Estabelecendo os Fundamentos para a Paz - Metas do Milênio ODMs
TEXTO: Estabelecendo os Fundamentos para a Paz - Metas do Milênio de - Hilary French, Gary Gardner e Erik Assadourian

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PREFÁCIO
A Declaração do Milénio das Nações Unidas é
um documento histórico para o novo século. Aprovada na
Cimeira do Milénio – realizada de 6 a 8 de Setembro de
2000, em Nova Iorque –, reflecte as preocupações de
147 Chefes de Estado e de Governo e de 191 países, que
participaram na maior reunião de sempre de dirigentes mundiais. Esta
Declaração foi elaborada ao longo de meses
deconversações, em que foram tomadas em
consideração as reuniões regionais e o
Fórum do Milénio, que permitiram que as vozes das pessoas
fossem ouvidas. Apraz-me verificar que muitos dos compromissos e alvos
sugeridos no meu Relatório do Milénio foram
incluídos nela. A minha intenção, ao propor a
realização da Cimeira, foi utilizar a força
simbólica do Milénio para ir ao encontro das necessidades
reais das pessoas de todo o mundo. Ao ouvir os dirigentes mundiais e
ler a Declaração que aprovaram, fiquei impressionado com a convergência de
opiniões sobre os desafios com que nos vemos confrontadose com a
premência do seu apelo à acção. Os
líderes definiram alvos concretos, como reduzir para metade a
percentagem de pessoas que vivem na pobreza extrema, fornecer
água potável e educação a todos, inverter a
tendência de propagação do VIH/SIDA e
alcançar outros objectivos no domínio do desenvolvimento.
Pediram o reforço das operações de paz das
Nações Unidas, para que as comunidades vulneráveis
possam contar connosco nas horas difíceis. E pediram-nos
também que combatêssemos a injustiça e a desigualdade, o terror
e o crime, e que protegêssemos o nosso património comum, a
Terra, em benefício das gerações futuras. Na
Declaração, os dirigentes mundiais deram
indicações claras sobre como adaptar a
Organização ao novo século. Estão
preocupados – aliás, justamente – com a
eficácia da ONU. Querem acção e, acima de tudo,
resultados. Pela minha parte, renovo a minha dedicação e
a do meu pessoal ao cumprimento deste mandato. Mas, em última
análise, são os próprios dirigentes que são
as Nações Unidas. Está ao seu alcance, e portanto
compete-lhes a eles, alcançar os objectivos que definiram. A
eles e àqueles que os elegeram, os povos do mundo, digo:
só vós podeis decidir se a ONU estará à
altura do desafio.
Kofi A. Annan
Secretário-Geral das Nações Unidas
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