher cerca de 30 mil armas. No Brasil, são quase
300 mil entregues à polícia.
Em uma pequena pesquisa feita pela ONG Londrina Pazeando, com 35
pessoas que entregaram armas na Cidade no ano passado, 71,4% disseram
que entregaram a arma para evitar que caísse em mãos
erradas. O mesmo percentual disse que foi motivado a fazer isso em
função da campanha do desarmamento.
“Essa amostra de pesquisa já indica como a campanha
atuou de forma positiva. O número de armas entregues pode
não ser grande, mas para as famílias que deixaram de
perder uma pessoa vítima de arma de fogo isso é muito
importante. O que mais queremos com a campanha é formar uma
cultura pela paz”, afirmou o coordenador da ONG, Luiz
Galhardi.
O delegado-chefe da Polícia Federal, Sandro Viana dos Santos,
também observou a importância da Campanha de Desarmamento.
“Mais importante que a coleta é a consciência da
não violência e pela paz”, disse. Ele lembrou
que o tema escolhido para a Campanha da Fraternidade deste ano,
“Solidariedade e paz – felizes os que promovem a
paz”, veio colaborar com o trabalho em defesa do desarmamento.
Para o delegado-chefe da Polícia Civil, Jurandir André
Gonçalves, parte da redução dos homicídios
ocorridos no ano passado se deve à Campanha do Desarmamento.
“A outra parte para a redução se deve à
responsabilização dos autores do crime”, disse.
Até 2003, os homicídios cresceram constantemente,
chegando a 191. Em 2004, foram 173 (exceto as mortes de
latrocínio).
Para ajudar nessa segunda etapa da campanha, cerca de 400 profissionais
das secretarias de Saúde, Educação e da Mulher
passarão por um treinamento para disseminar
informações sobre como deve ser feita e qual a
importância da entrega das armas.
Além do recolhimento de armas, o Comitê de Desarmamento de
Londrina trabalha agora para informar a sociedade o referendo que deve
acontecer em outubro para decidir se a comercialização de
armas no Brasil será proibida ou não.
Stella Meneghel
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em 18/fev/2005
Alan Maschio Reportagem Local
HU gasta R$ 1 milhão por ano com baleados
Números foram divulgados pelo Comitê pelo Desarmamento, que quer ampliar campanha para reduzir violência
com mais rapidez
No ano passado, o Hospital Universitário recebeu 154 pessoas para tratamento de ferimentos a bala
A Secretaria Estadual de Saúde tem custos anuais médios
de quase R$ 1 milhão com o tratamento de pessoas baleadas que
recebem atendimento no Hospital Universitário (HU) de Londrina.
Os números foram divulgados ontem pela superintendência do
HU em um evento realizado no Hospital de Clínicas da
Universidade Estadual de Londrina (UEL) para a entrega
voluntária de armas. Os dados são uma das principais
justificativas usadas pelo Comitê pelo Desarmamento para a
prorrogação da campanha, estendida agora até o dia
23 de junho.
Dados levantados pela assessoria de imprensa do HU dão conta de
que o hospital recebeu, no ano passado, 154 pessoas para tratamento de
ferimentos a bala. ''O Sistema Único de Saúde (SUS) nos
repassa R$ 1.056 por paciente recebido, enquanto os gastos com um
baleado são de R$ 6,2 mil, em média. A diferença
entre estes valores é bancada pelo Estado, com um dinheiro que
deveria ser aplicado na melhoria da prestação do
serviço'', constatou o superintendente do HU, Francisco
Eugênio de Souza.
Desde o início da campanha de desarmamento, a Polícia
Federal (PF) de Londrina já recebeu voluntariamente 3.016 armas
de fogo, retirando das ruas um arsenal que, na avaliação
do delegado-chefe da 10 Subdivisão de Londrina, Jurandir
Gonçalves André, é a principal fonte de
abastecimento para o crime. A intenção das autoridades,
segundo ele, é fazer com que a ação integrada
entre o corpo militar, civil e federal das polícias aumente este
número de forma a trazer impactos mais significativos na
diminuição da violência.
''Comparando a estimativa que tínhamos para o número de
homicídios em 2004 e o valor constatado, vimos que ocorreu uma
redução de quase 50 ocorrências. A violência
diminuiu porque estamos tirando das ruas as armas que são a
fonte principal de abastecimento para o crime'', afirmou o delegado.
Ainda de acordo com André, em 2004 foram registrados 170
homicídios na cidade, número inferior ao do levantamento
realizado pela Folha (183), devido à diferença de
critérios utilizada a polícia não conta as
vítimas de latrocínios (roubo seguido de morte) e as que
morrem depois no hospital. A estimativa da Polícia Civil era que
em 2004 seriam registradas 220 ocorrências do gênero.
Para ampliar a atuação da campanha, o comitê deve
realizar na próxima segunda-feira, dia 21, uma
capacitação para cerca de 400 interessados em colaborar
com a campanha. ''Queremos mobilizar a sociedade para a questão
do desarmamento. Nossa intenção é instruir
formadores de opinião para que a entrega voluntária de
armas aumente'', explicou o delegado-chefe da Polícia Federal de
Londrina, Sandro Viana dos Santos. Os interessados podem fazer
inscrições gratuitas pelo fone (43) 3315-6600.
Com o treinamento, a esperança da Polícia Militar (PM)
é de que o número de detenções por porte
ilegal de armas também diminua. Segundo o major Altevir Cieslak,
do 5º Batalhão da PM de Londrina, pelo menos duas pessoas
são presas diariamente com armas ilegais. ''Em janeiro
registramos 69 flagrantes deste tipo. É um número muito
alto e que esperamos reduzir com a ampliação da
campanha'', disse.
O próximo passo do programa será a
integração do País na elaboração de
um protoloco mundial pelo desarmamento, o que, segundo o coordenador da
ONG Londrina Pazeando, Luiz Cláudio Galhardi, está sendo
realizada pela Organização Não Governamental Sou
da Paz. ''Temos que discutir questões como o contrabando e a
venda de armas para países pobres. Assim eliminamos mais uma
fonte de fornecimento para o crime'', disse.
A Secretaria Estadual de Saúde informou, por meio da assessoria
de imprensa, que o HU recebe do SUS R$ 1,6 milhão para
atendimento geral dos pacientes. Declarou ainda que o custo dos
baleados varia de acordo com a estrutura de cada hospital e é
assunto referente à administração de cada
instituição.(Colaborou Fernando Rocha Faro)
Alan Maschio
Reportagem Local
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em 22/fev/05 Jacira Werle
Reportagem Local
Comitê forma agentes para o desarmamento
Projeto busca multiplicadores da campanha divulgando a idéia de que as pessoas têm como contribuir para a contrução da paz
Armas entregues na campanha do desarmamento são
destruídas: mais de 293 mil já foram recebidas em todo o
País
A cada quinze minutos uma pessoa é assassinada com arma de fogo
no Brasil. Esse foi um dos dados apresentados ontem pela coordenadora
do projeto Rede de Desarmamento do Instituto Sou da Paz, Beatriz Cruz,
para uma platéia de funcionários municipais e
profissionais da área de segurança.
O objetivo da palestra foi formar multiplicadores para a campanha do
desarmamento. Ou seja, divulgar a idéia do desarmamento, e que
as pessoas podem ser agentes da construção da paz. Cerca
de 250 pessoas entre fucionários das secretarias de
Educação, da Mulher e da Saúde, além de
policiais militares, civis e federais estavam na platéia.
Entre os presentes, relatos de pessoas que tiveram problemas de
violência com arma de fogo, mas que trabalham contra essa
situação. Um professor, que não quis se
identificar, contou que durante assalto um parente foi atingido por
três tiros. Quando essa fato aconteceu, lembra o professor, as
armas de brinquedo de seus filhos foram destruídas. ''Tenho medo
da violência. Faço a minha parte mas bem baixinho'',
descreve, completanto que mesmo tendo sofrido com a violência,
não deixa de lutar contra ela.
Para Beatriz Cruz, desarmar a sociedade é o primeiro passo para
diminuir os índices de violência. ''Você tira aquela
arma que está à mão e é utilizada por
motivos fúteis. Evitamos ainda que armamento legalizado caia mas
mãos de bandidos'', argumenta. Ela reforça que onze mil
armas ilegais são roubadas todos os anos em São Paulo.
Segundo dados do Instituto da Paz, a maioria das armas entregues na
campanha do desarmamento, em todo o País, eram clandestinas. De
acordo com o coordenador da Organização
Não-governamental Londrina Pazeando, Luis Cláudio
Galhardi, a estimativa é existam seis milhões de armas
irregulares no país. Uma pesquisa realizada pela ONG com pessoas
que entregaram armas mostrou 71% delas disseram ter medo de que a arma
caísse em mãos erradas.
A campanha do desarmamento começou em julho de 2004. Até
fevereiro deste ano, 293.631 armas foram entregues em todo país,
segundo dados da Polícia Federal. A meta inicial era que fossem
recolhidas 80 mil unidades. Em Londrina, 3.023 unidades foram tiradas
de circulação.
Para o delegado chefe da Polícia Federal de Londrina, Sandro
Roberto Vianna dos Santos, a tendência é que o
número de armas entregues diminua. Quem participa da campanha
recebe uma indenização que varia de R$ 100 a R$ 300,
dependendo da arma. Não há necessidade de explicar a
procedência. A entrega deve ser feita na sede da Polícia
Federal, Rua Tietê, 1450, Vila Nova.
Jacira Werle
Reportagem Local
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em 22/fev/05
Glória Galembeck
SOU DA PAZ
Lideranças são orientadas sobre desarmamento
Objetivo é formar multiplicadores para aumentar entrega de armas
Diretores de escola, agentes de saúde, representantes de
organizações não-governamentais (ONGs) e
voluntários participaram ontem de treinamento para atuarem como
multiplicadores na campanha do desarmamento. A atividade foi coordenada
pelo Instituto Sou da Paz, de São Paulo, e teve a
participação do delegado-chefe da Polícia Federal
(PF), Sandro Viana, e do delegado-chefe da Polícia Civil,
Jurandir Gonçalves André, além de policiais
militares.
De acordo com a coordenadora do projeto Rede pelo Desarmamento, Beatriz
Silva Cruz, o propósito deste evento é que as pessoas
envolvidas transmitam informações sobre a campanha do
desarmamento e divulguem os lugares em que a entrega de armas de fogo
pode ser feita.
A coordenadora usou uma metáfora para explicar a
importância da retirada de armas de circulação.
“É como prevenir a dengue: para eliminar a
doença, é preciso eliminar o vetor, que é o
mosquito. Com as armas é a mesma coisa, existe a
conscientização das pessoas pela não
violência, mas é preciso desarmar a
população”, observou.
Estatuto
O Estatuto do Desarmamento, que regulamenta a posse de armas de fogo no
País, existe desde o final de 2003, e foi regulamentado em junho
do ano passado. Desde então, portar arma de fogo fora de casa,
mesmo que tenha registro, é crime inafiançável. A
campanha pelo desarmamento veio em seguida e, para cada arma entregue,
o proprietário recebe entre R$ 100 e R$ 300. Foram entregues no
Brasil mais de 297 mil armas.
Segundo dados do instituto, existem 5,5 milhões de armas legais
no Brasil. Entretanto, as estimativas do número total de armas
em circulação vão de 8 milhões a 20
milhões. Mais da metade dos homicídios praticados no
País (68,7%) foi provocada por arma de fogo.
Em sua palestra, Beatriz deu um exemplo do papel que o multiplicador
pode ter no processo de desarmamento da população.
Segundo levantamento realizado nos municípios de Diadema,
Embú e Santana do Parnaíba (todos em São Paulo),
34,5% das armas recolhidas nessas cidades foram entregues por mulheres
– 53,7% eram homens -, número considerado elevado.
“Já recebi muitas ligações de mulheres
que pedem orientação sobre como fazer para que seus
maridos entreguem a arma, é surpreendente e muito
positivo”, afirmou.
Segundo levantamento do Instituto Sou da Paz, a maioria das pessoas
(75%) que entregaram seus revólveres, pistolas, fuzis,
espingardas e garruchas foi motivada pelo receio de que a arma
“caísse em mãos erradas”. O medo de
provocar acidentes motivou e entrega em 42,5% dos casos.
Na avaliação do delegado Jurandir André, o
trabalho como multiplicador não oferece risco às pessoas
que desempenharem a função. “Não vai se
envolver e nem entregar a arma. O multiplicador vai contribuir para a
campanha, explicar como se faz a entrega”, afirmou.
Denúncias anônimas sobre posse ilegal de arma podem ser
feitas pelos telefones 197 e 181.
Londrina
A campanha do desarmamento na Cidade arrecadou, em menos de um ano,
3.024 unidades até a tarde ontem. As armas podem ser entregues
na Polícia Civil, que recebe entre 3 e 4 armas por dia, e na
Polícia Federal, onde chegam em média 3 unidades
diariamente. O delegado Sandro Viana orienta que as entregas sejam
feitas diretamente na Polícia Federal porque as armas remetidas
para a Polícia Civil passam obrigatoriamente por lá.
Para transportar a arma até o local de entrega é
necessário solicitar uma autorização junto
à PF ou, segundo Viana, embalar o instrumento de modo a
descaracterizar a intenção de usá-lo.
Glória Galembeck
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04/março/2005
Fernando Araújo
SEM ARMAS - Entrega de armas e munições poderá ser feita até
junho, quando termina a campanha.
Desarmamento terá novo dia "D" a primeira coleta será realizada na
Zona Norte.
O Comitê Londrinense de Desarmamento irá realizar no próximo dia 9 de abril
mais um dia de união de esforços para o
recolhimento de armas entre a população. A
estratégia é realizar diversas
concentrações desse tipo em todas as regiões da
Cidade entre os dias 9 de março e 23 de junho. A campanha conta
com o apoio das Polícias Militar, Civil e Federal, além
de Organizações Não-Governamentais (Ongs) e
lideranças de bairros.
A Zona Norte será o primeiro local onde ocorrerá a
campanha. O Centro Cultural, na Avenida Saul Elkind, será o
ponto de concentração, onde um ônibus da
Polícia Militar ficará estacionado para receber as armas.
O delegado da Polícia Federal, Sandro Viana dos Santos, disse
que os agentes também poderão ir até a casa das
pessoas que quiserem entregar armas e não tiverem meios de se
deslocar até o local de entrega.
A campanha de arrecadação aproveita o prazo estipulado
pelo governo federal para que sejam entregues armas com o pagamento de
R$ 100 a R$ 300 por arma. Quem possui armas em situação
irregular pode fazer a entrega sem a necessidade de provar a
procedência ou qualquer tipo de investigação.
Depois desse prazo, um cidadão portando arma, mesmo em casa,
pode ser preso e responder processo por posse ilegal.
O membro da ONG Londrina Pazeando, Luis Cláudio Galhardi,
também lembrou que serão feitas campanhas de
conscientização até junho, quando termina o prazo
de entrega. Também estão programados treinamentos com
membros da comunidade para que sejam agentes multiplicadores de
informações sobre o perigo das armas. O primeiro
treinamento aconteceu ontem, na Escola Municipal Moacir Teixeira, no
Conjunto Maria Cecília (Zona Norte).
A tese de desarmar a população é defendida pelo
delegado-chefe da Polícia Civil, Jurandir Gonçalves
André. Ele lembrou que a maioria das armas apreendidas com
marginais são revólveres e pistolas obtidas em roubos a
residências. “O cara entra para levar o aparelho de som
e leva a arma também. Depois vende para outro bandido ou utiliza
em um homicídio”, lembrou.
No ano passado, segundo dados da PF, foram recolhidas mais de 3 mil
armas e realizadas diversas campanhas, além de um Dia D de
Desarmamento em várias regiões da Cidade. Em 2005, desde
o início da campanha, em janeiro, a polícia recebeu pouco
mais de 150 armas.
Fernando Araújo
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04/março/2005
Andréa Lombardo Equipe da Folha
Menino de oito anos mata irmã de seis
Crianças estavam sozinhas em casa, no município de Teixeira
Soares; segundo polícia, garoto usou espingarda do pai
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Curitiba A segunda tragédia, em uma semana, envolvendo o
manuseio de armas de fogo por crianças, aconteceu no final da
tarde de quarta-feira, na localidade de Alto da Pedra, município
de Teixeira Soares (50 km ao sul de Ponta Grossa). L.A.S., de 6 anos,
morreu após ser atingida no olho por um disparo de espingarda
calibre 36, que era manuseada por seu irmão, D.P.S., de 8 anos.
O investigador da Polícia Civil de Teixeira Soares, Auyldo
Skubisz, contou que os pais estavam colhendo fumo, na lavoura que fica
próxima da casa, enquanto as crianças brincavam em um dos
quartos. O menino acabou encontrando a espingarda que o pai, o
agricultor A.S., guardava em casa, e acabou disparando a arma. A menina
foi levada a um hospital de Irati (135 km ao norte de União da
Vitória) e de lá transferida para Guarapuava, mas
não resistiu ao ferimento.
Segundo Skubisz, as cirscuntâncias em que o acidente aconteceu
ainda estão sendo investigadas. O pai, abalado, ainda não
prestou depoimento, mas pode ser responsabilizado por homicídio
culposo (quando não há intenção do
resultado), de acordo com o que apontarem as
investigações. A pena para este crime é de
até 3 anos de prisão.
No dia 23 de fevereiro, um adolescente de 16 anos matou acidentalmente
o irmão de oito com um tiro de revólver calibre 38 na
cabeça. O menino tentou se defender e colocou a mão na
frente da cabeça. A mão acabou sendo perfurada. Os dois
irmãos estavam sozinhos no quarto que dividiam na Vila
Icaraí, no bairro do Uberaba, periferia de Curitiba.
Para evitar acidentes como esses e tentar diminuir a violência,
foi instituído no País o Estatuto do Desarmamento que,
entre outras coisas, prevê o pagamento de
indenizações para as pessoas que se desfizerem de suas
armas.
Andréa Lombardo
Equipe da Folha
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Jacira Werle
Reportagem Local em 31/março/200
Zona Norte terá posto de coleta de armas
foto:Eduardo Anizelli img_foto2298
Reunião ontem na sede da Polícia Federal:
comitê quer manter acesa a idéia de
não-violência
Uma reunião na sede da Polícia Federal (PF), ontem
à tarde, definiu os detalhes para a funcionamento do posto para
recolhimento de armas na Zona Norte de Londrina. O posto irá
funcionar no dia 9 de abril, entre 14 e 18 horas, no Centro Cultural da
Saul Elkind, 790. Segundo o Comitê de Desarmamento de Londrina, o
evento servirá para manter acesa a idéia de
não-violência.
A Campanha do Desarmamento teve início em julho do ano passado.
Em Londrina foram entregues 3.302 armas, até ontem, segundo
dados da PF. Esse volume corresponde a 23% do que foi recolhido em todo
o Paraná.
No Estado, já formam arrecadadas 14.117 armas. Em todo o Brasil,
317 mil. A meta inicial da PF era que fossem recolhidas 80 mil
unidades. A estimativa é de existam 20 milhões de armas
irregulares no País, informa o coordenador da ONG Londrina
Pazeando, Luis Cláudio Galhardi.
O delegado chefe da PF de Londrina, Sandro Vianna dos Santos, explica
que além da Zona Norte, outras regiões terão
postos de coleta de armamentos antes que a campanha nacional seja
encerrada. O comitê ainda não definiu onde será
instalado o próximo posto.
A data para o término da campanha é 23 de julho. Para
entregar uma arma as pessoas não precisam identificar a
procedência dela e ainda recebem uma indenização
que varia de R$ 100 a R$ 300, de acordo com o tipo de arma. Além
dos posto de coleta, as pessoas podem ir até a sede da
Polícia Federal (Rua Tietê, 1450, Vila Nova) para deixarem
as armas. No dia 11 de dezembro do ano passado o comitê organizou
quatro pontos de coleta, um em cada zona da cidade. ''Na época
foram recolhidas 74 unidades em um dia. Agora o volume de entregas
é menor e a intenção é manter a
idéia da não violência'', analisa Santos.
O delegado-chefe da 10Subdivisão Policial, Jurandir
Gonçalves André, compara que antes da campanha a maioria
dos homicídios estava ligada ao uso de armas de fogo. Agora,
afirma, muitos crimes estariam sendo cometidos com outros tipos de
armas, como pedaços de paus e foices. ''Podemos pensar que
existe algum tipo de ligação entre o número menor
de armas de fogo circulando e a forma como alguns crimes vem sendo
praticados'', argumenta.
Jacira Werle
Reportagem Local
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Reportagem em 31/março/2005
por Stella Meneghel
SEGURANÇA
Comitê de desarmamento prepara nova mobilização
Atividade será realizada no próximo dia 9 na Zona Norte
Uma nova mobilização pela entrega de armas
acontecerá em Londrina no próximo dia 9, a partir das 14
horas. O posto de coleta funcionará no Centro Cultural dos Cinco
Conjuntos, na Avenida Saul Elkind (Zona Norte). Na ocasião, a
comunidade também será esclarecida sobre o plebiscito
referente a permissão ou proibição da venda de
armas no país. A votação é facultativa e
acontece no dia 2 de outubro.
A atividade está sendo organizado pelo Comitê Londrinense
sobre o Desarmamento, que engloba as entidades policiais, secretarias
municipais, a ONG Londrina Pazeando e outras entidades da sociedade
civil. “A campanha do desarmamento foi prorrogada e estamos
aproveitando para fazer uma coleta por mês de forma a chamar a
atenção da sociedade e de conscientizar sobre a
importância do desarmamento e do plebiscito”, afirmou o
coordenador da ONG Londrina Pazeando, Luiz Galhardi.
A partir do dia 23 de junho, quem for pego com uma arma será
preso e o crime é inafiançável. Pelo Estatuto do
Desarmamento, apenas um grupo pequeno de pessoas (policiais por
exemplo) poderá ter porte de arma. O cidadão comum fica
impedido. Outro ponto do estatuto é o que proíbe a
comercialização de armas no território nacional.
Para esse artigo entrar em vigor é necessário que a
idéia seja referendada em um plebiscito. Atualmente, o Congresso
Nacional está votando como será o texto da cédula
de votação. O plebiscito será organizado pelo
Ministério da Justiça.
Custo
A última coleta de armas ocorrida em Londrina foi em fevereiro,
no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina
(UEL). Na oportunidade, o Hospital Universitário divulgou que
foram gastos quase R$ 1 milhão no atendimento de pessoas
atingidas por armas de fogo.
Para complementar a coleta de armas no próximo dia 9 de abril,
haverá uma blitz educativa percorrendo a Zona Norte no dia 8 e
no dia 9. Na ocasião, policiais militares irão parar os
veículos para verificar a documentação e outros
aspectos. Enquanto isso, representantes do Comitê Londrinense
sobre o Desarmamento abordarão os motoristas e passarão
informações sobre o desarmamento. Nesses dois dias
também haverá um carro de som percorrendo os bairros da
região informando sobre a coleta de armas.
O que os integrantes do comitê ressaltam é que a entrega
de armas não pode ser feita apenas no dia que se organiza um
posto de coleta. Ela pode ser feita na Polícia Civil ou na
Polícia Federal e a pessoa recebe uma indenização.
Até ontem, foram entregues 3.302 armas em Londrina, o que
representa 23,4% das 14.117 armas coletadas em todo o Paraná. No
Brasil, são cerca de 317 mil entregues. “É um
número pequeno perto das 20 milhões de armas que se
estima haver no país. Mas o importante da campanha é a
conscientização em busca da paz”, afirmou
Galhardi.
Stella Meneghel
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http://www.ondarpc.com.br/jornaldelondrina
19/OUT/2005 Stella Meneghel
REFERENDO
Morte por armas apresenta redução
Resultado é observado desde o ano passado, quando entrou em
vigor o Estatuto do Desarmamento.
REFERENDO - Resultado é observado desde o ano passado, quando entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento
Morte por armas apresenta redução
Morte por armas apresenta redução
Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde aponta que a
média mensal de homicídios provocados por armas de fogo
vem apresentando redução desde o ano passado. Em 2003, a
média foi de 13,5 mortes por disparos por mês; em 2004, de
12,7; e neste ano (dados até agosto) está em 10,7. No ano
passado, entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento.
Esses números mostram uma reversão na tendência de
crescimento dos homicídios por arma de fogo que vinha se
desenhando desde 2000, quando a média mensal de mortes foi de
3,9 (veja gráfico ao lado).
A proporção do uso de armas de fogo nos homicídios
também apresentou a mesma evolução. Em 2000, dos
72 homicídios, 47 foram por armas de fogo, o que representa
65,3% do total. Em 2003, houve 184 homicídios, sendo 162 por
armas de fogo (88% do total). Em 2004, o número de
homicídios se manteve, mas houve redução no uso de
armas – 83,2% ou 153 mortes. Neste ano, novamente, a
tendência é de queda. Até agosto, foram registrados
108 homicídios, dos quais 86 por arma de fogo (79,6%).
Se a média mensal de homicídios (10,7) se mantiver, 2005
deve terminar com 128 mortes. Isso irá representar uma
redução de 10% no número de homicídios em
relação ao ano passado – 15 vítimas a
menos.
Reflexo?
Para o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes,
não é possível afirmar que a redução
seja exclusivamente reflexo do vigor do Estatuto do Desarmamento, que
desde de 23 de dezembro de 2003 proíbe o cidadão comum de
andar armado (porte) e determina punições mais
rígidas, como tornar inafiançável o porte de armas
ilegais.
“Acredito que houve um aperfeiçoamento da
ação policial, com repressão maior ao
tráfico, que gera muitas mortes. Mas sem dúvida é
possível dizer que a redução de armas diminuiu a
criminalidade e, consequentemente, as mortes. Principalmente, aquelas
ligadas a conflitos pessoais, como brigas do tráfico, brigas
entre familiares, vizinhos, no trânsito. Creio que a
diminuição de armas pode ter pesado (para a
redução das mortes por disparos)”, afirmou
Fernandes. “Essa é a causa que mais gera anos
perdidos”, completou o secretário.
Os homicídios do ano passado, entre o sexo masculino,
“roubaram” 5.340 anos potenciais de vida
– tempo em que as vítimas poderiam ter vivido de
acordo com a idade média de vida do londrinense. Em segundo
lugar, vêm os acidentes de trânsito, que tiraram dos
londrinenses 2.837 anos potenciais de vida (quase metade dos anos
perdidos por homicídio), seguido do infarto do miocárdio
(1.025 anos).
Apesar da redução de mortes por arma de fogo, para o
secretário homicídio, no Brasil, é uma epidemia.
“Os índices mostram que o Brasil é
campeão em mortes por armas de fogo e Londrina também
enfrenta esse problema. Vivemos uma epidemia de grandes
proporções e a população não se
dá conta disso. Acredito que se as armas diminuírem,
muitas mortes serão evitadas”, opinou Fernandes.
Ele reconhece, no entanto, que a proibição da venda de
armas e munições não é a única forma
de resolver a violência. “A violência está
ligada a vários fatores, como concentração de
renda, desemprego, educação e assistência social.
Mas outro fator é a cultura da violência, que precisa ser
combatida em todos os espaços”, argumentou.
Neste domingo, os eleitores terão de decidir se o
comércio de armas de fogo e de munição deve ser
proibido no Brasil. Se a maioria dos eleitores votar sim no referendo,
o cidadão comum não poderá mais comprar esses
artigos, mesmo aquele que já tenha o registro da Polícia
Federal para ter uma arma em casa ou no trabalho (não
poderá comprar munição nem outra arma). Se o
resultado for não, a legislação permanece como
está no Estatuto do Desarmamento.
Stella Meneghel
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24/outubro/2005 VÁRIAS MAÉRIAS)
Curitiba- Os paranaenses disseram não ao fim da
comercialização de armas de fogo e munição
no Brasil. Com 73,15% dos votos, a opção 'não'
ganhou em todas as cidades do Estado, enquanto 26,85% votaram no
''sim''. A apuração teve clima tranquilo e com poucas
pessoas no saguão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) muito
diferente das eleições convencionais. Às 22 horas
os votos de 99,9% das urnas já estavam contabilizados. Curitiba
foi a primeira capital do País a ter seus votos totalizados.
Dos 6,94 milhões de eleitores paranaesnes, 3,95 milhões
votaram ''não'' e 1,45 milhão votaram ''sim''. O
índice de abstenção no Paraná foi de 19,5%
dentro da média, segundo o TRE. Já o número de
votos brancos e nulos foi pouco mais de 136 mil. Em Curitiba, onde o
''não'' ganhou com 73,1% dos votos, o índice de
abstenção foi de 17,8%, também considerado normal
pelo TRE. Já os eleitores que anularam ou votaram em branco
somou 25,7 mil na Capital. Em Londrina, onde 69,34% dos eleitores
decidiram pelo ''não'' e 30,66 pelo ''sim'', houve um
índice de 19,32% de abstenção e pouco mais de 8
mil votos brancos ou nulos.
Um dos principais defensores do ''não'' no Paraná, o
deputado federal Abelardo Lupion (PFL-PR), afirmou ontem que o
resultado do referendo é um recado da população
para que o governo federal melhore a segurança pública no
País. ''A partir de agora vamos ser pró-ativos e vamos
apresentar projetos que obriguem o governo federal a melhorar a
segurança pública, como estipular um percentual
mínimo de aplicação do orçamento na
área. Precisamos melhorar a polícia, resolver a
questão prisional e não desarmar a
população'', afirmou. Lupion foi uma das
lideranças do Paraná na Frente Parlamentar pelo Direito
à Legítima Defesa.
Já o deputado estadual Ratinho Júnior (PPS), defensor do
''sim'', lamentou o resultado porque a população, segundo
ele, ''perdeu uma oportunidade de mostrar para o mundo que quer paz, o
que é ruim para a imagem do País.'' ''A idéia era
diminuir o número de mortes por crimes banais. Mas vamos
continuar buscando soluções para a segurança
pública'', afirmou.
O presidente da ONG Londrina Pazeando, que participou da campanha pelo
''sim'', Luis Cláudio Galhardi, apesar da derrota, viu com
otimismo o resultado. ''Muitas pessoas não diziam que iam
comprar armas, mas estavam preocupadas em perder um direito. A
discussão foi importante e abre portas para outros referendos'',
afirmou.
Anndréa Bordinhão
Equipe da Folha
Em Londrina, 8 urnas foram substituídas
A votação transcorreu de forma tranquila durante todo o
dia em Londrina. Não houve nenhum registro de boca-de-urna ou de
prisão registrado pela Polícia Militar. Quanto as urnas
eletrônicas, apenas oito apresentaram problemas técnicos e
tiveram que ser substituídas. Ao todo, foram usadas 927 urnas em
Londrina e 26 em Tamarana.
Segundo Antonio Carlos Inácio, técnico do Tribunal
Regional Eleitoral (TRE) responsável pelas urnas
eletrônicas em Londrina, entre as urnas que apresentaram
defeitos, três estavam na 41 Zona Eleitoral, duas na 146, uma na
42, uma na 191 e outra na 157 Zona Eleitoral.
De acordo com o técnico, os problemas nas urnas não
interferem nos registros dos votos realizados antes da dificuldade ter
sido identificada. ''Toda urna possui dois locais onde são
gravadas simultaneamente as informações, um interno e
outro externo. Quando ocorre algum problema, retiramos a 'flash'
externa e colocamos na outra urna, que passa a assumir os registros que
estavam na urna com defeito'', comentou.
O tenente Ricardo Eguedis, do 5º Batalhão da Polícia
Militar, disse que durante o período da manhã foram
registradas sete denúncias sobre estabelecimentos que estariam
comercializando bebidas alcoólicas. Mas, segundo ele, as
denúncias não foram confirmadas. ''Alguns supermercados
mantiveram as bebidas nas prateleiras mas não estavam deixando
passar pelo caixa. Além disso, não tivemos mais nenhum
tipo de ocorrência'', disse.
Fernanda Borges
Reportagem Local
Mesários reclamam da alimentação
Curitiba - Na Capital foram registrados casos pitorescos ontem.
Mesários convocados para trabalhar em um colégio no
centro da cidade protestaram contra o kit de alimentação
fornecido pela Justiça Eleitoral.
O kit, composto de doces, biscoitos, torradas e sucos, não
agradou a esse grupo. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o
kit fornecido pela primeira vez foi a alternativa aos tickets para
alimentação que eram fornecidos até a
eleição passada, em outubro de 2004.
Mesários reclamavam que o ticket não ajudava porque
muitos restaurantes não o aceitavam ou estavam fechadas no
domingo de referendo. Portanto, o kit, segundo o TRE, foi uma forma de
garantir que os mesários não ficassem sem comer.
Também em Curitiba houve falta de mesários, e um homem
convocado às pressas em uma seção eleitoral teria
simplesmente ignorado a convocação e fugido de moto.
Muitos curitibanos deixaram para votar na última hora, mesmo
assim o referendo foi tranquilo. No sábado, não havia
clima de véspera de votação na cidade. Nos
parques, nos bares, nas calçadas, os assuntos eram outros.
Apenas a Boca Maldita, no centro da cidade, tradicional ponto de
discussões políticas, não deixava o clima de
eleição passar em branco. O tema nos cafés era o
referendo.(M.D.)
Maria Duarte
Equipe da Folha
Abstenções e justificativas marcam referendo
A julgar pelo comparecimento às urnas ontem em Londrina, as
frentes parlamentares tentaram mas não conseguiram convencer os
eleitores da importância do referendo popular sobre a
continuidade ou não da comercialização de armas e
munição no País. Tanto os mesários quanto a
coordenação geral da votação no
município já previam que cerca de 20% dos eleitores
não teriam opinado sobre a pergunta. Às 21h45, segundo o
Tribunal Superior Eleitoral, o percentual de abstenção no
Paraná era de 19,55%, com 99,9% da urnas apuradas, enquanto em
todo Brasil chegava a 21,38%, com 92% da apuração. Em
Londrina, o número alto de justificativas exigiu
reposição do formulário em algumas
seções. Quem não votou ou justificou tem o prazo
de 60 dias para dar satisfação à Justiça
Eleitoral.
Antes da totalização dos votos, centralizada em Curitiba,
o coordenador do Fórum Eleitoral em Londrina e titular da 41
zona eleitoral, juiz Jurandir Reis Júnior, já adiantava
que era esperado um número recorde de abstenções e
justificativas, podendo superar o registrado na última
eleição. De acordo com o juiz, o comparecimento no
referendo deveria ficar em torno de 80%, bem parecido ao que aconteceu
no segundo turno do pleito para prefeito, em outubro do ano passado,
quando 21% dos eleitores se abstiveram de votar. Ele também
destacou que muitos eleitores procuraram os 136 locais de
votação em Londrina e Tamarana para justificar a
ausência. ''Em algumas seções, o número de
impresso não foi suficiente e tivemos que fazer novas
remessas'', apontou.
Reis Júnior comentou que o baixo comparecimento poderia
significar que os 328.625 eleitores locais não foram
suficientemente informados sobre a importância de darem sua
opinião. ''Acredito que as frentes parlamentares não
conseguiram estimular que o eleitor comparecesse para exercer seu voto
no referendo'', analisou.
Nos locais de votação, a tranquilidade aparente durante
todo o dia já revelava aos mesários que o comparecimento
dos eleitores seria menor este ano. Há mais de 15 anos
trabalhando em eleições, o secretário de
prédio na Escola Municipal Carlos Kraemer (Zona Oeste), Adriano
Maricato Ramos, confirmou que as abstenções e a procura
pelo formulário de justificativa chamaram atenção.
''Acho que a justificativa é consequência das
abstenções porque tem pessoal de fora na cidade'', disse.
Na mesma região, no Colégio Estadual Ana Molina Garcia, o
secretário de prédio Adriano de Brito Faria observou
tendência semelhante. ''Até mesmo eleitor de Londrina que
vota em outra região da cidade nos procurou para justificar o
voto'', revelou.
É bom lembrar que a Justiça Eleitoral dá um
segunda chance somente aos eleitores que não votaram por motivos
de trabalho, problemas de saúde ou que estavam fora do
País. Estes terão os próximos 60 dias para
regularizarem a situação junto aos cartórios
eleitorais onde estão registrados. Aqueles que não se
encaixarem nas ressalvas acima estarão sujeitos ao pagamento de
multa.
Luciano Augusto
Reportagem Local
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